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CODEX aprova novos limites de resíduos de nicarbazina em frangos de corte

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Novos Limites Máximos de Resíduos (LMRs) são aprovados pelo CODEX

O CODEX Alimentarius, programa internacional conjunto da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e da OMS (Organização Mundial da Saúde), aprovou novos Limites Máximos de Resíduos (LMRs) para a nicarbazina em frangos de corte.

Os novos níveis estabelecidos são:

  • 4.000 ppb para músculo
  • 15.000 ppb para fígado
  • 8.000 ppb para rim
  • 4.000 ppb para pele com gordura
Revisão dos limites reforça segurança alimentar

A decisão do CODEX vem após análises aprofundadas realizadas ao longo de 2023, agora validadas e reconhecidas globalmente. Segundo Patrícia Rocha, gerente de Produtos e Serviços Técnicos da Phibro Saúde Animal, a medida representa um avanço importante.

“Essa decisão reforça a segurança da molécula para os consumidores e para a carne de aves”, destaca a especialista.

Nicarbazina segue como aliada estratégica contra a coccidiose

Lançada em 1955, a nicarbazina é um anticoccidiano sintético amplamente utilizado na avicultura mundial. Mesmo após sete décadas, a substância continua sendo uma das soluções mais eficazes para o controle da coccidiose, doença que causa grandes prejuízos econômicos ao setor produtivo de frangos de corte.

“Os novos limites de resíduos acompanham o avanço das pesquisas científicas sobre a nicarbazina”, reforça Patrícia Rocha.

Phibro Saúde Animal lidera a produção mundial de nicarbazina

Referência global em nutrição e saúde animal, a Phibro Saúde Animal é hoje a principal produtora de nicarbazina no mundo. No Brasil, a empresa possui uma unidade industrial dedicada à fabricação de soluções anticoccidianas à base da molécula.

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Entre os produtos fabricados localmente, destacam-se:

  • Nicarmix 25 – composto por 25% de nicarbazina
  • Aviax Plus – combinação de 8% de nicarbazina com 3% do ionóforo semduramicina

A aprovação dos novos LMRs pelo CODEX representa um marco para a avicultura, garantindo segurança ao consumidor e fortalecendo o uso de tecnologias confiáveis no combate a doenças que impactam diretamente a produtividade no setor.

Publicação oficial

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço da tilápia sobe com oferta restrita e exportações alcançam maior volume de 2026

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A baixa disponibilidade de peixes continuou sustentando os preços da tilápia no mercado brasileiro durante o mês de maio. Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que a oferta restrita favoreceu novas altas em algumas das principais regiões produtoras acompanhadas pelo instituto.

Apesar da valorização observada em parte do mercado, algumas praças registraram recuo nos preços. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração esteve relacionada ao enfraquecimento da demanda, especialmente pela redução das compras por parte dos frigoríficos, que adotaram uma postura mais cautelosa diante do cenário de consumo.

Oferta deve aumentar gradualmente nos próximos meses

De acordo com o Cepea, a partir de maio os peixes entram em uma fase de maior ganho de peso, fator que tende a ampliar gradualmente a oferta disponível para comercialização.

Esse movimento pode contribuir para um maior equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do segundo semestre, reduzindo parte da pressão altista observada nos primeiros meses do ano.

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Ainda assim, o setor segue atento à evolução dos custos de produção, ao ritmo de consumo no mercado interno e ao desempenho das exportações, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços da proteína.

Exportações de tilápia atingem maior volume do ano

No comércio exterior, a piscicultura brasileira registrou resultados expressivos em maio. Os embarques de tilápia e produtos derivados alcançaram o maior volume exportado em 2026 e o mais elevado desde junho de 2025.

O desempenho reforça a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional e demonstra a recuperação do fluxo comercial após um período de ajustes provocados por mudanças tarifárias e oscilações na demanda global.

Novas tarifas dos EUA preocupam setor

Apesar do avanço das exportações, o setor acompanha com atenção as recentes decisões do governo dos Estados Unidos relacionadas à política comercial.

Segundo o Cepea, a administração norte-americana anunciou novas tarifas de importação com previsão de entrada em vigor a partir de julho. A medida poderá impactar novamente a competitividade da tilápia brasileira no principal mercado comprador do produto.

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Os Estados Unidos seguem como um dos destinos estratégicos para as exportações brasileiras de pescado, e eventuais barreiras comerciais podem influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Perspectivas para a cadeia aquícola

O cenário para a tilapicultura brasileira combina fundamentos positivos e desafios relevantes. Enquanto a oferta ainda limitada sustenta os preços em diversas regiões e as exportações mostram forte desempenho, o mercado monitora o aumento gradual da produção interna e os possíveis efeitos das novas tarifas norte-americanas.

A evolução da demanda doméstica, o comportamento dos compradores internacionais e o ambiente comercial global deverão definir os rumos do setor ao longo do segundo semestre de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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