Agro News
COP15 no Brasil: Conexão Sem Fronteiras promove diálogo e cultura para a sociedade em Campo Grande
Publicado
20 de março de 2026, 13:00
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promove, de 24 a 29 de março, em Campo Grande (MS), o espaço Conexão Sem Fronteiras, iniciativa paralela aos debates técnicos da 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). Instalada na Casa do Homem Pantaneiro, no Parque das Nações Indígenas (Av. Afonso Pena), a iniciativa oferece uma programação diversificada com debates, cinema e exposições, aproximando a sociedade civil das discussões sobre conservação e emergência climática (veja a programação abaixo).
As atividades terão entrada gratuita. O espaço é resultado de um esforço conjunto entre o Governo do Brasil, o governo do estado do Mato Grosso do Sul, a prefeitura de Campo Grande e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), além de organizações da sociedade civil. A programação conecta ciência, cultura e território, abordando desde a proteção de aves migratórias e ecossistemas marinhos até a resiliência do Pantanal.
“O espaço nasce de forma coletiva, com o objetivo de promover a popularização das Espécies Migratórias e de seus desafios junto à população”, destaca Rita Mesquita, secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA.
PROGRAMAÇÃO
Sala Tuiuiú
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Dia |
Período |
Horário |
Atividade |
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24/03 |
Manhã |
10:00-11:00 |
Apresentação da Iniciativa Conserva Aves no Brasil |
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11:00-12:00 |
Saberes tradicionais e sustentabilidade da pesca: Diálogo entre ciência, comunidade e parlamentos |
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Tarde |
15:00-16:00 |
Lançamento do Mapa de Colisões com Fauna – COFAUNA |
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16:00-17:00 |
Lançamento da Atualização do Mapeamento dos Manguezais Brasileiros – Plataforma Pamgia (Ibama) |
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17:00-18:00 |
Aves dos Manguezais |
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25/03 |
Manhã |
10:00-11:00 |
Subsídios Técnico-Científicos para Elaboração do NDF do Tubarão Azul: Síntese Integrada dos Relatórios Produzidos para o IBAMA |
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Tarde |
17:00-18:00 |
BNDES Floresta Viva: restaurando habitats para espécies migratórias |
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26/03 |
Manhã |
09:00-10:00 |
Projeto de carbono e biodiversidade na Serra do Amolar – uma iniciativa pioneira de conservação que utiliza o mercado de créditos de carbono (REDD+) – Instituto Homem Pantaneiro |
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10:00-11:00 |
Lançamento de livros: Aves migratórias no Brasil e Aves do Caminho da Escola |
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11:00- 12:00 |
Espécies Migratórias e Áreas Úmidas num Cenário de Emergência Climática – o caso do Pantanal |
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Tarde |
15:00-16:00 |
Roda de conversa Aves “Anfitriãs” do Pantanal |
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27/03 |
Manhã |
09:00-10:00 |
Conservação de habitats para espécies migratórias em áreas protegidas do Brasil e o papel dos Sítios Ramsar no fortalecimento da governança territorial em um cenário de emergência climática |
Auditório Arara-Azul
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Dia |
Período |
Horário |
Atividade |
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24/03 |
Manhã |
09:00-10:00 |
Birdwatching para a conservação das Aves Pelágicas no Litoral de Santa Catarina |
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10:00-11:00 |
Turismo de Observação de Aves como Ferramenta de Conservação de Espécies Migratórias no Mato Grosso do Sul |
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11:00-12:00 |
Vigilância animal integrada em aves silvestres no contexto de uma só saúde |
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Tarde |
15:00-16:00 |
A andorinha-azul como estudo de caso de articulação intercontinental entre biólogos, conservacionistas e o setor produtivo |
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16:00-17:00 |
Aves migratórias no alto rio Negro: conhecimentos indígenas no Noroeste Amazônico |
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17:00-18:00 |
Aves Migratórias e Manguezais Amazônicos: aprendizados de gestão no Sítio Ramsar do Estuário da Foz do Amazonas |
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25/03 |
Manhã |
09:00-10:00 |
Tubarões no Limite |
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10:00-11:00 |
Berçários do Atlântico Sul: Abrolhos e conservação de espécies migratórias globais |
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11:00-12:00 |
Coexistência com as onças na prática — quando a comunidade vira parte da solução |
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Tarde |
15:00-16:00 |
Rede Biomar: Ações Integradas para a Conservação das Espécies Migratórias e Biodiversidade Marinha no Brasil |
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16:00-17:00 |
Financiamento para conservação de espécies |
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17:00-18:00 |
Da COP15 de Espécies Migratórias à COP17 de Biodiversidade: como governos subnacionais brasileiros podem se preparar e liderar a implementação |
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26/03 |
Manhã |
09:00-10:00 |
Prevenção de incêndios e resgate de fauna no Pantanal: estratégias para proteção de habitats e espécies migratórias. |
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10:00-11:00 |
Manejo Integrado do Fogo e Recuperação de Áreas Degradadas: estratégias para conservação de paisagens e espécies |
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Tarde |
16:00-17:00 |
Arborização Urbana como Infraestrutura de Suporte a Espécies Migratórias: A Experiência de Campo Grande |
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17:00-18:00 |
Infraestrutura Digital para Conservação: fortalecendo a governança e a proteção de habitats de espécies migratórias por meio da plataforma Brogota |
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27/03 |
Manhã |
09:00-10:00 |
Paisagens aquáticas, vulnerabilidades e oportunidades: fortalecendo áreas protegidas e Sítios Ramsar para a conservação de espécies migratórias no Brasil. |
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Tarde |
11:00-12:00 |
Rotas que Conectam a Amazônia: Espécies Migratórias, Ciência e Gestão Territorial |
Além dos debates técnicos, o público poderá conferir o Cine Pantanal, com sessões de filmes socioambientais.
Sala Pintado (Cine Pantanal)
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Dia |
Horário |
Filme |
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24/03 |
12:00-13:00 |
Birdwatching – Apreciadores de Aves – Série de Docs |
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18:00-19:00 |
Cuidado Animais na Pista |
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25/03 |
12:00-13:00 |
Onças |
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Migração do peixe dourada |
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18:00-19:00 |
Um Rio Desbocado |
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26/03 |
12:00-13:00 |
Fogo Pantanal Fogo |
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Pantanal: Paraíso restaurável-assoreamento |
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18:00-19:00 |
Birdwatching – Apreciadores de Aves – Série de Docs |
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27/03 |
12:00-13:00 |
Mulheres da Fronteira |
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18:00-19:00 |
Minha mãe é uma vaca |
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Caramujo flor |
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28/03 |
09:30-10:15 |
Cine Labareda |
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10:30-11:15 |
Sala Verde EducaPantanal Itinerante – Cine Ecofalante – Água e Gênero |
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14:00-14:45 |
Cine Labareda |
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15:00-15:45 |
Sala Verde EducaPantanal Itinerante – Cine Ecofalante – Água e Gênero |
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29/03 |
10:00-12:00 |
Minha mãe é uma vaca |
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Um Rio Desbocado |
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15:00-16:00 |
Caramujo flor |
*programação sujeita a alterações
Fim de Semana (28 a 29 de março)
De 28 a 29 de março, a programação também é voltada para o público infantojuvenil.
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Dia |
Horário |
Atividade |
Local |
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28/03 |
09:30-10:15 |
Oficina “A Turma do Labareda: falando sobre incêndios florestais” (Cine Labareda 15min; Atividades lúdicas com materiais educativos (30min) |
Sala Pintado |
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10:30-11:15 |
Sala Verde EducaPantanal Itinerante – Cine Ecofalante – Água e Gênero |
Sala Pintado |
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14:00-14:45 |
Oficina “A Turma do Labareda: falando sobre incêndios florestais” (Cine Labareda 15min; Atividades lúdicas com materiais educativos (30min) |
Sala Pintado |
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15:00-15:45 |
Sala Verde EducaPantanal Itinerante – Cine Ecofalante – Cuidar das águas |
Sala Pintado |
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16:30-17:15 |
Oficina “A Turma do Labareda: falando sobre incêndios florestais” (Cine Labareda 15min; Atividades lúdicas com materiais educativos (30min) |
Sala Pintado |
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16:00-18:00 |
Abraçando o Jorge. Tarde educativa com Instituto Tamanduá |
Varandas (espaço aberto) |
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9:00-19:00 |
Exposição do Samuvet de resgate de animais em incêndios florestais com a participação do Grupo de Resgate e do Prevfogo MS |
Gramado (espaço aberto) |
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29/03 |
10:00-11:30 |
Oficina “As Aves voam mais com a educação” (Palestra rápida sobre as araras, 15 min); Atividade dos sentidos (20 min); Atividade de pintura do manduví (15 min); Atividade de perguntas e respostas sobre as araras (20 min); Contação de história (15 min), Musicalização (5 min) |
Sala Tuiuiú |
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14:00-15:30 |
Oficina “As Aves voam mais com a educação” (Palestra rápida sobre as araras, 15 min); Atividade dos sentidos (20 min); Atividade de pintura do manduví (15 min); Atividade de perguntas e respostas sobre as araras (20 min); Contação de história (15 min), Musicalização (5 min) |
Sala Tuiuiú |
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16:00-18:00 |
Abraçando o Jorge. Tarde educativa com Instituto Tamanduá |
Varandas (espaço aberto) |
*programação sujeita a alterações
Diariamente, das 9h às 19h, o gramado do Parque das Nações Indígenas recebe a exposição do Samuvet sobre resgate de animais em incêndios florestais, com a participação do Grupo de Resgate e do Prevfogo/MS.
Sobre a CMS e a COP15
A CMS é um tratado ambiental das Nações Unidas, em vigor desde 1979, que promove a conservação de espécies migratórias, seus habitats e rotas em escala global.
A Conferência das Partes (COP) é a principal instância decisória da CMS, em que 132 países e a União Europeia se reúnem para definir as prioridades e o orçamento para tratar da conservação das espécies migratórias. O encontro ocorre a cada três anos.
Em vigor desde 1979, a CMS reúne governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais, sociedade civil e especialistas em vida silvestre para enfrentar desafios relacionados à conservação da fauna migratória em escala global. Ao todo, são 1.189 espécies, distribuídas entre 962 aves, 94 mamíferos terrestres, 64 mamíferos aquáticos, 58 espécies de peixes, 10 répteis e 1 inseto.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Agro News
Pós-colheita de grãos se torna nova fronteira de competitividade no agronegócio brasileiro, aponta MOTOMCO
Publicado
6 de julho de 2026, 18:00
O agronegócio brasileiro consolidou, nas últimas décadas, uma forte revolução tecnológica dentro da porteira. Agora, um novo ciclo de inovação começa a ganhar protagonismo: o pós-colheita. Etapas como secagem, armazenagem e controle de qualidade dos grãos vêm se tornando determinantes para a rentabilidade das safras, em um cenário de margens mais apertadas e maior exigência dos mercados.
Dados da MOTOMCO, empresa especializada em tecnologias de monitoramento de umidade e qualidade de grãos, mostram que cerca de 58,3% dos descontos aplicados na recepção da soja estão ligados ao excesso de umidade, um fator que pode ser controlado com gestão e tecnologia ainda na propriedade.
Umidade dos grãos é principal fator de desconto na soja
O levantamento evidencia que o controle inadequado da umidade segue como um dos principais gargalos econômicos na comercialização de grãos no Brasil.
Na Região Sul, 63,5% das cargas de soja chegam às unidades armazenadoras com umidade entre 12% e 15%, faixa próxima ao padrão de referência de 14%. Já no Centro-Oeste, onde a colheita coincide frequentemente com períodos chuvosos, 48,3% das cargas ultrapassam 17,8% de umidade, exigindo secagem adicional e aumentando os descontos na classificação.
Em situações de adversidade climática, os impactos podem ser ainda mais severos. Embora o avanço tecnológico das colhedoras tenha reduzido impurezas, os índices de grãos avariados ainda podem ultrapassar 30% da carga em algumas regiões, ampliando perdas financeiras.
Na prática, o excesso de água é descontado diretamente do peso líquido entregue pelo produtor, reduzindo a remuneração final da produção.
Falta de monitoramento ainda gera perdas silenciosas no campo
Segundo especialistas, muitos produtores ainda não têm visibilidade completa das perdas associadas ao pós-colheita.
Sem sistemas de monitoramento adequados, decisões sobre colheita, secagem e armazenagem continuam sendo tomadas com base em observação visual ou experiência acumulada, sem dados precisos sobre a qualidade real dos grãos.
Para o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal entrave à adoção de tecnologias no pós-colheita já não é financeiro, mas cultural.
“Em muitos casos, a resistência está relacionada ao modelo de gestão. Empresas e propriedades mais tradicionais tendem a adotar novas tecnologias de forma mais lenta”, afirma.
Nova geração de produtores acelera transformação no pós-colheita
Nas novas fronteiras agrícolas, como o MATOPIBA, o cenário é diferente. Produtores mais jovens e conectados já nasceram em um ambiente de gestão digital, com uso intensivo de dados e integração de sistemas.
“Esses produtores entendem que pequenas perdas durante a secagem, armazenagem e movimentação dos grãos podem representar impactos financeiros significativos ao final da safra”, explica Smolareck.
A mudança de mentalidade também avança entre propriedades tradicionais, impulsionada pela necessidade de maior eficiência econômica. O foco deixa de ser apenas produtividade e passa a incluir indicadores de rentabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva.
Caso real mostra ganhos com tecnologia no pós-colheita
O produtor rural Marcos Marques, de Rondon do Pará (PA), que cultiva cerca de 1.300 hectares de soja, milho, sorgo e gergelim, relata que a mudança na gestão do pós-colheita transformou sua percepção sobre perdas na atividade.
Há quatro anos, ele investiu em armazenagem própria e sistemas de monitoramento de umidade e temperatura, passando a ter maior controle sobre a qualidade dos grãos dentro da fazenda.
“Depois que eu comprei o silo e coloquei mais tecnologia voltada pro pós-colheita na fazenda, pude perceber o tanto que eu perdia lá para trás. Não dá nem para mensurar o tamanho do ganho, mas a diferença é muito grande”, afirma.
Segundo o produtor, a principal vantagem foi a maior segurança nas negociações e o controle sobre as informações da carga.
“Já tivemos situações em que a carga chegou ao porto e os números não batiam. Como temos equipamentos aferidos e laudos próprios, conseguimos comprovar a qualidade do produto. Isso traz muito mais segurança para negociar.”
Exigências do mercado ampliam importância do pós-colheita
A crescente exigência dos mercados consumidores também impulsiona a adoção de tecnologias no pós-colheita. A rastreabilidade e a preservação de atributos industriais dos grãos tornaram-se fatores estratégicos na comercialização.
Na soja, o foco está na manutenção de teores de proteína e óleo. No milho e no sorgo, o amido é essencial para alimentação animal e produção de etanol. No trigo, a qualidade da farinha depende diretamente das características tecnológicas do grão. Já na cevada, falhas na secagem podem comprometer o poder germinativo, reduzindo o valor de mercado.
Tecnologia e dados redefinem a armazenagem de grãos no Brasil
O avanço de soluções como sensores conectados, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e plataformas integradas de monitoramento vem transformando a gestão pós-colheita em toda a cadeia produtiva.
De acordo com Smolareck, essa evolução já é visível na estrutura das unidades armazenadoras.
“O que antes era uma simples sala de classificação hoje muitas vezes funciona como um laboratório de qualidade, com sistemas automatizados e análise de dados em tempo real”, destaca.
Ele reforça que o movimento segue trajetória semelhante à da agricultura de precisão dentro da lavoura.
“Há alguns anos, muitos questionavam o uso de GPS e sensores no campo. Hoje isso é rotina. No pós-colheita, estamos vendo a mesma transformação, mas agora a disputa acontece depois que o grão sai do campo”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Para debatedores, combate à evasão no ensino federal passa pela alimentação
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