Educação

CNIJMA: etapa nacional reúne 800 estudantes de todo o país

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A etapa nacional da 6ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) teve início nesta segunda-feira, 6 de outubro, em Luziânia (GO), reunindo cerca de 800 participantes entre estudantes, professores, jovens acompanhantes e representantes das comissões organizadoras estaduais. A cerimônia de abertura ocorreu no Auditório Terra do Centro de Treinamento Educacional (CTE) da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI).  

Durante a abertura da conferência, o secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), Leonardo Barchini, ressaltou a importância do evento no âmbito educacional. “Seguimos com o compromisso de fazer da educação ambiental uma prioridade real do Estado brasileiro. Educar é o caminho mais seguro para cuidar das pessoas e do planeta”.  

Com o tema “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática”, a conferência busca fortalecer o protagonismo de crianças e adolescentes na construção de uma sociedade mais sustentável, inclusiva e justa. O encontro nacional representa um processo que mobilizou mais de 2,2 milhões de pessoas em todo o país, entre estudantes, docentes, gestores escolares e comunidades locais.  

06/10/2025 - Cerimônia de Abertura da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). Fotos: Fotos: Fábio Nakakura

“A gente sempre escuta que os jovens são o futuro, e é verdade. Mas vocês são também o presente. A conferência é um dos passos para que nós retomemos a participação dos estudantes e da juventude em uma das pautas mais importantes para esse governo, que é a questão climática e ambiental”, destacou a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo. 

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, encerrou a cerimônia de abertura ressaltando a importância da iniciativa para o futuro do meio ambiente. “O que nós estamos fazendo aqui é algo inédito. Vamos pensar daqui para frente os fios que nós queremos que teçam as nossas vidas, o nosso país e o nosso planeta”. O encontro também contou com a presença de autoridades e representantes de órgãos públicos e entidades parceiras. 

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Ao final dos cinco dias de evento, as propostas e as reflexões apresentadas pelos participantes contribuirão para o fortalecimento das políticas educacionais e ambientais em todo o território nacional.  

A iniciativa é promovida pelo MEC e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Programação – A programação segue até sexta-feira, 10 de outubro, com atividades formativas, rodas de conversa, apresentações culturais e a Feira de Projetos, que reúne iniciativas desenvolvidas nas escolas participantes. 

Entre os destaques, estão as oficinas temáticas sobre justiça climática, territórios saudáveis e autoproteção escolar, além da leitura coletiva da Carta Compromisso, documento que sintetiza as propostas elaboradas pelos delegados e será encaminhado às autoridades dos ministérios parceiros. 

“Vir para essa conferência é algo surpreendente. Vamos passar por situações aqui que levaremos para o nosso estado e nossos municípios. Vai ser uma experiência maravilhosa, vamos trocar ensinamentos, estudos e ideias”, afirmou Ellen Sophia Da Silva Gonçalves Braz, participante da delegação do Rio de Janeiro.   

Diogo Henrique Antunes de Lima, participante da delegação de Santa Catarina, também destacou a importância do aprendizado oferecido pela conferência. “Para mim esse evento vai ser cheio de aprendizagens, um momento único onde vamos ver todos os projetos dos estudantes e ver o que eles podem mudar no Brasil interior. É uma mistura de emoções. É muito gratificante estar aqui”. 

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A 6ª CNIJMA também se integra à agenda preparatória para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), reforçando o papel do Brasil na promoção de uma educação ambiental voltada para a ação climática e a sustentabilidade. 

Retrospectiva – Durante o ano de 2025, a 6ª CNIJMA mobilizou 8.732 escolas em 2.307 municípios brasileiros, refletindo a ampla diversidade socioambiental do país. Entre essas, 1.293 escolas estavam localizadas em áreas de risco socioambiental e 158 atendiam estudantes com deficiência (PCDs). No que diz respeito à diversidade cultural e territorial, a conferência envolveu 1.478 escolas da zona rural, 186 indígenas e 139 quilombolas, abrangendo todos os estados brasileiros e o Distrito Federal.    

Em termos de biomas, a Mata Atlântica concentrou o maior número de escolas participantes, com 2.818; seguida pela Caatinga com 2.467; Cerrado com 1.695; e Amazônia com 1.300 escolas.   

A iniciativa reúne pelo menos uma turma dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano). É um convite para que as escolas desenvolvam jornadas pedagógicas por meio de pesquisas e produção de conhecimentos que contribuam com seus territórios no enfrentamento das mudanças do clima. 

Um legado de participação – Desde 2003, a CNIJMA envolveu mais de 20 milhões de pessoas. O programa tem valorizado a educação ambiental como política de Estado e promovido a inclusão de temas como mudanças climáticas e proteção da biodiversidade nos currículos escolares, conforme a Lei nº 14.926/2024. O processo fortalece o protagonismo infantojuvenil e conecta a educação básica às grandes agendas globais de meio ambiente e clima.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC participa do lançamento da Rádio IFRN

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) participou do lançamento da Rádio IFRN (frequência FM 95,3), vinculada ao Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). A nova emissora pública iniciou oficialmente suas transmissões na última sexta-feira (12), em solenidade realizada no Centro de Tecnologia e Cultura (CTC) Luzia Vieira de França, em Natal (RN). 

A Rádio IFRN nasce com a missão de fortalecer a comunicação pública e ampliar o acesso da população a conteúdos educativos, culturais, científicos e de cidadania. A iniciativa resulta de uma parceria entre o MEC, o instituto e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

Segundo o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, a iniciativa fortalece a identidade territorial e amplia a circulação de conteúdos educativos nacionais. “Agora, o Rio Grande do Norte faz parte de um seleto grupo de rádios educativas que poderá reproduzir conteúdo também nacionalmente. Então, existe a relação territorial, de estar demonstrando a função desses projetos de ensino, pesquisa e extensão que acontecem no IFRN, mas também conteudista nacional. Eu acho que esse é o ponto central, levar boa informação, como tem de ser”, disse. 

Expansão da comunicação pública – A implantação da rádio integra o projeto de expansão da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). Em dezembro de 2023, o IFRN e outros 15 institutos federais firmaram acordo de cooperação com a EBC para a criação de 49 novas emissoras FM educativas, em diferentes regiões do país. 

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Durante a cerimônia de inauguração, o reitor do IFRN, o professor José Arnóbio, destacou a importância da emissora para aproximar ainda mais a instituição da sociedade. 

“Com a chegada da rádio, vamos nos aproximar cada vez mais da sociedade. É um canal direto com tudo o que é feito no ensino, na pesquisa e na extensão. O que é desenvolvido nos 22 campi do IFRN e nos três novos campi que estão chegando. Será um espaço com programação nacional e local, de modo a valorizar a cultura regional”, afirmou. 

A gerente da Rede Nacional de Comunicação Pública de Rádio da EBC, Luciana Moreno, ressaltou o papel da emissora na divulgação do conhecimento produzido pelo Instituto. 

Programação voltada à educação, cultura e cidadania – A Rádio IFRN FM contará com produção local e também retransmitirá conteúdos da Rádio Nacional e da Rádio MEC, emissoras públicas integrantes do sistema de comunicação da EBC. A programação reunirá conteúdos educativos, culturais, científicos e institucionais, além de abrir espaço para temas relacionados à cidadania e ao desenvolvimento regional. 

A expectativa é que o sinal alcance mais de 1,4 milhão de habitantes em 28 municípios potiguares, cobrindo uma área com raio aproximado de 80 quilômetros a partir da capital. 

Formação e oportunidades para estudantes – A coordenadora da emissora, a professora Edivânia Duarte, destacou que a rádio representa uma importante conquista para o estado. 

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A nova emissora também abre oportunidades para a formação prática de estudantes. Integrante da equipe da Rádio IFRN, o estudante Erick Santana, do curso técnico em Multimídia do Campus Natal-Centro Histórico, comemorou a participação no projeto. 

“Despertei o interesse pelo rádio graças à professora Edivânia, quando fui bolsista no projeto Rádio Roca. Foi uma experiência muito prazerosa, e agora estou ainda mais feliz por participar da inauguração e integrar a equipe da Rádio IFRN. Me sinto muito confiante para começar essa nova etapa da minha carreira”, relatou. 
Investimento e alcance regional – Para viabilizar a entrada da Rádio IFRN no ar, foram investidos R$ 1,2 milhão pelo Ministério da Educação, por meio da Setec. A EBC ofereceu apoio técnico ao projeto, incluindo estudos de engenharia e articulação junto ao Ministério das Comunicações e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

Com a nova emissora, o IFRN amplia sua presença junto à sociedade potiguar, fortalecendo a divulgação das ações de ensino, pesquisa e extensão e contribuindo para a democratização do acesso à informação de interesse público. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do IFRN e da EBC 

Fonte: Ministério da Educação

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