Política Nacional

Comissão debate atual cenário da saúde suplementar e impactos no SUS

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A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados realizará audiência pública na terça-feira (25) para discutir o atual cenário da saúde suplementar no Brasil e seus efeitos sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).

O debate foi solicitado pelo deputado Dr. Max Lemos (PDT-RJ) e está marcado para as 10h30, no plenário 9.

De acordo com o deputado, o objetivo é discutir o cenário econômico e de prestação de serviços das operadoras de saúde suplementar, diante do aumento de reclamações, judicializações e cancelamentos de contratos.

Lemos informa que dados recentes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontam que, nos últimos cinco anos, houve crescimento expressivo nas queixas contra operadoras e na judicialização de procedimentos médicos.

Além disso, acrescenta, fusões empresariais e a saída de operadoras relevantes no cenário nacional têm provocado a migração de beneficiários para o SUS, gerando desequilíbrios e pressionando os gastos na saúde pública.

“A realização desta audiência é importante para antecipar riscos, discutir soluções viáveis e assegurar que tanto a saúde pública quanto a suplementar possam coexistir de maneira equilibrada, garantindo o acesso da população a serviços de qualidade sem comprometer o orçamento público”, afirma o deputado.

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Da Redação – MB

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Vai à CDR projeto que prioriza saneamento no uso dos recursos do FGTS

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira (15) projeto que reforça o compromisso de levar esgoto e água potável para todos os cidadãos brasileiros, inclusive por meio de projetos financiados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O texto agora vai à Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR).

O Projeto de Lei (PL) 896/2026, do senador Eduardo Braga (MDB-AM), prevê que o Conselho Curador do FGTS, instância máxima que direciona os investimentos bancados pelo fundo, deverá priorizar:

  • a meta de universalizar o saneamento básico;
  • a redução das desigualdades regionais, privilegiando estados com piores condições de saneamento.

Em documento de 2026, o Tribunal de Contas da União avalia que os recursos do FGTS estão sendo subutilizados em saneamento básico. A auditoria identificou que “dos R$ 24 bilhões previstos no orçamento do FGTS para o programa Saneamento para Todos, apenas 46,5% dos recursos foram efetivamente utilizados, sendo que a maior parcela desses valores foi destinada à região Sudeste”.

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A proposição responde a diagnóstico consistente de baixa execução dos recursos do FGTS destinados ao saneamento básico, com especial prejuízo às regiões Norte e Nordeste, que concentram os maiores déficits de cobertura e piores indicadores de acesso – afirmou o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), ao fazer a leitura de seu parecer.

O texto também permite que o FGTS financie o Programa Cisternas, em que estados, municípios ou organizações sociais, em acordo com a União, levam reservatórios de água para escolas e produtores de alimentos. 

O projeto altera a Lei do FGTS e o Marco Legal do Saneamento Básico, que determina que até 2033 99% dos brasileiros deverão contar com água tratada, enquanto 90% deverão ter acesso ao tratamento de esgoto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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