Mato Grosso

Com 22,7 mil câmeras de videomonitoramento, Vigia Mais MT reforça a segurança nos 142 municípios mato-grossenses

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O Programa Vigia Mais MT atingiu, neste mês de julho, a marca de 22.700 câmeras levadas aos 142 municípios e uma produtividade operacional que chega a R$ 27 milhões em bens recuperados e devolvidos à sociedade com ajuda de imagens de videomonitoramento.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), desde que entrou em funcionamento, em março de 2023, o Vigia Mais já ajudou a recuperar 650 veículos. São carros de passeio, motocicletas e utilitários como caminhonetes, caminhões e carretas roubados e furtados recuperados aqui em Mato Grosso e outros estados.


Caminhonte roubada em Primavera do Leste e recuperada em Itanhagá, a ceca de 640 km de distância

As imagens de câmeras voltadas à segurança coletiva também auxiliaram na prisão de 290 foragidos da justiça, quase 100 deles por reconhecimento facial. Na lista dos capturados estão criminosos com mandados de prisão em aberto por condenações transitadas em julgada e preventivas por tráfico de drogas, roubo, homicídio, estupro, entre outros crimes, além de pessoas com dívidas por pensão alimentícia.

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Com as câmeras do Vigia Mais também tornou possível, por meio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública, fazer marcações de imagens que servem de base para abertura de inquéritos ou ajudar em investigações criminais em curso. Desde a implantação do Vigia, o sistema de monitoramento já produziu 21.500 marcações que podem servir para análise de locais e possíveis infrações e delitos.


As câmaras do Vigia Mais chegaram em todas as regiões de Mato Grosso por meio de parcerias com 134 prefeituras, 175 entidades e empresas e 12 secretarias. A Secretaria de Educação (Seduc-MT), por exemplo, aderiu ao programa e instalou 6.230 nas escolas estaduais dos 142 municípios, melhorando a segurança da comunidade escolar e da população em geral. Já a Secretaria de Fazenda(Sefaz), emprega 284 câmeras no monitoramento de sua sede e de seus postos de fiscalização.

“O número e o alcance das câmeras, assim como a produtividade operacional exposta aqui, comprovam a eficiência do uso da tecnologia de videomonitoramento nas atividades da segurança pública. Mato Grosso pensou à frente e avançou em relação a outros estados quando decidiu aliar a tecnologia ao trabalho dos nossos policiais, dos homens e mulheres que estão nas ruas”, analisa a secretária de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho.

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“O Governo do Estado reconheceu a necessidade de modernização dos meios empregados na segurança da população não somente com câmeras, mas também com armamentos, radiocomunicação digital, entre outros recursos. Fez isso sem esquecer a importância da ampliação do efetivo e valorização dos policiais. Ao nomear mais de 4.700 profissionais, entre 2019 e 2026, mostrou que a tecnologia é uma aliada, não um meio de substituição dos recursos humanos na segurança pública”, destaca Susana Tamanho.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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