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Comissão de Indústria aprova convite ao organizador da FIT Pantanal/2025

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A Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta terça-feira (14), quatro projetos de lei durante a 7ª reunião ordinária e decidiu convidar o organizador da Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal/2025), José Wenceslau Junior, para participar da próxima reunião prevista para novembro.

Entre as proposições aprovadas pela Comissão o Projeto de Lei nº 1176/2025, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que prevê a formação específica em primeiros socorros e segurança em ambientes naturais para guias de turismo que atuem em áreas de risco, trilhas ecológicas e atrativos naturais em Mato Grosso.

A medida, de acordo com a proposta do parlamentar, busca garantir maior segurança aos profissionais e visitantes, além de aprimorar a qualificação dos serviços turísticos oferecidos no estado.

Além da aprovação dos projetos de lei, o presidente da Comissão, deputado Chico Guarnieri (PRD), convidou o organizador da FIT Pantanal, Wenceslau Júnior, para apresentar no dia 18 de novembro, às 10 horas, os resultados do evento e discutir avanços e projeções para a próxima edição.

Segundo Guarnieri, a intenção é conhecer em detalhes os ganhos obtidos, avaliar possíveis melhorias e até analisar a viabilidade de levar a feira a municípios do interior do estado. “A FIT 2025 foi um sucesso absoluto e que a comissão quer contribuir para que a 33ª edição, prevista para 2026, alcance resultados ainda mais expressivos”, afirmou o parlamentar.

Energia elétrica – O presidente da Comissão falou ainda da importância do debate sobre a qualidade e o futuro da concessão de energia elétrica em Mato Grosso, lembrando que na próxima quinta-feira (16), às 19h, será realizada em Rondonópolis, na Câmara Municipal, uma audiência pública para discutir o tema.

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Guarnieri alertou para os problemas enfrentados nas zonas rurais, onde grande parte da rede elétrica ainda é monofásica e passa por áreas de difícil acesso, o que dificulta a manutenção e coloca em risco os trabalhadores. Ele criticou o fato de o estado ser exportador de energia, mas ainda enfrentar deficiência no fornecimento local, especialmente nas comunidades do interior.

“A Energisa tem um faturamento superior a 13 bilhões de reais por ano. Ela está presente em 12 estados brasileiros, o lucro dela em todos esses estados, só Mato Grosso representa mais de um terço desse lucro. Mas defendo melhorias urgentes na infraestrutura elétrica e a relocação das redes para margens de rodovias, a fim de garantir segurança e eficiência no atendimento”, explicou Guanieri.

O deputado Júlio Campos (União) também manifestou preocupação com a possível renovação, por mais 30 anos, da concessão do serviço de distribuição de energia elétrica em Mato Grosso, atualmente sob responsabilidade da Energisa. Segundo ele, a Assembleia Legislativa acompanha de perto o tema e criou uma comissão técnica, formada por vários parlamentares, para discutir o assunto com o Ministério de Minas e Energia e a própria empresa.

“A nova concessão deve incluir cláusulas que garantam melhorias efetivas no serviço, diante das constantes reclamações da população sobre quedas de energia tanto nas áreas urbanas quanto rurais. A região do Pantanal, onde há locais que ficam até uma semana sem fornecimento, causando prejuízos significativos a produtores de leite e outros setores da economia”, afirmou Campo.

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Projetos aprovados

Votação – A Comissão aprovou o Projeto de Lei nº 142/2022 – autoria do deputado Wilson Santos, criando a Escola de Turismo do Estado de Mato Grosso. A proposta tem como objetivo promover a capacitação e a qualificação profissional no setor, fortalecendo a mão de obra e aprimorando o atendimento aos visitantes. Diante da similaridade de temas, os Projetos de Lei nº 617/2022 e nº 626/2022, que tratavam de matérias correlatas, foram rejeitados pela comissão.

Também foi aprovado o Projeto de Lei nº 1104/2025, apresentado pelo deputado Valmir Moretto (Republicanos), que institui o Circuito Estadual Turístico da Região Oeste de Mato Grosso. A iniciativa busca valorizar o potencial turístico da região, fomentar o desenvolvimento econômico local e incentivar a integração entre os municípios que compõem o circuito, fortalecendo o turismo regional.

A comissão aprovou ainda o Projeto de Lei nº 1241/2025, de autoria do deputado Valdir Barranco (PT), que institui a Política Estadual de Estímulo ao Turismo Feminino Seguro em Mato Grosso. A proposta garante segurança e autonomia para mulheres que viajam sozinhas ou em grupo, bem como para aquelas que atuam profissionalmente no setor turístico, contribuindo para um ambiente mais inclusivo, protegido e igualitário no turismo estadual.

Fonte: ALMT – MT

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Wilson Santos projeto para barrar esgoto e lixo nos rios e cursos d´água

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A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei nº 295/2026 de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos D’Água. A proposta surgiu a partir das constatações feitas na 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá, que percorreu cerca de 980 quilômetros entre a Barragem de Manso e o Porto Jofre, o que revelou pontos críticos de poluição, lançamento irregular de esgoto e descarte de resíduos sólidos ao longo do trajeto.

O parlamentar relatou que a expedição identificou um cenário preocupante nos trechos urbanos do Rio Cuiabá, especialmente entre Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, enquanto as áreas próximas à nascente permanecem preservadas, a realidade encontrada nas regiões urbanizadas é alarmante. “Nessa nossa descida do rio, o rio está limpo. Por sinal, o Rio Manso é de uma beleza impressionante. Mas, quando nós chegamos no perímetro urbano É inacreditável. É impressionante a quantidade de eletroeletrônicos jogados no rio, geladeira, fogão, capacete, garrafa PET, pneus”, relatou.

Wilson Santos destacou que o descarte irregular de resíduos não apenas compromete a qualidade ambiental dos rios, mas também afeta diretamente a fauna aquática e a atividade pesqueira. “É um dos fatores que não só agride o rio, como também atinge o estoque pesqueiro, porque muitos peixes acabam se alimentando daqueles restos. Plásticos são engolidos, pedaços de borracha”, alertou.

Ele também chamou atenção para a situação das comunidades ribeirinhas, que convivem com a falta de acesso à água tratada – mesmo vivendo às margens dos rios. “Os ribeirinhos não têm água tratada. Vieram nos pedir poços artesianos. Eles vivem na beira do rio e não têm água tratada. É uma ironia isso”, declarou.

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Wilson Santos também propôs que a Comissão de Meio Ambiente apresente emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 – destinando mais recursos para ações de saneamento básico e criticou a baixa participação do poder público estadual ao longo das últimas décadas. “O que o Estado tem colocado em saneamento básico é quase zero. Não é este governo, não. Há décadas o Estado vem colocando cada vez menos recursos para saneamento básico”, afirmou.

O parlamentar ainda destacou um dos principais gargalos do saneamento em Cuiabá. Para ele, apesar da ampla estrutura de coleta instalada pela concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto, grande parte dos imóveis ainda não está conectada à rede.

“Há um problema. 70% do esgoto produzido em Cuiabá não é tratado, porque ele não chega na rede coletora. A empresa fez a rede coletora, fez novas estações de tratamento, mas o esgoto não chega para ser tratado. É preciso encontrar uma solução para fazer essa ligação da fossa séptica até a rede coletora, em condições acessíveis para a população”, defendeu.

Durante a discussão da matéria, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) manifestou apoio ao projeto e ressaltou que a degradação dos rios não é uma realidade exclusiva da capital mato-grossense. Ele também sugeriu a ampliação da proposta para contemplar ações voltadas à recuperação e preservação de nascentes, além de solicitar participação como coautor do projeto. “Não é privilégio de Cuiabá. Todas as cidades onde o rio corta a área urbana convivem com o descaso do lixo. Precisamos de um programa de resíduos sólidos muito forte em Mato Grosso”, manifestou.

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Já o deputado Nininho (Republicanos) defendeu que parte dos recursos arrecadados com multas ambientais seja destinada à recuperação de nascentes, afluentes e margens de rios degradadas pelo assoreamento. “Esses recursos poderiam ser destinados para recuperação das nossas afluentes e dos nossos rios. Isso sim, é cuidar da água, que é a coisa mais sagrada que nós temos”, declarou.

Programa – O projeto em tramitação na ALMT, estabelece uma política estadual permanente para prevenção, controle e redução da poluição hídrica provocada pelo lançamento irregular de resíduos, esgoto e outras substâncias nocivas em rios, riachos e demais cursos d’água de Mato Grosso.

Entre os objetivos da proposta estão a proteção da qualidade da água, a recuperação de áreas degradadas, o incentivo à ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto, a recomposição da vegetação ciliar e o fortalecimento da participação da sociedade em ações de preservação ambiental.

O texto também prevê monitoramento periódico da qualidade das águas, mapeamento de pontos críticos de poluição, apoio técnico e financeiro aos municípios, campanhas de educação ambiental e parcerias com universidades, organizações da sociedade civil e empresas ligadas às áreas de saneamento e sustentabilidade.

Fonte: ALMT – MT

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