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Colheita do milho de verão 2025/26 avança no Centro-Sul, mas segue abaixo do ritmo histórico

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A colheita da safra de verão 2025/26 de milho no Centro-Sul do Brasil alcançou 85,3% da área estimada até a última sexta-feira (8), segundo levantamento divulgado por Safras & Mercado. O avanço dos trabalhos ocorre em meio à reta final da ceifa em importantes estados produtores, embora o ritmo ainda permaneça abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e também inferior à média histórica.

A área total cultivada na região é estimada em 3,608 milhões de hectares. No comparativo anual, o desempenho atual fica abaixo dos 92,7% registrados na safra anterior, quando os trabalhos já estavam mais avançados nesta mesma época. A média dos últimos cinco anos para o período é de 88%.

Sul lidera avanço da colheita do milho

Os estados da Região Sul seguem liderando os trabalhos de campo. No Rio Grande do Sul, a colheita atingiu 99,7% da área estimada de 946 mil hectares, praticamente encerrando a safra.

Em Santa Catarina, a ceifa chegou a 96,6% dos 607 mil hectares cultivados. Já no Paraná, um dos principais produtores nacionais do cereal, os trabalhos foram concluídos integralmente nos 547 mil hectares plantados.

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São Paulo e Minas Gerais aceleram os trabalhos

No Sudeste, São Paulo registra avanço significativo, com 97,1% da área de 295 mil hectares já colhida.

Em Minas Gerais, importante polo produtor de milho para abastecimento interno e produção de ração, os trabalhos atingem 66,5% da área estimada de 854 mil hectares, indicando aceleração nas operações de campo nas últimas semanas.

Centro-Oeste apresenta ritmo mais lento

No Centro-Oeste, os trabalhos seguem em estágio menos avançado, especialmente em Mato Grosso do Sul e Goiás.

Em Goiás e no Distrito Federal, a colheita alcança 45,9% dos 287 mil hectares cultivados. Já em Mato Grosso do Sul, a ceifa atinge apenas 14,3% da área plantada de 30 mil hectares.

Em Mato Grosso, onde a área destinada ao milho verão é menor, os trabalhos já foram concluídos nos 11 mil hectares cultivados.

Mercado acompanha oferta e impacto sobre os preços

O avanço da colheita aumenta a disponibilidade do cereal no mercado interno e reforça as expectativas de maior oferta nas próximas semanas. O ritmo dos trabalhos no Centro-Sul é acompanhado de perto por agentes do setor, cooperativas, indústrias de ração e exportadores, especialmente em um momento de maior volatilidade nos preços do milho.

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Analistas destacam que a evolução climática, a logística de escoamento e o comportamento da demanda doméstica e externa continuarão sendo fatores determinantes para o mercado ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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