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CST dos Zebuínos destaca avanços e necessidade de políticas públicas para alcançar pequenos produtores

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A 6ª reunião da Câmara Setorial Temática (CST) dos Zebuínos, realizada nesta segunda-feira (7), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), reforçou a importância do melhoramento genético do rebanho bovino e a necessidade de políticas públicas voltadas aos pequenos produtores rurais. O encontro ocorreu na Sala das Comissões Sarita Baracat e reuniu parlamentares, técnicos, produtores, representantes de entidades e lideranças do setor pecuário.

Criada a pedido do deputado Dr. João (MDB), a CST tem como presidente José Esteves Lacerda Filho e, como relator, o zootecnista Alexandre El Hage.

Na ocasião, o professor Saulo Luz e Silva, da Universidade de São Paulo (USP), ministrou palestra por videoconferência sobre o tema “Genética de precisão: como o melhoramento genético está transformando as carcaças e atendendo às exigências da indústria frigorífica”. Em sua apresentação, o especialista destacou que o rendimento e a qualidade da carne são características fortemente determinadas por fatores genéticos e passíveis de seleção.

Segundo ele, a ultrassonografia é atualmente a melhor tecnologia disponível para avaliação das características de carcaça em larga escala. O professor também ressaltou que a carne bovina é um alimento rico em nutrientes e essencial para uma dieta equilibrada, sendo consumida pela humanidade há mais de 2,6 milhões de anos.

O relator Alexandre El Hage reforçou a importância do trabalho coletivo e da disseminação de informações para impulsionar o setor. Conforme explicou, a pecuária passa por ciclos naturais, com redução de rebanho e aumento de preços, e a melhor forma de minimizar os impactos dessas oscilações é investir em genética, qualidade e tecnologia.

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“Nosso objetivo é levar conhecimento técnico ao pequeno, médio e grande produtor, garantindo maior eficiência e rentabilidade ao setor”, afirmou. El Hage também alertou que grande parte do rebanho mato-grossense ainda não apresenta alto padrão genético, o que representa um desafio para o avanço da produção.

Para Leôncio Pinheiro, membro da CST, é fundamental que os benefícios do melhoramento genético também cheguem às pequenas propriedades e à agricultura familiar. “O foco hoje é garantir que essa tecnologia esteja acessível a todos. Precisamos fortalecer a assistência técnica no estado, ampliando o número de profissionais capacitados para atender os pequenos criadores, e motivar o governo a investir nas condições técnicas necessárias para isso”, defendeu.

A diretora da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Ida Beatriz Machado, também enfatizou a importância de integrar todos os elos da cadeia produtiva e garantir que o pequeno produtor tenha acesso às inovações que contribuem para a qualidade do produto.

“É ele quem está na base da produção. Se o bezerro não tiver boa genética, será cada vez mais difícil atender às exigências do mercado. A Assembleia pode atuar como articuladora de políticas públicas junto a frigoríficos, bolsas de crédito e agências financeiras, para que o pequeno produtor tenha condições de competir e produzir com qualidade”, completou.

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Já o gerente executivo da Companhia Minerva Foods, José Rafael Carleto, destacou que a força da pecuária de Mato Grosso está na produtividade, sanidade animal e genética. O estado possui cerca de 33 milhões de cabeças de gado, sendo o Nelore responsável por 80% do rebanho. “Mato Grosso é responsável por 17% das exportações de carne bovina do Brasil e 42% da produção local é destinada ao mercado internacional. Se fosse um país, teria o sétimo maior rebanho do mundo”, afirmou.

No entanto, ele alertou que ainda há espaço para avanços, principalmente entre os pequenos produtores, dos quais 89% possuem menos de 500 animais. “Se levarmos tecnologia e políticas públicas a esse grupo, teremos mais produtividade sem aumentar o rebanho, o que significa carne de melhor qualidade e maior eficiência no campo”.

A reunião também contou com a participação de Juliano Ponce, diretor da Nelore Mato Grosso; Olímpio Rizzo, produtor rural; Rayanne Lage Cordeiro, supervisora de provas zootécnicas da Associação Brasileira de Criadores de Zebuínos (ABCZ); e Sonair Nogueira, gerente de compra de gado da JBS.

Fonte: ALMT – MT

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Processos sobre limites municipais iniciados na ALMT avançam para plebiscitos

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Dois processos de alteração de limites municipais conduzidos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) avançaram nesta quinta-feira (13), com a aprovação, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), dos plebiscitos que ouvirão eleitores de Primavera do Leste, Poxoréu, Cotriguaçu e Colniza.

A consulta ocorrerá em 25 de outubro, juntamente com o segundo turno das Eleições Gerais de 2026. Poderão participar os eleitores regularmente inscritos nos quatro municípios e aptos a votar nas Eleições Gerais de 2026.

A decisão do TRE-MT dá continuidade aos trabalhos iniciados na ALMT pela Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, que envolveram análise técnica, elaboração de Estudos de Viabilidade Municipal (EVM) e discussão das propostas. A convocação dos plebiscitos foi formalizada por meio de decretos legislativos publicados em 22 de julho.

Os resultados das consultas populares serão consolidados no âmbito da apuração das Eleições Gerais de 2026 e homologados pela Justiça Eleitoral. Caso as alterações territoriais sejam aprovadas, o processo retornará à Assembleia Legislativa, que deverá analisar projeto de lei para estabelecer os novos limites dos municípios envolvidos.

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Orientações – Em Primavera do Leste e Poxoréu, segundo o TRE-MT, a pergunta apresentada aos eleitores será: “Você é favorável ao desmembramento do Distrito de Nova Poxoréu do Município de Poxoréu e à sua incorporação ao Município de Primavera do Leste?”

Já em Cotriguaçu e Colniza, a pergunta será: “Você é favorável ao desmembramento das ‘Ilhas de Ocupação’ do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu do Município de Colniza e à sua incorporação ao Município de Cotriguaçu?”.

Em ambos os casos, o eleitor poderá votar “sim” ou “não”, sendo os números 1 e 2 definidos por sorteio em sessão do Tribunal. Votos em branco e nulos não serão computados no resultado final.

Assim como nas eleições, a participação é obrigatória para eleitores maiores de 18 e menores de 70 anos e facultativa para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.

Estudos de Viabilidade – Como parte do processo conduzido pela ALMT, foram elaborados os Estudos de Viabilidade Municipal referentes às duas propostas de alteração territorial. Os documentos analisam aspectos econômicos e fiscais, infraestrutura e prestação de serviços públicos, além de questões urbanísticas e sociais.

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Os estudos sobre o distrito de Nova Poxoréu e sobre as Ilhas de Ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu estão disponíveis para consulta no site da ALMT.

A realização dos plebiscitos segue as regras previstas na Lei Complementar nº 230/2026 e em normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fonte: ALMT – MT

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