Agro News

CMS abre chamada para eventos paralelos na COP15 sobre Espécies Migratórias em Campo Grande

Publicado

O Secretariado da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) abriu chamada para a realização de eventos paralelos durante a 15ª Conferência das Partes (COP15), que ocorrerá em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, de 23 a 29 de março de 2026.

As inscrições devem ser feitas por meio deste formulário oficial de manifestação de interesse até 28 de dezembro de 2025. Governos, organizações e observadores interessados poderão submeter propostas de eventos alinhados aos objetivos da convenção e aos temas da agenda da COP15.

Os eventos paralelos selecionados terão duração de 45 minutos e ocorrerão entre os dias 23 e 27 de março de 2026, em horários previamente definidos. Após o encerramento do prazo de inscrição, o Secretariado da CMS comunicará aos proponentes selecionados horários e informações logísticas.

As salas destinadas aos eventos paralelos terão capacidade para até 80 participantes, em formato de auditório, e contarão com infraestrutura incluindo palco, mesa principal para até cinco pessoas, projetor, computador, púlpito, microfones sem fio, conexão Wi-Fi e pontos de energia.

Leia mais:  Centro-Sul deverá ter safra recorde de cana, estimada em até 42,5 milhões de toneladas

A Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês) é um acordo ambiental das Nações Unidas que coordena esforços internacionais voltados à proteção de animais migratórios e à preservação dos ambientes essenciais para seus ciclos de vida.

O tratado atua como um fórum global de cooperação entre governos e especialistas para enfrentar os desafios que afetam espécies migratórias terrestres, aquáticas e aéreas em diferentes regiões do planeta.

Em vigor desde 1979, a Convenção conta com a adesão de 133 países da África, das Américas, da Ásia, da Europa e da Oceania. O Brasil integra a CMS desde 2015 e ocupa posição central nesse esforço global por abrigar boa parte da biodiversidade global. Diversas espécies migratórias dependem dos ecossistemas brasileiros para se reproduzir, se alimentar e realizar paradas estratégicas ao longo de suas rotas.

Distribuída pelos seis biomas do país, essa diversidade inclui espécies emblemáticas como a onça-pintada, golfinhos, baleias, além de ampla variedade de tubarões, arraias, peixes de água doce, albatrozes, petréis, tartarugas, pequenos cetáceos, morcegos e outros mamíferos marinhos.

Leia mais:  Em Lucas do Rio Verde (MT), ministro Fávaro entrega 192 moradias do Minha Casa, Minha Vida

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

Publicado

O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

Leia mais:  Subcomitê do CIM aprova os 16 planos setoriais da Estratégia de Adaptação

Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

Leia mais:  Feijão carioca reage no fim de abril com oferta restrita e disputa por qualidade, aponta Cepea


Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana