Política Nacional

Cleitinho defende Michelle em polêmica sobre aliança do PL e pede união da direita

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (2), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comentou as críticas dirigidas a Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, após ela manifestar sua posição política para as próximas eleições em um evento no Ceará. A polêmica envolve a rejeição de Michelle à aproximação do partido com o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, para uma possível aliança nas eleições ao Senado, em 2026.

Cleitinho destacou que a ex-primeira-dama foi atacada inclusive por setores da direita. O parlamentar leu a nota divulgada por Michelle, na qual ela afirma que “agiu com sinceridade e tem o direito de expressar seus posicionamentos com liberdade”.

— O que mais me chama atenção é ver as próprias mulheres, inclusive mulheres que são políticas, fazendo piada com uma mulher. Naquele momento do  discurso no palanque [no Ceará], Michelle Bolsonaro não foi política. Foi mãe, foi esposa, foi humana. Porque a verdade é que o Ciro sempre falou mal da família do Bolsonaro. Um dos motivos pelos quais o Bolsonaro está inelegível foi o partido do Ciro Gomes. O que eu espero do Ciro Gomes, já que ele quer ter um apoio da direita, é que ele tenha a humildade para reconhecer que errou, que mudou de opinião — disse.

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O senador defendeu a união dos parlamentares de direita e afirmou que as divergências internas têm dificultado a articulação política. O parlamentar advertiu que o grupo deve seguir orientações políticas alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

— Vamos nos unir. O inimigo está adorando isso, rindo da cara da gente, e tem eleição daqui a meses. Vamos parar com isso e nos juntar, para podermos libertar não só o Ceará, mas libertar o Brasil — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Vai à CDR projeto que prioriza saneamento no uso dos recursos do FGTS

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira (15) projeto que reforça o compromisso de levar esgoto e água potável para todos os cidadãos brasileiros, inclusive por meio de projetos financiados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O texto agora vai à Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR).

O Projeto de Lei (PL) 896/2026, do senador Eduardo Braga (MDB-AM), prevê que o Conselho Curador do FGTS, instância máxima que direciona os investimentos bancados pelo fundo, deverá priorizar:

  • a meta de universalizar o saneamento básico;
  • a redução das desigualdades regionais, privilegiando estados com piores condições de saneamento.

Em documento de 2026, o Tribunal de Contas da União avalia que os recursos do FGTS estão sendo subutilizados em saneamento básico. A auditoria identificou que “dos R$ 24 bilhões previstos no orçamento do FGTS para o programa Saneamento para Todos, apenas 46,5% dos recursos foram efetivamente utilizados, sendo que a maior parcela desses valores foi destinada à região Sudeste”.

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A proposição responde a diagnóstico consistente de baixa execução dos recursos do FGTS destinados ao saneamento básico, com especial prejuízo às regiões Norte e Nordeste, que concentram os maiores déficits de cobertura e piores indicadores de acesso – afirmou o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), ao fazer a leitura de seu parecer.

O texto também permite que o FGTS financie o Programa Cisternas, em que estados, municípios ou organizações sociais, em acordo com a União, levam reservatórios de água para escolas e produtores de alimentos. 

O projeto altera a Lei do FGTS e o Marco Legal do Saneamento Básico, que determina que até 2033 99% dos brasileiros deverão contar com água tratada, enquanto 90% deverão ter acesso ao tratamento de esgoto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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