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CNPq prorroga inscrições para programa institucional de bolsas de pós-graduação

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) prorrogou para as 23h59 de segunda-feira (22) o prazo das inscrições do Programa Institucional de Bolsas de Pós-Graduação (PIBPG). O investimento previsto é de R$ 430 milhões na concessão de cerca de 5,5 mil bolsas a instituições de pesquisa e ensino superior de todo o País.

A Chamada Pública nº 12/2025 traz duas novidades importantes em relação à edição anterior: a ampliação do número de bolsas de doutorado em duas faixas e a introdução de um bônus na pontuação final para propostas que apresentem ações estruturadas de equidade e inclusão na pós-graduação.

A estimativa é conceder 4.266 bolsas de mestrado e 1.254 bolsas de doutorado. As solicitações devem ser enviadas pelas entidades conforme sua dimensão e grau de consolidação. Os projetos das instituições de ensino superior (IES) e de ciência e tecnologia (ICT) serão classificados da seguinte forma:

• Faixa A (IES/ICT consolidadas): até 350 bolsas para mestrado e até 170 para doutorado (50 a mais em relação ao ano passado)

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• Faixa B (IES/ICT em consolidação): até 50 bolsas para mestrado e até 35 para doutorado (cinco a mais em relação ao ano passado)

• Faixa C (IES/ICT emergentes): até dez bolsas para mestrado e até dez para doutorado

Outro diferencial da chamada de 2025 é a criação de um bônus na avaliação para propostas institucionais que demonstrem políticas, programas ou ações estruturadas de equidade e inclusão. A iniciativa valoriza instituições comprometidas com a diversidade e com a democratização do acesso à formação científica de alto nível.

“Desde 2023, o CNPq vem tentando recompor as bolsas de mestrado e doutorado em um movimento de expansão ainda aquém da necessidade, dado o limite orçamentário. É importante ressaltar que o edital de distribuição dessas bolsas tem sido aperfeiçoado, tanto no sentido de se adequar mais à realidade das instituições proponentes, quanto na direção de buscar critérios mais justos de alocação dos recursos. Um exemplo disso é a valorização na chamada atual de práticas mais inclusivas nas ICTs”, destaca a diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do CNPq, Dalila Andrade Oliveira.

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Instituído em 2022, o PIBPG é uma política pública estratégica do CNPq que busca promover o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil alinhada com as políticas de ciência e tecnologia do País. Atualmente, 216 instituições de ensino superior e centros de pesquisa de todo o Brasil participam do programa.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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