O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) recebeu, na tarde desta segunda-feira (28.7), novos equipamentos da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazônia (CGFRON), com o intuito de intensificar as ações de combate aos crimes ambientais no Estado. A doação, que inclui 40 sopradores, tem como foco principal reforçar a atuação dos bombeiros no enfrentamento aos incêndios florestais.
A CGFRON é vinculada à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), pertencente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A iniciativa integra as ações estratégicas do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano AMAS) destinado ao desenvolvimento de ações de segurança pública nos Estados que compõem a Amazônia Legal. Entre elas, a Operação Protetor dos Biomas, voltada ao combate de crimes ambientais, como o desmatamento ilegal, a extração irregular de madeira e os incêndios florestais.
A solenidade de entrega foi realizada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá, e presidida pelo comandante-geral do CBMMT em substituição legal, coronel BM Rony Robson Cruz Barros. O evento contou ainda com a presença da coordenadora de Gestão e Apoio Administrativo da CGFRON, Janete Aparecida Roque de Almeida, que realizou a entrega, além de coronéis da corporação.
A entrega dos equipamentos ocorre em razão da parceria formalizada com a corporação, que tem se destacado no país pelas ações de combate aos incêndios florestais e proteção ambiental.
“A importância desses equipamentos e dessas entregas está relacionada à Operação Protetor dos Biomas, cuja relevância todos nós conhecemos. Temos observado que Mato Grosso tem se destacado como um verdadeiro case de sucesso. Esse trabalho tem repercutido em todo o Brasil e vocês são reconhecidos nacionalmente pelo serviço de excelência que vêm prestando”, afirmou.
Ela destacou ainda que essa é apenas a primeira etapa de repasses ao CBMMT. Está previsto, para os próximos meses, o envio de outros equipamentos voltados à proteção ambiental. “Em meados de setembro, chegarão também quatro kits para pick-ups. E tudo isso acontece porque vocês tem sido referência. Então, não foi em vão que o Estado de Mato Grosso celebrou essa parceria”, acrescentou.
Ao agradecer o repasse dos equipamentos, o coronel Rony Robson Cruz Barros ressaltou a importância da integração entre os entes federais e estaduais no enfrentamento aos crimes ambientais e no fortalecimento das políticas de preservação em todo o país.
“Esses equipamentos chegam para somar, de forma significativa, à nossa estrutura operacional, especialmente neste período em que enfrentamos o início de uma alta demanda de ocorrências relacionadas aos incêndios florestais. Sabemos que proteger o meio ambiente é uma missão desafiadora e contínua, que exige preparo técnico, comprometimento e, acima de tudo, recursos adequados”, afirmou o comandante-geral em exercício.
Além disso, o coronel Rony afirmou que os equipamentos serão incorporados de forma imediata às estratégias operacionais da corporação, especialmente durante o período de estiagem, quando as condições climáticas favorecem a propagação do fogo. Somente neste ano, o Governo de Mato Grosso está investindo R$ 125 milhões em ações voltadas ao combate do desmatamento ilegal e à prevenção e controle de incêndios florestais.
Já no no âmbito do Corpo de Bombeiro está em execução o Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF), que contempla medidas de prevenção, contratação de brigadistas, ampliação da estrutura da corporação, uso de maquinário pesado, firmamento de parcerias, entre outras ações estratégicas.
“Com esses novos sopradores, nossas equipes ganham mais eficiência, segurança e condições de trabalho para atuar com excelência na proteção da vida, do patrimônio e dos biomas mato-grossenses. O Governo de Mato Grosso, por meio do Corpo de Bombeiros Militar, não está apenas fortalecendo a resposta. Novas estratégias estão sendo implementadas para ampliar a prevenção e a conscientização ambiental em todo o estado”, finalizou o coronel Rony Robson.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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