Economia

Congresso promulga Mercosul-UE. Vitória da cooperação, do diálogo e do multilateralismo, celebra Alckmin

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O Congresso Nacional promulgou, nesta terça-feira (17/3), em sessão solene, o decreto legislativo que ratifica o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, marco na agenda de integração econômica do Brasil com um de seus principais parceiros comerciais. A expectativa do governo é que o acordo entre em vigor ainda neste semestre.

 O vice-presidente ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, compôs a mesa da solenidade e foi um dos que assinaram o documento. Ele destacou o significado estratégico do acordo para o Brasil e para a integração entre os blocos.

 “O acordo entre Mercosul e União Europeia conecta dois blocos econômicos que, juntos, reúnem mais de 700 milhões de pessoas e um quarto da economia mundial. Trata-se do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e também o maior acordo de comércio entre blocos do mundo”, afirmou.

 O vice-presidente ressaltou os impactos econômicos da parceria. “O acordo diversifica mercados e reduz vulnerabilidades externas, fortalece nossa integração e amplia a resiliência da economia brasileira frente a choques globais”, disse.

 Segundo Alckmin, o acordo também está alinhado a uma estratégia de desenvolvimento mais ampla. “Ele é um instrumento de política econômica e também de política externa, alinhado a uma estratégia de desenvolvimento sustentável e inclusivo”, destacou.

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 Ao tratar dos efeitos esperados, o ele enfatizou os ganhos para a economia brasileira. “Estimativas indicam impactos positivos em todas as principais variáveis macroeconômicas do Brasil, com expansão do PIB, aumento das exportações, estímulo ao investimento, geração de empregos e redução de custos para o consumidor”, ressaltou.

 Por fim, Alckmin reforçou o papel do acordo no cenário internacional. “Em um momento em que o comércio internacional enfrenta tensões, a parceria entre Mercosul e União Europeia representa uma escolha clara pela cooperação, pelo diálogo e pelo fortalecimento do multilateralismo”, concluiu.

 Participaram da sessão o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre; o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; o senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal; o senador Humberto Costa, vice-presidente do Parlasul; o deputado Arlindo Chinaglia, presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul; a senadora Tereza Cristina, relatora do projeto no Senado Federal; e o deputado Marcos Pereira, relator na Câmara dos Deputados.

 Integração

 O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a redução gradual de tarifas sobre produtos industriais e agropecuários e abre caminho para a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

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 A parceria amplia o acesso a mercados, fortalece a integração econômica e cria condições mais favoráveis para investimentos e inserção internacional das empresas. O texto também estabelece regras para serviços, compras públicas, propriedade intelectual e mecanismos de solução de controvérsias. Atualmente, a União Europeia é um dos principais parceiros comerciais do Brasil, com corrente de comércio de cerca de US$ 100 bilhões em 2024 e 2025.

 As estimativas indicam impacto positivo de 0,34% no PIB brasileiro até 2044, equivalente a R$ 37 bilhões, além de aumento de investimentos, exportações e renda, com redução de custos ao consumidor.

 O acordo preserva o direito regulatório das partes e mantém instrumentos de defesa comercial, como medidas antidumping, compensatórias e salvaguardas. Nesse contexto, foi editada norma para disciplinar a aplicação desses mecanismos em toda a rede de acordos do Mercosul.

 Pelo cronograma de liberalização, 55,3% das importações brasileiras provenientes da União Europeia terão o Imposto de Importação zerado após dez anos ou mais, enquanto a desgravação entre zero e quatro anos alcança 14,5% das compras externas. Cerca de 10% das importações ficaram fora do acordo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Governo do Brasil cria programa com até R$ 30 bi em crédito para motoristas de aplicativos e taxistas financiarem carro novo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta terça-feira (19/5), durante evento em São Paulo, Medida Provisória que destina até R$ 30 bilhões em crédito para que taxistas e motoristas de aplicativo financiem a compra de carros novos a juros mais baixos. A iniciativa faz parte do Move Brasil, que já oferece linhas especiais de financiamento para compra de caminhões, ônibus e implementos rodoviários.

Podem participar motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse período, na mesma plataforma, além de taxistas registrados e em atividade. As condições favoráveis de financiamento valem para carros novos de até R$ 150 mil que atendam critérios de sustentabilidade – flex, híbridos flex, elétricos ou exclusivamente a etanol – de montadoras habilitadas no Programa Mover.

Taxas de juros e prazos serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ainda nesta semana. A MP assinada pelo presidente Lula autoriza o CMN a conceder condições ainda mais favoráveis para as mulheres, como juros menores e prazos maiores, além de permitir, para esse público, o financiamento de equipamentos adicionais de segurança.

COMO PARTICIPAR – A solicitação de financiamento em condições favoráveis deve ser feita na página gov.br/movebrasil. O processo foi desenhado para ser simplificado, com compartilhamento autorizado apenas das informações necessárias à verificação da elegibilidade, dispensada, em regra, a apresentação inicial de documentos pelo interessado.

Para motoristas de aplicativo, a confirmação de que o motorista está apto a acessar o financiamento será dada pela própria plataforma para a qual ele trabalha. No caso dos taxistas, a validação será feita pela Receita Federal a partir dos dados da pessoa no próprio gov.br.

Em até 5 dias úteis após o pedido, a pessoa receberá, via caixa postal do gov.br, resposta sobre se ela atende às condições. Em caso positivo, os motoristas devem procurar as instituições financeiras a partir de 19 de junho. A análise de crédito será feita diretamente por estas instituições, depois que a pessoa requisitar o financiamento.

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SUSTENTABILIDADE, INCLUSÃO E SEGURANÇA – A inclusão de taxistas e motoristas de aplicativos no Move Brasil, com recursos exclusivos para essa modalidade, atende à política de renovação de frota do governo brasileiro – a partir de critérios sociais, econômicos e de sustentabilidade, em conformidade com a Nova Indústria Brasil (NIB).

Entre as políticas já existentes nessa linha estão o financiamento do Move Brasil para Caminhões e Ônibus e o programa Carro Sustentável, que concede IPI zero para os chamados veículos de entrada.

No caso de taxistas e motoristas de aplicativo – assim como já o ocorre para caminhoneiros autônomos – o programa cumpre também o objetivo de ampliar o acesso a financiamentos para pessoas que usam veículos como ferramenta de trabalho e encontram dificuldades em obter crédito com as taxas de juros do mercado.

Assim, o programa promove a inclusão produtiva dessas categorias, ao mesmo tempo em que coloca nas ruas veículos mais eficientes, econômicos e seguros para transporte de passageiros.

GARANTIAS – Para ampliar a possibilidade de a categoria obter crédito na rede bancária, a MP incluiu taxistas e motoristas de aplicativo como categorias elegíveis a usar o FGI-PEAC (Programa Emergencial de Acesso a Crédito do Fundo Garantidor para Investimentos). Trata-se de um programa do BNDES que permite cobertura de até 80% do risco de crédito das operações nesse tipo de transação.

Pesquisa IBGE divulgada no ano passado mostra que quase 1,9 milhão de pessoas trabalhavam como motoristas de automóvel no Brasil, em 2024, com renda mensal média de R$ 2,5 mil.

Os R$ 30 bilhões do Move Brasil – Táxi e Aplicativos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que operacionalizará o programa com apoio das instituições financeiras autorizadas por ele a operar as linhas de crédito.

MOTOFRETISTAS – Além da linha de financiamento, a Medida Provisória que institui o programa traz medidas para modernizar e simplificar as regras para mototaxistas, motoboys e entregadores que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho. O objetivo é reduzir burocracias, custos e barreiras de acesso à atividade, acompanhando a nova realidade do trabalho por aplicativos e facilitando a formalização e a inclusão produtiva desses profissionais.

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Entre as mudanças previstas estão o fim da obrigatoriedade da placa vermelha para motofrete e da inscrição paga em Detran, a retirada da exigência de idade mínima de 21 anos para exercício profissional, o fim da obrigatoriedade de curso específico para atuação no setor e da exigência de tempo mínimo de dois anos de habilitação para trabalhar com entregas e transporte em motocicletas.

O curso especializado continuará existindo de forma opcional para os profissionais que desejarem realizar capacitação complementar.

A atividade continuará sujeita às normas de trânsito, à fiscalização dos órgãos competentes e à responsabilização em caso de infrações, preservando os critérios de segurança viária e de regularidade previstos na legislação.

MOVE BRASIL – TÁXIS E APLICATIVOS

PASSO A PASSO PARA SOLICITAR O FINANCIAMENTO

Quem pode participar
• Taxistas devidamente registrados e ativos;
• Motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse período, na mesma plataforma.

COMO SOLICITAR:

1. Fazer o cadastro
O motorista deve acessar a plataforma oficial gov.br/movebrasil e autorizar o uso dos dados necessários para análise de elegibilidade.

2. Aguardar a confirmação
Em até cinco dias após o cadastro, o motorista receberá resposta pela caixa postal do gov.br, informando se está apto a participar do programa.

3. Escolher o veículo e procurar uma instituição financeira
A partir de 19 de junho, os motoristas habilitados poderão escolher veículos de até R$ 150 mil, de montadoras habilitadas no programa Mover, e procurar uma instituição financeira credenciada para solicitar o financiamento.

4. Contratar o financiamento
A instituição financeira fará a análise de crédito e, se aprovada, concluirá a contratação com as condições do programa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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