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Crédito atinge R$ 298,6 bilhões e agro cobra mais previsibilidade e recursos

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O desembolso do crédito rural no âmbito do Plano Safra 2024/25 já soma R$ 298,6 bilhões entre julho de 2024 e abril de 2025, segundo dados preliminares divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O montante corresponde a aproximadamente 61,5% dos R$ 400,6 bilhões programados para toda a safra. Embora robusto, o volume representa cerca de 80% do concedido no mesmo intervalo da temporada anterior.

Os dados, extraídos do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB) em 7 de maio, ainda são provisórios. O Mapa reforça que os números finais só serão conhecidos 35 dias após o encerramento do mês de referência.

Do total já contratado, 51% têm origem em fontes controladas — linhas com juros mais baixos que os praticados pelo mercado, como a Poupança Rural Equalizada e os Recursos Livres Equalizados. Ambas apresentaram crescimento expressivo em relação à safra passada: 20% e 171%, respectivamente. Os valores liberados chegam a R$ 21,8 bilhões e R$ 31,6 bilhões.

Já a Poupança Rural Livre — linha com taxa de mercado — cresceu 124% no período, com R$ 26 bilhões liberados. Isso indica, segundo analistas, uma maior procura por crédito mesmo fora das linhas subsidiadas, o que pode estar ligado à escassez de recursos equalizados e à urgência de produtores que não podem aguardar indefinições.

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Os financiamentos para o setor agropecuário foram divididos da seguinte forma:

  • Custeio: R$ 142,7 bilhões

  • Investimento: R$ 52,2 bilhões

  • Comercialização: R$ 35,5 bilhões

  • Industrialização: R$ 15,9 bilhões

O Mapa avalia que a totalidade dos recursos voltados a investimento deve ser aplicada até o fim de junho, prazo que encerra o atual ciclo agrícola.

Entre os programas de crédito, o Prodecoop apresenta maior saldo remanescente, com 61% ainda disponíveis. Já o Pronamp, voltado a médios produtores, tem apenas 14% restantes.

Apesar do volume contratado, entidades do setor consideram o montante ainda insuficiente diante das necessidades do campo. A Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) defende que o Plano Safra 2025/26 chegue a R$ 600 bilhões, quase 50% acima dos R$ 400 bilhões atuais. O argumento é que a agropecuária brasileira demanda, ao todo, cerca de R$ 1,35 trilhão por ano para atender à expansão e à adoção de novas tecnologias.

Outro ponto crítico levantado pelas lideranças do setor é a falta de previsibilidade. O anúncio tardio do Plano Safra atrapalha o planejamento das safras. Para resolver isso, há uma campanha para que o plano passe a ter validade de cinco a dez anos, em vez de ser renovado anualmente.

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A Faesp também solicita ao governo federal R$ 4 bilhões adicionais para a equalização de juros. O argumento é que a taxa Selic, atualmente em 14,75% — o maior nível em quase duas décadas —, dificulta financiamentos de longo prazo, especialmente para compra de máquinas e implementos. Com juros altos, o produtor acaba pagando duas vezes por uma máquina, por exemplo.

A infraestrutura de estocagem também preocupa. De acordo com a Conab, a capacidade nacional de armazenamento é de 210,1 milhões de toneladas, frente a uma safra estimada em 330 milhões. O déficit de armazéns prejudica o valor agregado da produção e expõe o produtor a oscilações de preços.

Fonte: Pensar Agro

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Nutrição Castrolanda combina tecnologia e precisão para impulsionar produtividade leiteira e eficiência no campo

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A evolução da pecuária leiteira da Castrolanda é resultado de uma combinação entre genética, manejo, tecnologia e, sobretudo, nutrição animal. Ao longo das últimas décadas, a cooperativa consolidou um sistema produtivo mais tecnificado, no qual a alimentação se tornou fator determinante para o aumento da produtividade por vaca e da eficiência do rebanho.

Com a modernização dos sistemas de produção — que migraram do modelo a pasto para estruturas semiconfinadas e confinadas —, a nutrição passou a responder por até 60% da matéria seca consumida por vacas de alta produção e por mais de 70% da produção de leite.

Evolução histórica da nutrição acompanha transformação da pecuária leiteira

Desde o início da década de 1950, a alimentação do rebanho leiteiro na Castrolanda era baseada principalmente em forragens de inverno e verão, complementadas por rações concentradas.

Com a inauguração da Fábrica de Rações em 1970, a produção ganhou escala e passou a atender também outras cadeias pecuárias, como suínos e aves, acompanhando o crescimento da agricultura regional.

De acordo com o Consultor de Negócios Leite da Castrolanda, Huibert Pieter Janssen, as primeiras formulações seguiam uma lógica simples, baseada no teor proteico e no tipo de sistema produtivo da época, com rações que variavam entre 15%, 18% e 23% de proteína, além de concentrados mais tecnificados para uso em propriedades rurais.

Expansão industrial e modernização das formulações nutricionais

Com o avanço da pecuária leiteira, a Castrolanda ampliou sua estrutura industrial. Em 1990, a fábrica matriz em Castro foi expandida. Em 2003, foi inaugurada a unidade de Piraí do Sul, em parceria com a Perdigão S/A. Já em 2009, a unidade matriz passou por nova ampliação.

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Atualmente, a Nutrição Castrolanda trabalha com um portfólio diversificado de rações com níveis de proteína que variam entre 16%, 18%, 20% e 23%, atendendo diferentes fases e sistemas de produção.

O portfólio também inclui suplementos energéticos, minerais, núcleos, concentrados e dietas específicas para vacas secas, pré-parto, novilhas e bezerras, além de aditivos voltados à saúde ruminal, imunidade e eficiência alimentar.

Uso de aditivos e nutrição de precisão melhora desempenho do rebanho

Segundo Huibert Janssen, a evolução das formulações incorporou tecnologias validadas por pesquisas científicas e instituições reconhecidas, incluindo aditivos como monensina sódica, leveduras, biotina, minerais orgânicos, gordura protegida, tamponantes e adsorventes de micotoxinas.

Esses componentes contribuem para melhor digestibilidade, saúde do rúmen, eficiência alimentar e desempenho reprodutivo, refletindo diretamente na qualidade e no teor de sólidos do leite produzido.

Na prática, uma nutrição equilibrada favorece maior imunidade, melhor desempenho reprodutivo e maior estabilidade produtiva ao longo do ciclo das vacas leiteiras.

Tecnologia industrial garante precisão e padronização das rações

Nas unidades industriais da Castrolanda, o processo de produção de ração é totalmente monitorado, desde o recebimento das matérias-primas até a expedição do produto final.

Segundo o coordenador de produção da fábrica matriz, Mahani Piacentini, cada carga passa por classificação, análise laboratorial e controle de qualidade antes da liberação, com tempo médio de avaliação de aproximadamente 30 minutos.

O processo é altamente automatizado, garantindo precisão na dosagem de microingredientes — em alguns casos, com variações mínimas de gramas — para assegurar fidelidade entre a formulação e o produto final entregue ao cooperado.

Controle de qualidade mede homogeneidade e eficiência da ração

Durante a produção, parâmetros técnicos como o Coeficiente de Variação (CV) são utilizados para avaliar a uniformidade da mistura, enquanto o Índice de Durabilidade do Pellet (PDI) mede a resistência física da ração.

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Esses indicadores são fundamentais para garantir que o animal consuma uma dieta equilibrada e com alta eficiência nutricional, reduzindo perdas e melhorando o aproveitamento dos nutrientes.

Além disso, o controle de qualidade inclui amostragem em todas as etapas do processo, certificação do Ministério da Agricultura e adoção de Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Linha exclusiva para bovinos leiteiros reforça segurança produtiva

Um dos diferenciais da Castrolanda é a segregação das linhas de produção. A fábrica mantém linhas exclusivas para bovinocultura leiteira, evitando contato com rações de outras espécies.

Essa separação garante maior segurança nutricional e reduz riscos de contaminação cruzada, fator considerado essencial para a eficiência do sistema produtivo.

Produção em escala e foco no cooperado fortalecem desempenho no campo

Em 2025, a Castrolanda produziu cerca de 70 mil toneladas de ração para bovinos, além de 95 mil toneladas de matérias-primas e 7,5 mil toneladas de suplementos minerais destinados à pecuária leiteira.

Segundo Mahani Piacentini, o principal objetivo da Nutrição Castrolanda é garantir qualidade, regularidade no fornecimento e suporte ao desempenho do cooperado no campo.

A ração é considerada um complemento estratégico às dietas formuladas nas propriedades, e sua eficiência impacta diretamente na conversão alimentar e na produtividade do rebanho.

“O foco é entregar um produto de qualidade, no prazo correto, para que o produtor mantenha sua dieta sem interrupções e alcance os melhores resultados”, destaca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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