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Cacau 360° aposta em gestão integrada para transformar a cadeia produtiva de cacau no Brasil

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O projeto Cacau 360° foi lançado com a proposta de promover uma transformação estruturada na cadeia produtiva do cacau e chocolate no Brasil. A iniciativa adota uma abordagem sistêmica, conectando ciência, mercado e políticas públicas para impulsionar a produção, elevar a qualidade e fortalecer a sustentabilidade do setor.

A ação reúne 91 profissionais de 12 instituições de pesquisa e desenvolvimento, tendo como sede o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O lançamento ocorreu no mês em que se celebra o Dia do Cacau, em 26 de março.

Modelo de gestão integrada fortalece competitividade do setor

Coordenado pelo Ital, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o Cacau 360° segue o modelo dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag).

A proposta combina pesquisa aplicada, governança colaborativa e transferência de tecnologia, com foco na geração de soluções práticas e sustentáveis. O objetivo é aumentar a competitividade da cadeia produtiva do cacau no Brasil, integrando diferentes atores e competências.

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Estrutura em plataformas estratégicas amplia eficiência da cadeia

A governança do projeto está organizada em cinco plataformas estratégicas, que atuam de forma complementar:

  • Plataforma I – Sistemas produtivos: avalia modelos de cultivo, como sistemas agroflorestais e produção a pleno sol, com uso de irrigação, controle biológico, mecanização e inteligência artificial para ganho de produtividade.
  • Plataforma II – Qualidade do cacau: analisa fatores genéticos, condições edafoclimáticas e processos de fermentação, incluindo o uso de micro-organismos iniciadores.
  • Plataforma III – Biotecnologia e coprodutos: desenvolve ingredientes e materiais a partir de resíduos do cacau, ampliando o aproveitamento do fruto.
  • Plataforma IV – Inovação em alimentos saudáveis: foca no desenvolvimento de produtos com compostos bioativos, avaliando estabilidade, vida útil e bioacessibilidade.
  • Plataforma V – Gestão de riscos: estabelece métricas para controle de contaminantes químicos e biológicos, como micotoxinas, patógenos e metais pesados.
Integração entre ciência e mercado impulsiona inovação

A proposta do Cacau 360° é consolidar uma cadeia produtiva mais resiliente, inovadora e equilibrada, por meio da integração entre pesquisa científica, produção e demandas de mercado.

O modelo segue a experiência de outros CCDs liderados pelo Ital, como a Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (PBIS), que já resultou em tecnologias aplicáveis ao setor produtivo, incluindo patente reconhecida.

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Parcerias ampliam alcance e impacto do projeto

O Cacau 360° conta com uma ampla rede de parceiros, envolvendo instituições públicas, universidades, empresas e entidades de apoio.

Entre os participantes estão órgãos da Secretaria de Agricultura de São Paulo, como o Instituto Agronômico (IAC), o Instituto Biológico (IB), a Apta Regional e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Também integram a iniciativa instituições como UFSCar, USP (Cena), Uesc e Ceplac.

O projeto conta ainda com empresas como BioinFood, Gencau e Harald, além de apoio institucional de entidades como Abicab, Abiam, Adipa, FoodTech Hub Latam, Fundação Shunji Nishimura, Acirp e a Prefeitura de Campinas.

Projeto segue aberto a novas parcerias no Brasil

A iniciativa permanece aberta à entrada de novas instituições, empresas e organizações interessadas em contribuir para o desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau.

A proposta é ampliar a cooperação, fortalecer a inovação e estimular o crescimento sustentável do setor, consolidando o Brasil como referência na produção de cacau e derivados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Turismo rural ganha nova força na Zona da Mata com inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina em Minas Gerais

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A Zona da Mata Mineira ganha um novo atrativo turístico e econômico nesta semana com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, iniciativa que une turismo rural, cultura, gastronomia, hospedagem e experiências no campo para impulsionar o desenvolvimento regional.

O projeto foi estruturado com apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e da Instância de Governança Regional (IGR) Serras de Ibitipoca, em parceria com produtores rurais, empreendedores locais e as prefeituras de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

A programação oficial de lançamento acontece entre os dias 3 e 6 de junho e deve atrair cerca de 300 visitantes para a região, consolidando uma nova opção de turismo rural em um dos cenários mais preservados de Minas Gerais.

Turismo rural como motor de desenvolvimento no campo

A abertura oficial da rota será realizada na quarta-feira (3), no Rancho Minas Forno, localizado na comunidade de Cachoeira de São Bento, zona rural de Lima Duarte.

O evento contará com a palestra “Turismo Rural e Desenvolvimento: Parcerias que Transformam Vidas no Campo”, ministrada pela coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato da Emater-MG, Thatiana Daniella Garcia.

Além da solenidade de inauguração, a programação inclui caminhada ecológica, passeio ciclístico, lançamento de livro e atividades voltadas à valorização do patrimônio natural, histórico e cultural da região.

A expectativa dos organizadores é fortalecer o turismo rural como uma importante fonte complementar de renda para agricultores familiares e empreendedores do meio rural.

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Rota conecta propriedades rurais, gastronomia e natureza

A Rota Ferrovia da Bocaina reúne 21 empreendimentos distribuídos entre restaurantes, pousadas, bares, propriedades rurais e atrativos turísticos.

Os estabelecimentos estão localizados nas comunidades de Cachoeira de São Bento, Rosa Gomes, Souza do Rio Grande, São José do Palmital, São Domingos da Bocaina, Capoeira Grande, Dois Córregos e Viegas, abrangendo os municípios de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

Com aproximadamente 85 quilômetros de extensão, o roteiro está situado entre a Serra Negra e a Serra de Ibitipoca, uma das regiões turísticas mais conhecidas de Minas Gerais.

Além das belezas naturais, o trajeto preserva vestígios do antigo ramal ferroviário que, no passado, deveria ligar os municípios de Lima Duarte e Bom Jardim de Minas, agregando valor histórico à experiência dos visitantes.

Projeto fortalece renda e sustentabilidade nas comunidades rurais

De acordo com a extensionista da Emater-MG, Roberta Brangioni, a iniciativa tem potencial para ampliar as oportunidades econômicas das comunidades envolvidas e estimular o desenvolvimento rural sustentável.

A proposta busca integrar a atividade agropecuária ao turismo, criando novas fontes de receita para famílias rurais e fortalecendo pequenos negócios locais ligados à gastronomia, hospedagem, artesanato e lazer.

Segundo a extensionista, o projeto também contribui para a valorização da identidade cultural das comunidades e para a permanência das famílias no campo por meio da diversificação das atividades econômicas.

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Trabalho começou em 2024 com participação das comunidades

A construção da rota teve início em 2024, durante o II Seminário Regional de Turismo Rural promovido pela Emater-MG.

A iniciativa surgiu após a demanda apresentada por uma produtora rural interessada em desenvolver um roteiro turístico capaz de conectar os atrativos da região.

A partir disso, técnicos da Emater-MG, da IGR Serras de Ibitipoca e representantes dos municípios realizaram diagnósticos participativos utilizando a metodologia Mexpar para identificar potencialidades locais, oportunidades de negócios e necessidades de qualificação.

O trabalho incluiu visitas técnicas, orientações sobre boas práticas agropecuárias, manipulação de alimentos, atendimento ao turista e serviços de hospedagem.

Infraestrutura e novos investimentos devem ser estimulados

Para o técnico da IGR Serras de Ibitipoca, Márcio Lucinda, a nova rota também poderá impulsionar investimentos em infraestrutura e serviços nas comunidades rurais.

A expectativa é que o aumento do fluxo de visitantes incentive melhorias em acessos, sinalização, equipamentos turísticos e oferta de serviços, ampliando a competitividade da região no mercado de turismo de experiência.

Com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, a Zona da Mata Mineira fortalece sua posição como destino de turismo rural e reforça uma tendência cada vez mais presente no agronegócio brasileiro: a integração entre produção rural, preservação ambiental, cultura local e geração de renda no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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