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Colheita de algodão avança e produtores priorizam contratos a termo, aponta Cepea

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Com o avanço da colheita e do beneficiamento de algodão no Brasil, os cotonicultores estão direcionando suas atenções para o cumprimento dos contratos a termo já estabelecidos. De acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a maioria desses contratos foi firmada em condições mais favoráveis do que os preços atualmente observados no mercado spot.

Pressão sobre os preços no mercado spot

Embora alguns vendedores ainda disponibilizem volumes adicionais e demonstrem maior flexibilidade nas negociações, os compradores têm ofertado valores inferiores para novas aquisições. Esse cenário tem pressionado as cotações no mercado interno. Além disso, segundo colaboradores do Cepea, a dificuldade na aprovação de lotes também restringe a liquidez das transações.

Indústrias adotam postura cautelosa nas compras

Do lado da demanda, o Cepea destaca que as indústrias seguem retraídas em novas negociações. O principal motivo é o enfraquecimento das vendas, o que leva muitas empresas a utilizarem estoques próprios ou volumes já garantidos por contratos previamente firmados, reduzindo a necessidade de novas aquisições imediatas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uma pescadora “boa de briga”

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Itapissuma, no litoral norte de Pernambuco, é um daqueles lugares conhecidos pelas belezas naturais e pela riqueza cultural do seu povo. Terra da caldeirada, tem no cultivo e na coleta de ostras uma das principais fontes de renda. É lá que nasceu e cresceu a marisqueira Joana Rodrigues Mousinho.

Joana vem de uma grande família de pescadores artesanais. Ela e seus nove irmãos aprenderam o ofício com os pais. Desde cedo, conheceu os desafios da vida na pesca, mas também aprendeu que é possível tirar o sustento das águas.

“Cheguei muitas vezes à escola com fome. Para conseguir estudar, eu copiava os exercícios para os colegas na classe, porque eu gostava e gosto ainda de escrever. Mas eu só copiava para quem me desse dois caldos de cana e dois pães doce”, conta Joana.

Foi pelas águas que ela sustentou quatro filhos e ajudou a criar oito netos e seis bisnetos. Os ensinamentos são passados de geração em geração, mantendo as tradições e os saberes da pesca.

Joana foi a primeira mulher a presidir uma Colônia de Pesca no Brasil.
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A marisqueira sempre entendeu que viver da pesca tinha suas virtudes e seus desafios. “Vi meu pai com 70 anos de idade sem ter como se aposentar, doente em cima de uma cama após um AVC e não tinha ninguém para dar uma força”, lembra Joana. Mas isso não a esmoreceu, pelo contrário, serviu de impulso para que ela começasse a sua luta.

Ainda nos anos 1970, numa época em que a pesca artesanal era liderada totalmente por homens, Joana começou a lutar pela vida na colônia. “Enfrentei muita briga, levei porrada, dei porrada em homem, mas nunca abaixei a cabeça. E tenho muito orgulho do trabalho que eu faço”.

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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