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Painel “Pensar Agro” aborda desafios e inovações para o futuro do agronegócio no GreenFarm 2024

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Começou na quinta-feira (12.09), em Cuiabá, o GreenFarm 2024, um dos maiores eventos internacionais voltados para o agronegócio, com foco em sustentabilidade agro ambiental, inovação e novas tecnologias, exportação, mercado global, crescimento econômico sustentável, macroeconomia e estratégias de comercialização.

O evento, que começou nesta quinta (12) e segue até o dia 14 de setembro, é realizado no aeroporto do Grupo Bom Futuro, em Cuiabá e reúne especialistas, produtores rurais, empresários e representantes de diversas cadeias produtivas do setor. A programação é abrangente e também inclui: leilões de cavalos e genética bovina, rodada de negócios e um encontro de mulheres no espaço Fazenda Rosa.

O objetivo é promover soluções práticas e viáveis para otimizar a produção, com destaque para agricultura de precisão, conectividade e negócios sustentáveis. Além de exposições tecnológicas, o evento conta com leilões, workshops e rodadas de negócios.

Um dos destaques do primeiro dia de evento foi o painel Pensar Agro, que discutiu temas como a sucessão familiar no agronegócio, moderado por Isan Oliveira de Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FeagroMT).

Produtor Rural, Engenheiro Agrônomo, Advogado, com especialização em Direito do Agronegócio, Direito Agrário, e, Gestão de Organizações Sem Fins Lucrativos; Isan Rezende é jornalista e apresentador do Programa Pensar Agro Do Campo à Cidade, além de ser autor dos livros: “Terceiro Setor a Nova Fronteira do Terceiro Milênio” – Premiado como Obras Literárias dos Países Iberos Americano – pela Confederación Iberoamericana de Fundación (CIF/Espanha/2003), e “O Poder Público e o Agronegócio Brasileiro”.

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O painel Pensar Agro, trouxe importantes discussões sobre a sucessão familiar no agronegócio, com destaque para a constituição de holdings e a governança no planejamento sucessório. Moderado por Isan Oliveira de Rezende, produtor rural e especialista em direito do agronegócio, o painel reuniu renomados palestrantes para debater o papel da gestão eficiente no futuro das propriedades rurais.

O primeiro palestrante, Marco Marrafon, advogado e professor da UERJ, abordou o tema “Hidrogênio de Baixo Carbono e Oportunidade para o Agronegócio”. Marrafon destacou como o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis pode representar um novo horizonte para o setor, reforçando a importância de inovação nas práticas agrícolas.

Na sequência, Bruno Oliveira Castro, advogado especialista em constituição de holdings familiares e falência, discutiu “Sucessão Familiar no Agronegócio: o Papel da Holding e da Governança no Planejamento”. Sua palestra enfatizou a necessidade de uma estruturação jurídica sólida para garantir a perpetuação das empresas familiares no setor agro, além de ressaltar os benefícios das holdings como forma de otimizar a gestão e preservação do patrimônio familiar.

Encerrando o painel, Xisto Bueno, diretor executivo do Fórum Mato-grossense da Agropecuária, trouxe o tema “Moratória da Carne e da Soja”, abordando os desafios e impactos dessas políticas no setor agropecuário e sua relação com a sustentabilidade e o mercado internacional.

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Com a mediação de Rezende, o debate proporcionou aos participantes uma visão ampla sobre os desafios e oportunidades que o agronegócio enfrenta na sucessão familiar, reforçando a importância de uma boa governança para o futuro do setor.

PROGRAMAÇÃO – Nesta sexta-feira (13.09) a GreenFarm segue com uma rodada de negócios, que vai reunir mais de 20 setores, visando promover a internacionalização do estado e divulgar as potencialidades de Mato Grosso.

Além disso, com a presença de haras de todo o Brasil, a GreenFarm terá cinco leilões híbridos. Serão leiloados bovinos e equinos e a expectativa é movimentar mais de R$10 milhões.

E amanhã, sábado, após o encerramento da GreenFarm, será realizado ainda o festival “Rústico: Churrasco, Cerveja e Viola”.

Fonte: Pensar Agro

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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