Agro News

Controle de Plantas Daninhas em Pastagens Aumenta o Estoque de Carbono no Solo, Aponta Estudo

Publicado

Estudo revela ligação entre manejo de pastagens e sequestro de carbono

Um estudo publicado no Soil Science Society of America Journal revelou que o controle adequado de plantas daninhas em áreas de pastagem pode desempenhar papel importante na redução da pegada de carbono e na sustentabilidade dos sistemas de produção pecuária.

A pesquisa, conduzida por especialistas da Universidade da Flórida em parceria com instituições do Brasil, Estados Unidos e com a Corteva Agriscience, analisou os impactos do controle de espécies invasoras, como o caruru-espinhoso (Amaranthus spinosus L.), sobre o acúmulo de carbono e nitrogênio no solo.

Os resultados mostram que o manejo eficiente das invasoras aumenta os estoques de carbono orgânico, contribuindo diretamente para o sequestro de carbono e a recuperação de pastagens degradadas.

Infestação por invasoras reduz carbono e produtividade

De acordo com o levantamento, áreas infestadas por caruru-espinhoso apresentaram uma redução de 15% no carbono orgânico do solo (SOC) em relação a pastos livres de plantas daninhas.

Os cientistas apontam que o problema está ligado à diminuição da biomassa subterrânea e às mudanças no comportamento do gado, que tende a evitar o pastejo em áreas tomadas por invasoras. Isso afeta a circulação de nutrientes e o equilíbrio ecológico das pastagens, acelerando o processo de degradação do solo.

Leia mais:  Dólar inicia semana em alta com mercado atento ao Focus e tensões geopolíticas; Ibovespa recua
Manejo de pastagens é essencial para produtividade e clima

Segundo Rodrigo Takegawa, Líder de Marketing & Comercial da Linha Pastagem da Corteva Agriscience para Brasil e Paraguai, os resultados reforçam a importância do manejo técnico das áreas de pastagem:

“O estudo comprova que o manejo avançado de pastagens é essencial não apenas para a produtividade pecuária, mas também para a agenda climática global. Manter o solo coberto por forrageiras vigorosas e livres de matocompetição ajuda a reter carbono e melhora a saúde do solo”, afirma Takegawa.

A pesquisa também indica que o controle das daninhas favorece o crescimento radicular das forrageiras, o que aumenta a capacidade de armazenamento de carbono. As raízes da grama-bermuda (Cynodon dactylon), por exemplo, são seis vezes mais densas do que as das plantas invasoras, reforçando seu papel no sequestro de carbono.

Tecnologia e inovação fortalecem a pecuária sustentável

A Corteva destaca que investe cerca de US$ 4 milhões por dia em Pesquisa e Desenvolvimento em todo o mundo. Parte desses recursos é direcionada à criação de soluções tecnológicas para o manejo sustentável de pastagens, com o objetivo de ajudar o pecuarista a aumentar a produtividade e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

“Investir em tecnologia e manejo sustentável é garantir a fertilidade do solo, reduzir emissões e aumentar a rentabilidade do produtor rural”, ressalta Takegawa.

A empresa também lançou recentemente uma nova molécula e herbicidas inovadores voltados ao controle eficiente da matocompetição, permitindo que as forrageiras se desenvolvam plenamente e contribuam para o aumento do carbono armazenado no solo.

Leia mais:  Preço do frete rodoviário recua para R$ 7,25 por km em setembro, aponta Edenred Frete
Pasto limpo garante rentabilidade e sustentabilidade ao produtor

O manejo adequado de plantas daninhas já é amplamente reconhecido pelos pecuaristas como uma prática que eleva a produção de carne e leite, ao melhorar a qualidade nutricional do pasto. Além disso, o uso responsável de herbicidas em áreas de pastagem ajuda na recuperação de áreas degradadas, reduzindo a necessidade de abertura de novas áreas e contribuindo para a preservação ambiental.

“Agora, com o respaldo científico, o produtor tem mais uma razão para investir no controle das invasoras: o aumento de carbono no solo”, conclui Takegawa.

“Esse resultado reforça o compromisso da Corteva — que celebra 65 anos de atuação em pastagens — com o desenvolvimento de inovações que unem produtividade e sustentabilidade.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Na abertura da Semana do Meio Ambiente, Capobianco destaca integração entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico

Publicado

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, inaugurou, nesta segunda-feira (8/6), a Semana Nacional do Meio Ambiente, na Biblioteca Nacional em Brasília (DF). A programação do evento é alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, e integra o mês dedicado à conscientização ambiental no país, o Junho Verde. 

Confira aqui a programação completa da Semana Nacional do Meio Ambiente.

Capobianco celebrou os avanços na área ambiental alcançados desde o início de 2023 e destacou que o Governo do Brasil colocou a proteção ambiental e o enfrentamento à mudança do clima como indutores do desenvolvimento econômico. Essas agendas, segundo o ministro, são transversais na atual gestão.

A ação integrada é uma marca deste governo e ultrapassou todas as nossas expectativas”, afirmou. “Foi uma decisão do presidente Lula incluir o meio ambiente na estrutura de ação do governo, acrescentou, relembrando os instrumentos de financiamento à transformação ecológica ampliados ou criados pelo Governo do Brasil.

Desde 2023, Fundo Clima, Fundo Amazônia, Fundo Nacional do Meio Ambiente e programa Eco Invest Brasil, entre outros mecanismos, mobilizaram ao menos R$ 204 bilhões para áreas como redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação) e adaptação aos impactos da mudança do clima, transição energética, prevenção de desastres, resíduos sólidos e economia circular, recuperação de áreas degradadas, bioeconomia e conservação e restauração de ecossistemas. 

Apenas o Fundo Clima, um dos principais instrumentos de execução da Política Nacional de Mudança do Clima, alcançou, em 2025, orçamento público recorde de R$ 14 bilhões, um aumento de 34% em relação a 2024 e elevação expressiva em comparação ao patamar anterior, de R$ 400 milhões anuais, na média entre 2009, quando foi criado, e 2023. Para 2026, o orçamento será de R$ 27 bilhões, o maior da história, numa demonstração de que o Governo do Brasil prioriza a destinação de recursos para a agenda climática (leia mais aqui). 

Leia mais:  Centro-Sul deve ampliar moagem de cana em 10 milhões de toneladas até março de 2026 com foco no etanol

Todas essas ferramentas estão alinhadas ao Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, que se dedica a criar políticas públicas e ferramentas estratégicas de fomento ao desenvolvimento sustentável e tecnológico em todas as áreas.

Fundo Amazônia 

Capobianco ressaltou ainda o crescimento da operação do Fundo da Amazônia, que completa 18 anos neste ano, e fomenta a prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento no bioma.  

Após quatro anos sem aprovação de novos projetos, o Fundo retomou sua governança em 2023 e passou a operar em nova escala. Entre 2009 e 2018, a média anual de aprovações foi de cerca de R$ 300 milhões, em valores corrigidos pela inflação. No ciclo recente, de 2023 a 2025, essa média saltou para R$ 1,3 bilhão por ano, quatro vezes mais. Em 2025, o Fundo registrou o maior volume anual desde sua criação, com R$ 2,2 bilhões em projetos aprovados. 

Coordenado pelo MMA, o fundo é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que estava representado na cerimônia de abertura da Semana Nacional do Meio Ambiente pela diretora Socioambiental, Tereza Campello. 

A gente sempre fala dos grandes números do Fundo Amazônia, que realmente são excepcionais, ao longo desses 18 anos. Mas, o que fizemos ao longo desses três anos e meio é absolutamente diferenciado. Mudamos completamente o perfil de operação, atuando em frentes estratégicas. Estamos em 73% dos municípios da Amazônia, presentes em um conjunto enorme de terras indígenas e unidades de conservação”, destacou a diretora do BNDES. 

Leia mais:  Mapa destaca avanços em produtividade sustentável e inovação na 39ª Conferência Regional da FAO para América Latina e Caribe

Tereza Campello também convidou todos os presentes para a exposição “Afluentes: caminhos e histórias do Fundo Amazônia”, comemorativa dos 18 anos do fundo. A visitação é gratuita e seguirá até 12 de junho, no segundo andar da Biblioteca Nacional de Brasília. 

A mostra apresenta resultados e experiências de projetos apoiados pelo Fundo Amazônia ao longo de seus 18 anos de atuação, através de fotografias, vídeos, mapa interativo, linha do tempo, ambiência sonora e vitrine de produtos amazônicos exportados com apoio da ApexBrasil. 

A imagem do Brasil é muito importante para os negócios. E agora, por meio dos nossos resultados do Fundo Amazônia, podemos mostrar para os doadores [do fundo] que o Brasil está sim fazendo seu dever de casa gerando renda, gerando emprego, cuidando dos nossos biomas, das nossas florestas, do nosso povo”, refletiu Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, também presente na inauguração da Semana do Meio Ambiente 

Na sequência da cerimônia de abertura, as autoridades seguiram para realizar a primeira visitação à exposição sobre o Fundo Amazônia. Também participaram do momento a deputada federal, Marina Silva, e a secretária-executiva do MMA, Anna Flávia Senna. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
imprensa@mma.gov.br

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana