O Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), unidade especializada da Secretaria de Estado de Saúde (SES), realiza um mutirão, de segunda (14.7) a sexta-feira (18.7), para conceder aparelhos auditivos bilaterais a 130 pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os beneficiários são moradores de todo o Estado. O mutirão atende, em sua maioria, adultos com mais de 40 anos e idosos com perda auditiva relacionada à idade (presbiacusia). A maior parte dos pacientes atendidos está usando o aparelho pela primeira vez.
“Em mutirões como esse, a nossa gestão trabalha com agilidade para dar mais qualidade de vida e dignidade às pessoas com perda auditiva. Podemos dizer que fazemos os pacientes terem mais acesso à comunicação e, assim, mudamos vidas para melhor”, declarou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Segundo a diretora do Cridac, Suely Souza, o atendimento consiste em entrevista detalhada com o fonoaudiólogo, para coletar informações sobre a história clínica do paciente, e exame de audiometria para avaliar sua capacidade auditiva. Em caso de necessidade, há a realização do molde para colocação da prótese.
“Depois, são feitos diversos testes e ajustes, e os aparelhos auditivos são entregues. São sete fonoaudiólogos atendendo simultaneamente para prestar um serviço eficiente a tantas pessoas neste mutirão”, destacou Suely.
De acordo com a fonoaudióloga Flávia Leme Rodrigues, que trabalha no Cridac desde 2004, todos os aparelhos auditivos distribuídos são importados, principalmente de marcas europeias, como dinamarquesas e suíças, e fornecidos gratuitamente pelo SUS.
“Há tamanhos diferentes de aparelhos, que dependem do grau da perda de audição dos pacientes. Então, é como óculos, uns mais grossos para quem enxerga menos. Temos aparelhos bem pequenininhos, aparelhos maiores para quem tem uma perda mais acentuada e aqueles que vão dentro da orelha, o intracanal, que se posiciona dentro do ouvido. Trabalhamos com uma série de produtos”, explicou.
Dependendo da perda auditiva, é entregue um aparelho específico. Os modelos com fio já são concedidos e adaptados na hora. No caso do dispositivo intracanal, é necessário fazer o molde, e o paciente retorna alguns dias depois para buscá-lo. O ajuste do aparelho é essencial, podendo ser feito gradualmente, programado no próprio dispositivo ou em retornos, conforme a necessidade.
“A gente quer chegar próximo a uma audição normal. Essa é a meta. Nem sempre conseguimos isso no primeiro dia, logo após colocar o aparelho, porque muitas vezes o paciente já está há muito tempo em privação auditiva, ouvindo quase nada. Então, se ativamos todos os sons de uma vez, às vezes ele não suporta”, acrescentou.
A durabilidade do aparelho é superior a cinco anos. Os cuidados incluem não molhá-lo e retirá-lo para dormir. Junto com o aparelho auditivo, o paciente recebe uma cartela de pilhas, um kit de limpeza e um desumidificador — recipiente no qual o aparelho é guardado à noite, para prolongar sua vida útil.
“A escuta do aparelho, o som que ele transmite, é igual ao som da nossa voz. Não é um som mecânico nem metálico, o que proporciona bastante conforto ao paciente”, afirmou a fonoaudióloga.
A autônoma Edilaine Guimarães, de 47 anos, moradora da zona rural de Santo Antônio de Leverger, conta que teve perda auditiva devido a um problema genético. Ela esteve no Cridac nesta segunda-feira (14) e elogiou o atendimento. “Tem mais de 30 anos que eu uso aparelho e já é a quarta vez que vou trocá-lo. Este ouvido aqui eu não ouço quase nada. É a minha salvação no dia a dia”, contou.
Os aposentados Durval dos Anjos Silva, de 68 anos, de Alta Floresta, e Elias Alves, de 71, de Cuiabá, também receberam novos aparelhos no mutirão. Durval disse que agora consegue ouvir até a respiração da fonoaudióloga. “Estou ouvindo bem”, afirmou.
A aposentada Florida Lydia Wagner, de 86 anos, moradora de Brasnorte, esteve com a filha e o genro no Cridac nesta terça-feira (15.7) e já saiu da unidade com seu primeiro aparelho auditivo. Ela foi orientada por uma fonoaudióloga e estava animada para conversar mais com seus sete filhos, 13 netos e dois bisnetos.
“Eu escutava, mas não entendia as conversas. Agora estou escutando bem. Meus filhos, seis moram todos lá em Brasnorte. Então, eles vêm muito passear lá em casa”, disse Florida.
Sobre o Cridac
O Cridac comemorou, no último domingo (13.7), 49 anos de atendimento especializado às pessoas com deficiência. O centro realiza atendimentos de alta complexidade e é referência no Estado no atendimento auditivo de crianças de 0 a 3 anos. De 2019 a 2024, o Cridac concedeu mais de 10 mil aparelhos auditivos.
O atendimento no Cridac é multidisciplinar, com fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais. A unidade conta com a parceria das prefeituras para organizar a logística de transporte de pacientes do interior e, se necessário, a estadia em Cuiabá.
A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (13.5), a Operação Engrenagem Sombria, para cumprimento de ordens judiciais com foco no enfrentamento ao tráfico de drogas, ao comércio ilegal de armas de fogo e a outras atividades realizadas por integrantes de uma facção criminosa no município de Mirassol D’Oeste e região.
Na operação, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de pedidos de afastamento de sigilo telefônico, expedidos pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 – Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigação instaurada no âmbito do Inquérito Policial conduzido pela Delegacia de Mirassol D’Oeste.
A investigação tem como foco uma estrutura criminosa com atuação em Mirassol D’Oeste, Curvelândia e no Distrito de Sonho Azul, tendo como alvo 16 pessoas apontadas como integrantes ou colaboradoras de uma rede voltada à manutenção do comércio de entorpecentes e ao fortalecimento da facção criminosa na região.
Os elementos apurados apontaram para os criminosos utilizavam residências urbanas e rurais como pontos de venda, guarda, distribuição das drogas.
As apurações iniciaram a partir de denúncias anônimas, informes de colaboradores e troca de informações com outras forças de segurança, especialmente o 17º Batalhão da Polícia Militar, e foram reforçadas por diligências de campo, vigilâncias discretas, monitoramento da movimentação de pessoas e levantamento de imóveis utilizados pelos investigados.
Os alvos identificados são apontados como peças fundamentais da estrutura criminosa, especialmente em funções ligadas à logística do tráfico, fornecimento de armas e veículos, armazenamento e distribuição de drogas. A investigação aponta, ainda, que alguns imóveis utilizados pelo grupo estão situados em áreas sensíveis, inclusive nas proximidades de unidade escolar.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gustavo Ataíde Fernandes dos Santos, as ordens judiciais e demais medidas cautelares buscam o aprofundamento das investigações e a interrupção da atividade ilícita. O objetivo é atingir a base que sustenta a criminalidade na região, impedindo a retomada dos índices de violência.
“A operação também busca apreender drogas, armas, documentos, aparelhos celulares e outros elementos probatórios capazes de consolidar a responsabilização dos envolvidos e ampliar a compreensão sobre o funcionamento da organização”, disse o delegado.
A Operação Engrenagem Sombria integra a Operação Pharus. Em 2026, a Polícia Civil iniciou ações do planejamento estratégico no âmbito da Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.
O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.
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