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COP15: MMA prorroga divulgação da classificação dos eventos para o Espaço Brasil

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) prorrogou para a próxima segunda-feira, 2/3, a divulgação da classificação dos eventos para integrar o Espaço Brasil, durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS) 

Inicialmente, a lista dos eventos selecionados para o Espaço Brasil seria divulgada nesta quarta-feira, 25/2. No entanto, devido aalto volume de propostas recebidas, foi necessário estender o tempo de análise 

O Espaço Brasil, que faz parte da Zona Azul da COP15, foi concebido para reunir a comunidade dedicada ao tema em torno de atividades de diferentes formatos, com foco em experiências, iniciativas e debates 

As ações complementam os eventos paralelos organizados pelo secretariado da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), voltados sobretudo a casos internacionais, e devem ter relação direta com o Brasil. 

As atividades do Espaço Brasil ocorrerão entre os dias 23 e 27 de março. Cada sessão terá duração de 50 minutos. Estão previstos três formatos de evento: painel técnico, ato de lançamento ou celebração e roda de conversa. 

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As sessões contarão com tradução simultânea por aplicativo. A participação será exclusivamente presencial. A transmissão dos eventos pela internet segue em definição. 

A organização, a divulgação e a realização dos eventos selecionados, assim como os custos relacionados à participação de instituições e convidados, serão de responsabilidade das instituições proponentes. A oferta de coffee break, quando houver, deverá ocorrer somente após o encerramento das atividades.  

O credenciamento para a COP15, obrigatório para painelistas e público, não será realizado pela coordenação do Espaço Brasil. 

COP15 

A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS) é a instância decisória da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS)  um tratado ambiental das Nações Unidas que estabelece uma plataforma global para a conservação de espécies migratórias, seus habitats e rotas de deslocamento ao longo de toda a sua área de distribuição. 

Em vigor desde 1979, reúne governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais, sociedade civil e especialistas em vida silvestre para enfrentar desafios relacionados à conservação da fauna migratória em escala global. Atualmente, 133 países da África, das Américas Central e do Sul, da Ásia, da Europa e da Oceania são signatários da Convenção. Ao todo, são 1.189 espécies, distribuídas entre 962 aves, 94 mamíferos terrestres, 64 mamíferos aquáticos, 58 espécies de peixes, 10 répteis e 1 inseto. 

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Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail: [email protected] 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA 
[email protected] 
(61) 2028-1227/1051 
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Greening dos citros exige manejo integrado e novas tecnologias para preservar produtividade e longevidade dos pomares no Brasil

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A citricultura brasileira, responsável por posicionar o país como líder global na produção e exportação de suco de laranja, enfrenta um dos maiores desafios fitossanitários de sua história: o avanço do greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB). A doença já é considerada a mais severa dos citros e compromete diretamente a produtividade, a qualidade dos frutos e a vida útil dos pomares.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produz mais de 16 milhões de toneladas de laranja por ano, reforçando a importância econômica do setor e a necessidade de estratégias eficientes de proteção fitossanitária.

Greening avança e exige controle rigoroso nos pomares

O greening é causado por bactérias do gênero Candidatus Liberibacter, sendo as principais no Brasil a Candidatus Liberibacter asiaticus (CLas), presente na maioria dos casos, e a Candidatus Liberibacter americanus (CLam).

A transmissão ocorre por meio do psilídeo (Diaphorina citri), inseto vetor que se prolifera principalmente em períodos de brotação dos pomares. Ao se alimentar da seiva, o inseto injeta a bactéria na planta, iniciando o processo de infecção.

Entre os sintomas estão o amarelecimento das folhas, deformação dos frutos, queda precoce de produção e o declínio progressivo das árvores, que podem levar à erradicação completa das plantas afetadas.

De acordo com especialistas, não existe tratamento curativo para o greening, o que torna a eliminação das plantas infectadas uma das principais medidas de contenção da doença.

Manejo integrado é essencial para preservar os pomares

Diante da gravidade da doença, especialistas reforçam que o controle do greening depende de estratégias integradas, que envolvem monitoramento constante, manejo do vetor e fortalecimento da saúde das plantas.

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Para o engenheiro agrônomo e gerente de inseticidas da UPL Brasil, Leandro Valerim, o controle eficiente começa com a prevenção e a gestão contínua do pomar.

“Diversos levantamentos mostram que, no Brasil, duas variantes da bactéria são responsáveis pela doença: CLas e CLam. Ambas são transmitidas pelo psilídeo, que se alimenta da planta e acaba disseminando a infecção”, explica.

Segundo o especialista, a ausência de controle adequado pode acelerar a disseminação da doença, comprometendo áreas inteiras de produção.

Controle do vetor e sanidade das plantas são prioridades

Como não há cura para o greening, o manejo eficiente depende do controle rigoroso do inseto vetor e da eliminação de plantas infectadas.

Além disso, práticas como inspeções frequentes, manejo adequado da brotação e adoção de tecnologias de proteção vegetal são fundamentais para reduzir a pressão da doença sobre os pomares.

Valerim destaca que a antecipação das ações é determinante para preservar a produtividade e prolongar a vida útil dos pomares cítricos.

Tecnologia baseada em peptídeos fortalece defesa das plantas

No campo da inovação, novas soluções vêm sendo incorporadas ao manejo da citricultura para ampliar a resistência das plantas ao estresse biológico.

Segundo a gerente de produtos da UPL Brasil, Mariana Yama, tecnologias baseadas em peptídeos sinalizadores representam uma nova fronteira no manejo agrícola.

“Essas moléculas atuam como sinais químicos reconhecidos pelas plantas, ativando seus mecanismos naturais de defesa de forma coordenada”, explica.

Esse tipo de tecnologia não substitui o manejo tradicional, mas atua como ferramenta complementar no fortalecimento da planta frente ao ataque de pragas e doenças.

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Soluções integradas ampliam ferramentas no combate ao greening

Entre as soluções disponíveis no mercado, a UPL destaca o uso de tecnologias integradas no manejo do greening.

Recentemente lançado, o produto Strakor é apontado como uma das inovações no setor, atuando por meio de peptídeos sinalizadores que estimulam a resposta natural das plantas, fortalecendo sua capacidade de defesa.

Além disso, o inseticida Sperto, com ação sistêmica, de contato e ingestão, atua diretamente no controle do psilídeo, promovendo efeito de choque e auxiliando na redução da população do vetor nos pomares.

A combinação entre controle químico do inseto e tecnologias que estimulam a defesa natural das plantas amplia o conjunto de ferramentas disponíveis para os citricultores.

Intervenção precoce é decisiva para evitar perdas na citricultura

Especialistas reforçam que a eficiência do manejo está diretamente ligada ao tempo de resposta no campo.

Quanto mais cedo forem adotadas medidas de controle e monitoramento, maiores são as chances de conter o avanço do greening e reduzir perdas produtivas.

A adoção de estratégias integradas, aliando tecnologia, manejo e monitoramento constante, é apontada como caminho essencial para garantir a sustentabilidade e a competitividade da citricultura brasileira diante de uma das doenças mais desafiadoras do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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