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Comitê Nacional do Manejo Integrado do Fogo aprova recomendação para prevenção de incêndios diante do El Niño

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O Comitê Nacional do Manejo Integrado do Fogo (Comif) aprovou, na última quinta-feira (18/6), recomendação voltada ao fortalecimento da preparação dos entes federativos diante do cenário de risco associado ao possível retorno do fenômeno El Niño. A deliberação ocorreu durante a 7ª Reunião Ordinária do colegiado, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília.  

A recomendação orienta os estados e o Distrito Federal a adotarem medidas preventivas para reduzir os riscos de incêndios florestais, considerando a possibilidade de formação do El Niño nos próximos meses. O fenômeno climático costuma provocar mudanças no regime das chuvasaumento das temperaturas e prolongamento da estação seca em diversas regiões do país, criando condições favoráveis à ocorrência e propagação do fogo. 

Entre os principais pontos aprovados pelo Comitê está a solicitação para que os estados e o Distrito Federal informem, no prazo de até 30 dias, suas áreas prioritárias para a prevenção e combate a incêndios florestais e os critérios utilizados para essa definição. A identificação dessas áreas é considerada estratégica para orientar a adoção de medidas preventivas em imóveis rurais localizados nessas regiões. 

A recomendação também solicita informações sobre as providências adotadas para o cumprimento das Resoluções Comif nº 2 e nº 3, ambas de 2025, com destaque para a elaboração dos Planos Estaduais de Manejo Integrado do Fogo e para a regulamentação de medidas preventivas voltadas aos imóveis rurais. 

Na ocasião, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, defendeu a adoção de medidas preventivas diante das projeções climáticas para os próximos meses. Nós temos a lei [da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo], temos os instrumentos legais e ainda não temos o El Niño. Estamos na fase de preparação para a sua possível chegada. Então, todos nós temos a obrigação de utilizar os recursos e mostrar para a sociedade que estamos enfrentando esse desafio”, afirmou. 

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Capobianco também destacou o conjunto de ações adotadas pelo Governo do Brasil para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios florestais. Entre as medidas estão a contratação do maior contingente federal de brigadistas da história, a ampliação da frota de aeronaves, veículos e equipamentos, a destinação de recursos extraordinários ao Ibama e ao ICMBio — que elevaram o orçamento de fiscalização ambiental e de prevenção e combate aos incêndios florestais ao maior patamar da série histórica em 2026 — e o repasse de aproximadamente R$ 500 milhões aos Corpos de Bombeiros dos estados da Amazônia, Cerrado e Pantanal. 

“Temos a chance, a oportunidade de mostrarmos para a sociedade brasileira que nós, de fato, somos capazes de fazer frente a esse desafio climático que nos ameaça em um futuro próximo”, finalizou Capobianco. 

O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, destacou os avanços institucionais alcançados desde a criação do Comitê. “Em menos de dois anos, o COMIF conseguiu construir uma base normativa robusta para a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, aprovando resoluções e instrumentos fundamentais para a regulamentação da Lei nº 14.944/2024”, pontuou. 

A reunião também contou com a apresentação do Relatório de Atividades de 2025 do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman), que reúne informações sobre as condições ambientais e climáticas observadas ao longo no ano de 2025, dados de monitoramento, recursos empregados nas operações e áreas acompanhadas pelas instituições que integram o sistema nacional de prevenção e combate aos incêndios florestais. 

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Os participantes também receberam atualizações sobre a implementação das resoluções aprovadas pelo Comitê, os avanços na elaboração dos Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIFs), a articulação entre os diferentes níveis de governo e as ações preparatórias para a temporada de incêndios de 2026. 

Durante o encontro, foi apresentada a resolução recentemente aprovada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) sobre Queima Prescrita e Queima Controlada. A resolução foi fruto da Recomendação 4 do COMIF, aprovada em setembro de 2025. A medida busca ampliar a segurança jurídica e operacional para o uso planejado do fogo como ferramenta de manejo da vegetação e prevenção de grandes incêndios, especialmente em atividades vinculadas à agricultura familiar e a sistemas produtivos tradicionais. Saiba mais aqui 

Também foi anunciada a realização de um seminário para marcar os dois anos da sanção da Lei nº 14.944/2024, que instituiu a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF). O evento acontecerá em agosto e deverá reunir representantes dos governos federal, estaduais e municipais, instituições de pesquisa, setor produtivo e sociedade civil para avaliar os avanços alcançados, discutir desafios e fortalecer a implementação da política pública em todo o país.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Produção de tabaco no Paraná atinge recorde na safra 2026, mas preços recuam no mercado

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A produção de tabaco no Paraná encerrou a safra 2026 com resultado recorde, alcançando 213,7 mil toneladas. O desempenho representa um crescimento de 7% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 199,7 mil toneladas, segundo dados do Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), nesta quinta-feira (25).

O avanço foi sustentado principalmente pela expansão contínua da área cultivada, que registra crescimento há cinco safras consecutivas e atingiu 86,8 mil hectares, o maior nível já observado no estado.

Expansão da área impulsiona novo recorde de produção

O aumento da área plantada segue como principal fator de sustentação da produção recorde de tabaco no Paraná. O movimento de expansão contínua ao longo dos últimos anos consolidou o estado como um dos principais polos produtores da cultura no país.

Com maior volume de área disponível para cultivo, a safra ganhou robustez, mesmo diante de oscilações climáticas e variações regionais de produtividade.

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Preços do tabaco recuam no período de maior comercialização

Apesar do desempenho positivo na produção, o mercado registrou pressão sobre os preços pagos aos produtores.

De acordo com o Deral, os valores observados em maio refletem o período de maior comercialização da safra, quando ocorre o pico de secagem das folhas em estufas após a colheita.

No mês de referência, o preço médio do quilo do tabaco tipo estufa foi de R$ 18,71, o que representa uma queda de 3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a média registrada era de R$ 19,22.

Cadeia integrada garante estabilidade ao produtor

Mesmo com a leve redução nas cotações, o boletim destaca que a cultura do tabaco segue como uma das atividades mais competitivas para pequenos produtores no Paraná.

O sistema de integração produtiva, característico da cadeia do tabaco, é apontado como um dos principais fatores de estabilidade econômica, garantindo previsibilidade de comercialização e suporte técnico ao longo do ciclo produtivo.

Perspectiva do setor

O resultado da safra 2026 reforça o avanço estrutural da cultura no estado, sustentado pela ampliação da área cultivada. Para os próximos ciclos, o mercado deve seguir atento ao equilíbrio entre oferta e demanda, além da dinâmica de preços durante os períodos de maior comercialização.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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