Política Nacional

CSP aprova campanhas contra assédio sexual no transporte público

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A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (1º) projeto que inclui o transporte público coletivo de passageiros no Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e demais Crimes contra a Dignidade Sexual e à Violência Sexual. O PL 3.341/2025, da ex-senadora Augusta Brito (PT-CE), recebeu parecer favorável do relator, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e segue para análise da Comissão de Direitos Humanos (CDH).

A proposta determina a divulgação de campanhas educativas contra o assédio sexual dentro dos veículos, nos terminais e nas estações. Essas campanhas deverão informar quais condutas caracterizam assédio sexual e outros crimes contra a dignidade sexual, além de indicar os canais de denúncia disponíveis. O objetivo é orientar passageiros, reduzir a subnotificação e facilitar a reação das vítimas e testemunhas.

O texto também prevê a capacitação de motoristas, cobradores e demais profissionais que atuam no transporte público. Esses trabalhadores deverão ser preparados para prevenir situações de violência sexual, identificar casos de assédio e acolher vítimas. O projeto ainda estende a esses profissionais o dever de notificar os casos e colaborar com os procedimentos administrativos de encaminhamento das denúncias.

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Câmeras

Outro ponto previsto é a possibilidade de o poder público exigir, nos contratos de transporte coletivo, a instalação de câmeras e outros equipamentos de segurança. Essa obrigação dependerá de regulamentação, mas poderá ser usada como instrumento para reforçar a prevenção, a apuração dos casos e a proteção dos passageiros.

Na justificativa, a autora afirma que o aumento da participação das mulheres na sociedade brasileira, especialmente no mercado de trabalho, ainda convive com um obstáculo persistente: o assédio sexual no transporte público. O projeto cita a pesquisa “Visível e Invisível: A Vitimização de Mulheres no Brasil – 5ª edição – 2025”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, segundo a qual 15% das brasileiras foram assediadas fisicamente em ônibus ou metrô nos 12 meses anteriores. 

Relator, Flávio Bolsonaro afirma que o assédio sexual no transporte coletivo é um problema antigo e que ainda não recebeu tratamento uniforme e adequado na legislação. Para ele, iniciativas como vagões ou linhas exclusivas para mulheres podem ser bem-intencionadas, mas não enfrentam o centro do problema, sendo preciso aprimorar os instrumentos de apuração, fortalecer os canais de denúncia e capacitar profissionais para identificar rapidamente esse tipo de violência e acolher as vítimas.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Incentivo à adaptação de navios para biodiesel e etanol passa na CAE

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Navios-tanque e embarcações de apoio marítimo projetados ou adaptados para usar biodiesel, etanol ou misturas desses combustíveis poderão contar com incentivo fiscal para estimular a renovação da frota. Projeto nesse sentido foi aprovado nesta terça-feira (1º) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e poderá alcançar embarcações novas e aquelas que passem por adaptações.

O benefício está previsto no Projeto de Lei (PL) 1.402/2026, do ex-senador Fernando Farias (MDB-AL), que recebeu relatório favorável do senador Fernando Dueire (PSD-PE). O texto altera a Lei 14.871, de 2024 para conceder a condição de “depreciação acelerada” a essas embarcações. A matéria agora segue para decisão terminativa na Comissão de Infraestrutura (CI).

Benefício fiscal

A condição de “depreciação acelerada” permite antecipar a contabilização da perda de valor de um bem e, com isso, reduzir a base de cálculo de tributos. Pela emenda apresentada pelo relator, no caso de embarcações novas, o benefício será calculado sobre o valor de aquisição. Para aquelas posteriormente adaptadas, será considerado o custo da adaptação, que deverá ser comprovado conforme regulamentação.

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O benefício terá duração de cinco anos e a renúncia de receita deverá ser considerada na estimativa de receita do Orçamento, sem afetar as metas de resultado fiscal. O Ministério de Portos e Aeroportos ficará responsável pelo acompanhamento da medida e deverá publicar, pelo menos a cada três meses, informações sobre a execução e o cumprimento das metas.

Embarcações

O relatório estima que o incentivo poderá alcançar de oito a 25 empresas e de 29 a 86 embarcações ao longo dos cinco anos. O cálculo considera um universo potencial de cerca de 570 embarcações. Entre as metas estabelecidas estão a entrega ou adaptação de 30 a 80 embarcações e a redução acumulada de mais de 250 mil toneladas de gases de efeito estufa no período.

De acordo com Dueire, a proposta poderá contribuir para reduzir as emissões do transporte marítimo, renovar a frota e estimular a indústria naval e a cadeia nacional de biocombustíveis.

Na justificativa, o ex-senador Fernando Farias argumenta que o biodiesel e o etanol permitem uma transição mais rápida do que alternativas que dependem de novos tipos de embarcações e de infraestrutura específica de abastecimento.

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Durante a análise, a senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) destacou possíveis reflexos do incentivo para outros setores da economia.

— Estamos falando de um projeto de lei que gera emprego e renda, além de oferecer oportunidades no setor agrícola em todo o país — enfatizou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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