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Cotton Day 2026 em Santos debate logística e competitividade do algodão brasileiro diante de recordes de exportação

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O município de Santos (SP) será palco, no dia 23 de junho de 2026, do Cotton Day 2026, encontro que reunirá produtores, exportadores, tradings, operadores portuários, autoridades e representantes da cadeia do algodão. O foco central será o fortalecimento da logística e da competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.

O evento acontece em um cenário de expansão das exportações e de maior pressão sobre a infraestrutura logística, com o Brasil consolidando sua posição entre os principais fornecedores globais da fibra.

Exportações recordes e cenário global sustentam protagonismo do Brasil

O setor chega ao encontro com números expressivos. Em maio, as exportações brasileiras de algodão alcançaram um recorde histórico para o mês, com mais de 291 mil toneladas embarcadas. No acumulado da safra, o volume já ultrapassa 3,1 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam um cenário de estoques globais mais apertados, o que tende a sustentar a demanda internacional pela fibra brasileira.

Esse contexto reforça a importância estratégica do Brasil como fornecedor confiável para a indústria têxtil global, mas também amplia os desafios logísticos para manter o ritmo de crescimento.

Logística e infraestrutura entram no centro do debate do setor

Com o avanço das exportações, temas como capacidade portuária, disponibilidade de contêineres, eficiência operacional, integração entre órgãos reguladores e previsibilidade de embarques passam a ser determinantes para a competitividade.

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A discussão no Cotton Day 2026 busca justamente alinhar os diferentes elos da cadeia para reduzir gargalos e aprimorar o fluxo de exportação.

A realização do evento na cidade de Santos reforça essa prioridade, já que o Porto de Santos concentra cerca de 95% do volume exportado de algodão brasileiro, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA).

Santos consolida papel estratégico nas exportações de algodão

O Porto de Santos se mantém como principal corredor logístico da fibra brasileira para o mercado internacional. A concentração do escoamento nesse terminal evidencia sua importância para a competitividade do setor.

À medida que o Brasil amplia sua participação no comércio global, a eficiência logística passa a ser um fator decisivo para sustentar o crescimento das exportações e garantir previsibilidade aos compradores internacionais.

Integração entre setores é apontada como chave para competitividade

Para o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, o evento fortalece o diálogo entre os agentes da cadeia exportadora.

“O algodão brasileiro alcançou uma posição de destaque no mercado global graças ao trabalho integrado de produtores, exportadores e parceiros institucionais. O Cotton Day cria um ambiente de diálogo fundamental para identificarmos gargalos e construirmos soluções que aumentem a eficiência e a competitividade”, afirmou.

Desafios logísticos e expansão das exportações

O presidente da Anea, Dawid Wajs, destaca que a infraestrutura precisa acompanhar o ritmo de crescimento do setor.

“O Brasil conquistou espaço relevante entre os maiores exportadores mundiais de algodão e continua ampliando sua presença nos mercados compradores. Para manter essa trajetória, é indispensável que a infraestrutura logística acompanhe esse crescimento”, disse.

Programas de eficiência e sustentabilidade ganham destaque

A programação do evento também inclui um painel sobre conjuntura de mercado e perspectivas para o algodão brasileiro, com foco em iniciativas como o Cotton Brazil e o programa de certificação socioambiental ABR-LOG, que acompanha indicadores operacionais e busca aumentar a eficiência logística.

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Segundo o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, o momento exige integração entre produção e logística.

“Em um cenário de demanda aquecida, a competitividade do Brasil dependerá cada vez mais da capacidade de entregar volume, qualidade e previsibilidade aos clientes”, destacou.

Cotton Day 2026 reforça integração da cadeia do algodão

Além dos debates técnicos, o evento também pretende ampliar o networking entre os participantes e fortalecer a integração entre os setores produtivo, comercial e logístico.

O Cotton Day 2026 reforça, assim, o papel estratégico do algodão brasileiro no comércio global e destaca a importância da eficiência logística como fator-chave para sustentar o crescimento das exportações nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil projeta processamento recorde de 63 milhões de toneladas

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O setor industrial de soja brasileiro elevou suas expectativas para a temporada de 2026. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou para cima suas projeções e estima agora o processamento de 63 milhões de toneladas de soja no País. O volume representa uma expansão de 0,8% em relação à estimativa anterior, sinalizando um movimento estratégico das indústrias em direção à maior agregação de valor ao produto antes do embarque ao mercado externo.

Com o novo ritmo de esmagamento, a produção nacional de derivados deve atingir patamares robustos: a expectativa é de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja. O desempenho industrial mantém-se aquecido, como demonstram os dados operacionais de abril, quando o esmagamento somou 5,09 milhões de toneladas — um avanço de 6,7% na comparação com igual período de 2025. No acumulado do primeiro quadrimestre, o processamento alcançou 18,124 milhões de toneladas, um incremento de 10,1% frente ao ano passado, indicando que a capacidade instalada das plantas nacionais opera sob demanda crescente.

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Apesar da intensificação do processamento interno, o Brasil mantém sua posição de força no comércio global. As exportações de soja em grão seguem projetadas em 114,1 milhões de toneladas. O cenário para os derivados também é de alta: os embarques de farelo devem chegar a 24,95 milhões de toneladas, enquanto a exportação de óleo de soja tem projeção de 1,65 milhão de toneladas, um crescimento de 3,1% em relação ao levantamento anterior da entidade.

Para sustentar a demanda combinada da indústria e do mercado internacional, a produção brasileira de soja está estimada em 180,25 milhões de toneladas, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para assegurar o equilíbrio do balanço de oferta e demanda, a entidade prevê ainda a importação de 900 mil toneladas do grão e de 125 mil toneladas de óleo de soja ao longo do ano.

Fonte: Pensar Agro

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