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Conexão sem Fronteiras: Brasil debate estratégias de conservação do tubarão-azul e proteção de berçários marinhos na COP15

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A conservação dos oceanos e o manejo de espécies migratórias marinhas foram destaque no espaço Conexão Sem Fronteiras nesta quarta-feira (25/3), na 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP da CMS, na sigla em inglês), em Campo Grande (MS).

Confira aqui a programacão completa do espaço Conexão sem Fronteiras. 

Especialistas e autoridades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) debateram a redução populacional dos elasmobrânquios (tubarões e raias) e critérios técnicos para assegurar que a comercialização de espécies migratórias, como o tubarão-azul (Prionace glauca), não comprometa a sobrevivência no longo prazo. Entre os temas, foram tratados a necessidade de monitoramento e os esforços de cooperação internacional para que a comercialização do tubarão-azul e a captura não levem à redução drástica populacional.

A conservação de habitats críticos também dominou os debates, com foco no Arquipélago de Abrolhos, na Bahia. Reconhecida como um dos berçários mais importantes do Atlântico Sul, a área é vital para o ciclo de vida de mamíferos e aves marinhas que percorrem rotas globais. Durante o evento, reforçou-se a necessidade de políticas estruturantes para manter esses santuários livres de pressões predatórias e garantir a conectividade entre os pontos de reprodução e alimentação na costa brasileira.

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O presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, acompanhou sessões técnicas e destacou a importância da mobilização social no apoio às políticas públicas. “Temos pontos fundamentais para a sobrevivência das baleias-jubarte que vêm ter suas crias em Abrolhos. O Brasil defende que toda a região se transforme em Patrimônio Mundial, e a sociedade precisa estar mobilizada para que todas as espécies continuem embelezando nossos mares, rios, céus e terra”, afirmou Capobianco, que aproveitou a visita para conhecer as instalações culturais e exposições do espaço, experimentar bolo de fubá e café e conversar com as pessoas no local.

Durante a COP15, o Conexões Sem Fronteiras tem sido ponto de encontro entre ciência, conservação, cultura e tradições pantaneiras. “Esse espaço permite que a sociedade participe da COP15. Era necessário ter um local onde qualquer cidadão ou cidadã pudesse vir para ter contato com os temas incríveis discutidos nesta Convenção”, afirmou.

A abertura de temas complexos como o manejo do tubarão-azul ao público geral é um dos trunfos da COP15 no Mato Grosso do Sul. “O tubarão-azul foi incluído em convenções da ONU que estabelecem recomendações rigorosas de cuidado. Ter esse debate aqui, acessível ao cidadão, é fundamental para que o compromisso técnico se transforme em consciência coletiva”, concluiu.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Bioestimulantes ganham espaço nos pomares e ajudam frutas a resistirem ao estresse climático

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Estresse climático desafia produção de frutas no Brasil

A fruticultura brasileira enfrenta desafios crescentes diante das oscilações climáticas e das mudanças nas condições ambientais. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis aos chamados estresses abióticos, provocados por fatores como escassez hídrica, altas temperaturas e salinidade do solo.

Essas condições afetam diretamente o desenvolvimento das plantas, comprometendo tanto a produtividade quanto a qualidade final dos frutos. Diante desse cenário, produtores vêm ampliando o uso de tecnologias naturais voltadas à proteção fisiológica dos pomares, com destaque para os bioestimulantes agrícolas.

Extratos de algas fortalecem resistência das plantas

Entre as soluções mais utilizadas no manejo de estresse vegetal estão os extratos da alga Ascophyllum nodosum, reconhecida por sua elevada capacidade de adaptação a ambientes extremos.

A espécie é encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, especialmente nas regiões costeiras do Canadá, Irlanda e Noruega, onde enfrenta condições severas de salinidade, variações de maré e oscilações intensas de temperatura.

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Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, essas características naturais da alga são transferidas às plantas por meio dos extratos utilizados no campo.

“As condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. Quando aplicados nas culturas agrícolas, esses compostos ajudam a aumentar a tolerância das plantas aos diferentes tipos de estresse”, explica.

Plantas mantêm desenvolvimento mesmo sob pressão ambiental

Pesquisas e aplicações práticas no campo mostram que os bioestimulantes atuam fortalecendo processos fisiológicos internos das plantas.

Em períodos de seca, calor intenso ou outras condições adversas, culturas tratadas tendem a apresentar maior estabilidade no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, reduzindo perdas produtivas.

De acordo com especialistas, esse suporte fisiológico é decisivo para preservar etapas fundamentais do ciclo produtivo, como formação, enchimento e qualidade dos frutos.

Qualidade da fruta se torna fator estratégico

Na fruticultura, manter o equilíbrio entre produtividade e qualidade é essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exigências da exportação.

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Segundo Bruno Carloto, compreender a resposta das plantas ao ambiente se tornou um diferencial estratégico para o manejo moderno dos pomares.

“Quando ajudamos a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente na produtividade e na qualidade dos frutos”, destaca.

Bioestimulantes avançam no manejo sustentável dos pomares

O avanço dos bioestimulantes acompanha a busca do setor por soluções mais sustentáveis e eficientes diante das mudanças climáticas.

Com maior resiliência das plantas, produtores conseguem reduzir impactos ambientais sobre a produção e ampliar a segurança produtiva em culturas altamente dependentes de condições climáticas equilibradas.

A tendência é de crescimento no uso dessas tecnologias nos próximos anos, especialmente em regiões sujeitas a extremos climáticos e maior pressão sobre os recursos hídricos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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