Turismo

Como funcionam os resorts all inclusive

Publicado

Como funcionam os resorts all inclusive
Bárbara Ligero

Como funcionam os resorts all inclusive

Nos anos 1950, a rede francesa Club Med apresentou ao mundo o conceito “all inclusive”: cobrar do hóspede uma única tarifa para dormir, comer, beber e se divertir sem limites. Desde então, milhares de resorts adotaram o sistema. A moda pegou principalmente no Caribe e, mais recentemente, no Brasil.

A ideia por trás de umas férias all inclusive é viajar para resorts que sejam destinos em si. Ou seja, hotéis grandes e autossuficientes, que costumam agradar quem está com crianças, em lua de mel ou simplesmente a fim de passar uns dias de papo para o ar, comendo e bebendo à vontade, sem ter de pesquisar os melhores lugares da região ou tocar na carteira.

Apesar de o termo “all inclusive” indicar que está tudo liberado, o que está incluso na diária varia conforme a hospedagem. Muitas cobram taxas extras para refeições e bebidas premium, frigobar, room service, atividades de lazer, entre outros serviços. Ou seja, é preciso estar atento para que o objetivo de “não levar um susto com a conta” (que tanto pregam os all inclusive) não vá por uísque importado abaixo.

Além disso, há outras coisinhas a serem analisadas antes de fazer a reserva, como o perfil do hotel, a variedade de restaurantes, o entretenimento, etc. Veja a seguir um guia para escolher o hotel sem cair em roubadas.

Sem pegadinha

Em férias all inclusive, sua experiência é inteiramente determinada pelo hotel e as facilidades que ele oferece. Eis aqui o que você deve pesquisar e as perguntas que você deve fazer à administração do resort ou ao seu agente de viagens para saber exatamente o que esperar dele:

Continua após a publicidade

1. Por que é tão barato?

Compare as diárias de outros hotéis no mesmo destino. O preço está diretamente ligado ao padrão das acomodações, à categoria das bebidas servidas, à nobreza dos ingredientes usados nos restaurantes, ao serviço e às atividades de lazer inclusas.

2. Quando ir?

Entre a meia e a baixa temporada você paga menos e ainda evita encontrar resorts lotados. Tente casar essas épocas com meses de clima estável no destino.

3. Qual o perfil do hotel?

Se você está em lua de mel, provavelmente não quer uma multidão de crianças correndo pelos corredores. E, se está com os filhotes, não quer hotéis com competição de shots de tequila no bar da piscina. Pesquise qual a pegada do resort antes de reservar. Os muito grandes tendem a ter espaço para todos. Mas há alternativas com clima mais romântico ou com mais atrações infantis e outros com vida noturna turbinada.

Leia mais:  Salão do Turismo oferecerá espaço para conhecer de perto experiências e roteiros únicos do Brasil

4. Como é a localização do hotel?

Se informe sobre como é o trecho de praia: o mar é calmo? A faixa de areia é larga? Tem recifes de coral ou acúmulo de algas? Como é o acesso à praia? É preciso pegar um carrinho ou caminhar muito?

Continua após a publicidade

5. Qual a qualidade das bebidas alcoólicas?

Procure saber a marca das bebidas servidas. Em algumas redes, é comum cobrar extra por drinques premium. Nos mais baratos, é melhor ficar na cerveja.

6. Há chance de upgrade?

Dependendo da disponibilidade do hotel e da época do ano, vale a pena perguntar no check-in quanto custa para fazer um upgrade na categoria do seu quarto. O valor extra pode render acomodações com vista para o mar, lounges na praia e privilégios nos restaurantes à la carte.

7. Como funcionam os restaurantes à la carte?

A maioria dos resorts tem um restaurante grandalhão, bufê e algumas opções à la carte. Muitas vezes, a reserva nestes últimos é obrigatória e precisa ser feita antes da sua chegada. Cheque se todos os restaurantes à la carte estão inclusos na diária, e qual o preço dos que não estão. Em muitos all inclusive econômicos a comida é a mesma do bandejão só que melhor apresentada no prato.

8. Tem superlotação?

Fila na recepção e no bufê, espreguiçadeiras e restaurantes lotados: muitos all inclusive podem sofrer desses males na alta temporada. Consulte as resenhas dos outros hóspedes no TripAvisor ou no Booking.com.

Continua após a publicidade

9. As crianças vão gostar?

Cheque a programação para os pequenos e veja se a estrutura vai além do “kids club” tradicional, limitado a videogames e brinquedoteca. A recreação infantil é o ponto alto dos resorts brasileiros, fazendo com que muitas famílias prefiram não ir ao exterior. Se estiver com bebês, veja se há serviço de babá e a partir de que idade os pequenos podem ser atendidos pela monitoria.

10. Atividades aquáticas estão incluídas?

Muitos resorts de praia incluem esportes aquáticos não motorizados, como caiaque, snorkel e stand-up paddle, mas alguns cobram taxas.

Leia mais:  Roteiro de 24 horas em Buenos Aires para recém-chegados

11. É permitido usar a área do spa?

Vale perguntar se é preciso adquirir um tratamento no spa para poder usar piscina aquecida, sauna, hidromassagem, etc. Em alguns hotéis, isso já vem incluído na diária; em outros, é preciso pagar uma taxa ou estar numa determinada categoria de quarto.

12. O frigobar e o serviço de quarto estão incluídos?

O conteúdo do frigobar que está incluso na diária varia conforme o hotel. Alguns têm só água; outros são turbinados com comidinhas e bebidas. Já o room service incluído é considerado um bônus.

Continua após a publicidade

13. Tem traslados gratuitos?

Alguns levam e buscam no aeroporto. Outros também oferecem transporte para visitar o vilarejo ou a cidade próxima, por exemplo.

14. Há diversão noturna?

Em alguns, a noite é monótona, enquanto outros têm espetáculos, festas, sessões de cinema e baladas. O horário também varia muito.

Quando um all inclusive vale a pena

O hotel all inclusive é bem-vindo quando você pretende passar bem mais tempo dentro do resort do que fora dele para curtir tudo o que tem a oferecer com gastos programados. O sistema também vai bem em hotéis isolados, de onde não seja possível “escapar” para curtir uma cidade ou um vilarejo. Agências e operadoras costumam ter bloqueios em companhias áreas e quartos dos resorts e podem vender pacotes com preços atraentes, além de permitirem parcelamento. Vale simular a reserva por conta própria e comparar os valores.

Leia mais em Manual do Viajante

Continua após a publicidade
Compartilhe essa matéria via:

Resolva sua viagem aqui

  • Reserve hospedagem no Booking

  • Reserve seu voo

  • Reserve hospedagem no Airbnb

  • Ache um passeio na Civitatis

  • Alugue um carro

Publicidade

Fonte: Turismo

Comentários Facebook
publicidade

Turismo

Nova Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3.700 meios de hospedagem de todo o Brasil

Publicado

A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).

Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.

Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.

Leia mais:  Veja fotos e vídeo da aeronave temática de São João

“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.

A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).

Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.

No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.

ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

Leia mais:  Ministério do Turismo participa de operação contra exploração sexual infantil com foco na COP30

A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.

Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.

A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.

A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.

ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana