Conheça as opções de cruzeiros fluviais pela Amazônia
Você já imaginou visitar a maior bacia hidrográfica do planeta no conforto de um cruzeiro? Atualmente, há várias companhias que oferecem essa experiência aos viajantes interessados em conhecer a Floresta Amazônica a partir de uma perspectiva única. Contato direto com a fauna e flora nativas e uma rica imersão cultural são alguns dos diferenciais desses passeios na região de maior biodiversidade do mundo.
O que você verá em um cruzeiro na Amazônia?
Considerada um verdadeiro tesouro do nosso continente, a Floresta Amazônica é um destino diferente de todos os outros. Além da rica biodiversidade, a região abriga belos atrativos, como o encontro entre os rios Negro e Solimões e o arquipélago de Anavilhanas.
A maioria dos cruzeiros oferece diversas atividades, dentro e fora das embarcações. Entre elas, destacam-se as visitas comunidades ribeirinhas e indígenas, os passeios guiados a pé ou em barcos menores, mergulhos em praias de água doce, passeios de stand up paddle.
Quando embarcar?
Embora a Amazônia seja um destino encantador em qualquer época do ano, é importante entender as dinâmicas climáticas da região antes de agendar a sua viagem. Com clima quente e úmido, a floresta se caracteriza pela constância das altas temperaturas e das chuvas abundantes.
O que realmente varia é o volume da precipitação. Entre novembro e março, ocorre a chamada estação chuvosa. Nessa época, os níveis dos rios são maiores e a navegação é mais fácil, especialmente para grandes embarcações. A temperatura também é mais amena.
A estação seca, por outro lado, ocorre entre maio e setembro, quando os rios atingem as suas vazantes. Esse é o período ideal para explorar a Amazônia por terra ou em barcos menores, mas pode inviabilizar os passeios em barcos maiores. Uma das vantagens dessa época é a possibilidade de conhecer praias que no restante do ano ficam encobertas pelas águas.
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Planeje a sua viagem
Na hora de decidir por uma viagem desse tipo, é essencial se atentar à diferença entre os barcos de transporte e os cruzeiros.
Os primeiros são dedicados às travessias intermunicipais ou interestaduais e suas acomodações costumam ser decks com redes ou quartos mais simples. Já os cruzeiros possuem caráter turístico, oferecendo uma programação repleta de atrações e toda a estrutura necessária para uma estadia confortável.
Cruzeiros costumam incluir passeios fora da embarcação Iberostar Beachfront Resorts/YouTube/Reprodução
É importante ter em mente também que a maioria das opções partem do porto de Manaus, capital do Amazonas. Já os principais rios que recebem esses barcos de maior porte são o Amazonas, o Negro e o Solimões.
Grande parte das empresas contam com roteiros pré-estabelecidos, mas há algumas que oferecem experiências personalizadas. Nesse caso, elas costumam ser voltadas a pequenos grupos. Isso influencia no orçamento do passeio, que pode oscilar entre R$ 2 mil e R$ 19 mil reais por viajante.
Passeios completos e variados
No geral, os cruzeiros fluviais oferecem hospedagem em camarote, opções de alimentação e excursões guiadas. As rotas e as características das embarcações são o que diferencia cada empresa. Entre as principais, estão:
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Katerre
Incorporando o melhor da cultura local em seus serviços, a Katerre naveja o Rio Negro em embarcações que comportam grupos até 16 hóspedes. Os barcos de madeira possuem cabines-suíte climatizadas, área de lazer coberta e solarium com mesas, cadeiras, espreguiçadeiras e duchas. Além disso, a companhia conta com uma tripulação experiente, telefonia satelital a bordo, infraestrutura de apoio e restaurante com cardápio regional.
Os seus passeios ocorrem nos afluentes do Rio Negro e passam por destinos encantadores, entre eles o arquipélago Anavilhanas, o Parque do Jaú, o Circuito das Cachoeiras Selvagens, a Reserva Xixuaú e o território indígena Waimiri-Atroari. Os preços das saídas regulares variam entre R$ 8,4 mil e R$ 28,6 mil reais por pessoa, dependendo da viagem escolhida.
Iberostar Grand Amazon Expedition
Com uma pegada hotel flutuante sobre as águas, o Iberostar Grand Amazon tem cruzeiros de três a sete noites, que partem de Manaus e percorrem os rios Negro, Solimões e Amazonas. Com uma estrutura maior, semelhante às embarcações marítimas, o barco conta com 75 quartos-suítes climatizados com varandas privativas e televisão. Ainda há um deck com piscina e três restaurantes de gastronomia regional.
Espaçoso, Iberostar tem piscina a bordo Iberostar/Divulgação
Todos os passeios oferecidos levam a uma verdadeira imersão na floresta. Em cada experiência é possível ter contato direto com a fauna, a flora e a população nativa, seja por meio de trilhas ou de visitas a comunidades ribeirinhas. Entre os locais visitados estão a região do Paraná do Barroso, o canal Manaquiri e o entorno do rio Ariaú. Os preços variam entre R$ 8,9 mil e R$ 27,2 mil reais, dependendo da embarcação e da duração escolhida.
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M/V Desafio
Especializada em cruzeiros fretados e personalizados, a M/V Desafio oferece experiências de quatro dias pela Bacia Amazônica. Partindo de Manaus, a Expedição Maguari inclui a visita ao Arquipélago das Anavilhanas e seus igarapés, além de explorações diárias, passeios em barcos motorizados na selva e um restaurante panorâmico. Há também a Expedição Amazônia Namastê, que combina tudo isso com aulas de yoga.
Um diferencial da empresa é o tamanho de seu navio em estilo veleiro, que permite a realização de passeios por florestas alagadas. Os passeios custam em torno de R$ 7,5 mil a R$ 11,3 mil reais.
Voltado exclusivamente a viagens de grupos privados, o barco exige mínimo de cinco passageiros, e no máximo 10, a cada saída de Manaus. Construído todo em madeira ao estilo regional, o Belo Shabonooferece ampla visão ao redor em seus dois pisos. Na parte baixa, além da mesa de refeições e da cabine de comando, ficam ainda três boxes com chuveiro quente de um lado e igual número de cabines com sanitários em frente, além de dois lavatórios externos e uma cozinha de apoio.
Uma das experiências mais interessantes é pernoitar na parte superior, ao ar livre. Após o jantar, a tripulação transforma os sofás do lounge em confortáveis camas, envolvidas por lençóis egípcios de 300 fios imaculadamente brancos e edredons. As camas ficam lado a lado, sem divisórias. Um glamping flutuante sobre as águas do Rio Negro. Saiba mais sobre os itinerários.
Untamed Amazon
O Untamed Amazon é alimentado parcialmente por energia solar e motores têm baixo consumo de combustível. A embarcação conta com serviço de alto nível e capacidade para 16 hóspedes em oito cabines.
São sete roteiros, com duração de uma a cinco noites, que iniciam em Manaus. Entre as experiências oferecidas, há canoagem, safári fotográfico, visitas a comunidades indígenas, passeios noturnos e caminhadas. Além dos itinerários pré-estabelecidos, a companhia trabalha com opções personalizadas e reservas para eventos corporativos. Os valores dos passeios regulares variam entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por pessoa.
A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).
Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.
Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.
“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.
“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.
A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).
Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.
No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.
A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.
ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.
A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.
Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.
A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.
A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.
ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.
O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo