A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) repassou, de julho de 2023 a novembro de 2025, R$ 8.911.755,51 para o Programa de Cirurgias Eletivas do Município de Paranaíta, que realiza procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade de seis municípios da região do Alto Tapajós.
Por meio do Programa Fila Zero na Cirurgia, mantido pelo Governo do Estado, a iniciativa atende os moradores dos municípios de Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Paranaíta.
A ação da Prefeitura de Paranaíta ganhou, em novembro de 2024, um prêmio da Plataforma IdeiaSUS, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de melhor experiência de sucesso do Centro-Oeste no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesta terça-feira (4.11), a Fiocruz realizou uma oficina de curadoria em saúde, na Câmara Municipal de Paranaíta, com a presença do secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, que elogiou o programa.
“Um trabalho muito importante realizado pelos municípios aqui da região na área das cirurgias eletivas, com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso. Estou feliz, como secretário, de ter apoiado esta iniciativa e torço para que novas iniciativas dessa natureza sejam realizadas no Estado”, avaliou o secretário.
Desde julho de 2023, a parceria entre municípios e Estado já realizou 1.467 cirurgias de visão, 892 cirurgias do sistema osteomuscular, 183 cirurgias por aparelho geniturinário, 133 cirurgias por aparelho circulatório, 106 cirurgias de vias aéreas superiores, da face, da cabeça e do pescoço e 96 cirurgias do aparelho digestivo, órgãos anexos e parede abdominal.
Também foram realizados 2.100 consultas/atendimentos/acompanhamentos, 1.070 diagnósticos por ultrassonografia, 812 diagnósticos por endoscopia, 724 diagnósticos por ressonância magnética, 698 diagnósticos por tomografia, entre outros procedimentos.
Mais sobre o programa
O programa Fila Zero na Cirurgia busca reduzir a espera por procedimentos eletivos em Mato Grosso por meio de parcerias. O Estado repassa os recursos previstos para os procedimentos contemplados pelo programa e, desta forma, os entes parceiros se beneficiam do incentivo para aprimorar os serviços prestados à população.
São elegíveis para o programa as unidades públicas de saúde municipais, unidades privadas e filantrópicas, associações denominadas como consórcios e parceiro.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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