Agro News

Consórcio de máquinas agrícolas ganha espaço no agro e exige planejamento antes da adesão

Publicado

Consórcio de máquinas agrícolas cresce no Brasil

O consórcio de máquinas agrícolas tem ganhado destaque no agronegócio brasileiro como alternativa ao crédito tradicional. A modalidade vem atraindo produtores rurais que buscam formas mais planejadas e menos onerosas para investir em equipamentos.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios apontam que o setor cresceu 149% nos últimos cinco anos, saltando de 184,79 mil participantes ativos em 2020 para 460,12 mil ao final de 2025.

Alternativa ao crédito com mais previsibilidade

O avanço do consórcio reflete um cenário de custos elevados e maior restrição ao crédito rural. Nesse contexto, a modalidade se apresenta como uma solução viável para produtores que desejam renovar ou ampliar a frota sem comprometer o fluxo de caixa.

Diferentemente do financiamento tradicional, o consórcio não cobra juros, o que torna o valor final mais previsível. Além disso, as parcelas costumam ser mais acessíveis, facilitando o planejamento financeiro no longo prazo.

Poder de compra à vista é diferencial competitivo

Outro ponto de destaque é que, ao ser contemplado, o produtor recebe uma carta de crédito que permite a compra do maquinário à vista.

Leia mais:  Massey Ferguson apresenta inovações e experiências imersivas na Agritechnica 2025

Essa condição amplia o poder de negociação com fornecedores, possibilitando descontos e melhores condições comerciais. A flexibilidade também permite adquirir o equipamento conforme a necessidade, dentro do valor contratado.

Ferramenta de gestão financeira no campo

O consórcio tem se consolidado como uma importante ferramenta de gestão financeira no agronegócio, especialmente em momentos de instabilidade econômica.

A modalidade permite equilibrar investimento e controle financeiro, atendendo tanto produtores com perfil mais conservador quanto aqueles que buscam antecipar a aquisição por meio de lances.

5 pontos essenciais antes de investir em consórcio agrícola

Para garantir uma contratação segura e eficiente, é fundamental avaliar alguns aspectos antes de aderir ao consórcio. Confira os principais:

  1. Avalie a capacidade de pagamento: Antes de contratar, o produtor deve analisar o fluxo de caixa e o impacto das parcelas no orçamento. Como se trata de um compromisso de longo prazo, é essencial garantir que os pagamentos sejam sustentáveis ao longo do tempo.
  2. Escolha administradoras confiáveis: Optar por empresas regulamentadas e com boa reputação no mercado é fundamental. A verificação junto ao Banco Central do Brasil e a análise do histórico da administradora aumentam a segurança da operação.
  3. Entenda todas as taxas envolvidas: Embora não haja cobrança de juros, o consórcio inclui taxa de administração e outros custos diluídos no prazo. Ler atentamente o contrato é essencial para compreender o valor total do investimento e evitar surpresas.
  4. Planeje o momento da contemplação: O produtor deve definir se pretende aguardar o sorteio ou antecipar a carta de crédito por meio de lances. Essa decisão deve considerar o calendário agrícola e a necessidade do equipamento no campo.
  5. Aproveite o poder de compra à vista: Após a contemplação, a carta de crédito permite negociar diretamente com fornecedores como pagamento à vista. Essa estratégia pode gerar economia e melhorar o retorno sobre o investimento.
Leia mais:  Frísia encerra 2025 com faturamento recorde de R$ 5,99 bilhões e crescimento em todos os segmentos
Modalidade exige estratégia e planejamento

Com crescimento expressivo e maior adesão no campo, o consórcio de máquinas agrícolas se consolida como uma alternativa relevante para o produtor rural.

No entanto, o sucesso da estratégia depende de planejamento financeiro, escolha adequada da administradora e alinhamento entre investimento e necessidade produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

Publicado

O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

Leia mais:  MMA e instituições de ensino superior do DF irão microchipar 10 mil cães e gatos de graça em novembro

Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

Leia mais:  Preços dos ovos sobem em agosto após três meses de queda

Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana