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CTR do Algodão confirma calendário da safra 2026/2027 e considera economia estável com Selic mantida

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O Comitê Técnico Regional (CTR) do Algodão decidiu, por unanimidade, manter o calendário oficial de plantio e vazio sanitário para a safra 2026/2027 no Oeste e Sudoeste da Bahia. A decisão, anunciada em 28 de janeiro em Barreiras (BA), considerou o alinhamento com o cronograma da soja precoce e também o cenário macroeconômico, com os juros básicos do Banco Central do Brasil (BCB) mantidos em 15% ao ano.

Calendário de Safra Preservado

Durante a reunião, representantes da Abapa, Adab, Mapa, Aiba, Seagri e outras entidades do setor confirmaram as janelas de plantio da próxima safra. No Oeste da Bahia, o algodão irrigado poderá ser semeado de 21 de novembro a 10 de fevereiro, enquanto no Sudoeste a janela vai de 1º de novembro a 10 de fevereiro.

Foi aprovada a padronização dos municípios de Baianópolis e Campo Grande à mesma janela de vazio sanitário do Oeste da Bahia, de 20 de setembro a 20 de novembro, substituindo o período anterior de 10 de setembro a 10 de novembro. A soja precoce mantém a excepcionalidade iniciando em 25 de setembro e encerrando em 31 de dezembro.

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Base Técnica da Decisão

O CTR considerou estudos técnicos que comprovaram a eficácia do modelo de manejo fitossanitário, permitindo conciliar a produtividade com o controle de pragas, especialmente o bicudo-do-algodoeiro. O monitoramento da última safra mostrou que a antecipação das datas ajudou a retardar o surgimento da ferrugem asiática, sem comprometer o vazio sanitário.

A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, ressaltou a importância do avanço da irrigação no algodão, que contribui para mitigar riscos climáticos e manter altos índices de produtividade, além de agregar valor à produção e à economia regional.

Expansão do Algodão Irrigado

A área cultivada com algodão sob pivô central deve crescer de aproximadamente 140 mil hectares na safra 2024/2025 para 150 mil hectares em 2025/2026, consolidando o Oeste da Bahia como principal polo de cotonicultura irrigada do país. Na última safra, o sistema irrigado representou cerca de 34% da área total, enquanto o restante da produção foi cultivado em sequeiro.

Abapa Conecta e Fortalecimento da Defesa Fitossanitária

O projeto “Abapa Conecta” tem promovido a conscientização de produtores e o compartilhamento de informações sobre controle fitossanitário. Os núcleos produtivos foram reorganizados, passando de 18 para 7 núcleos, favorecendo o monitoramento de pragas, o intercâmbio de informações e o fortalecimento das ações de defesa fitossanitária.

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Desafios na Logística e Controle de Pragas

Entre os temas debatidos está o trânsito de algodão, gesso e calcário, que pode transportar sementes de algodão, favorecendo o surgimento de plantas voluntárias às margens de estradas e servindo de abrigo para o bicudo-do-algodoeiro. Para mitigar o risco, foram reforçadas ações educativas junto a produtores, transportadoras e órgãos de defesa agropecuária, incluindo articulação com estados vizinhos, como Pernambuco.

Cenário Econômico e Impactos para o Agronegócio

No âmbito macroeconômico, o Banco Central do Brasil manteve a Selic em 15% ao ano, com possibilidade de cortes graduais a partir de março de 2026, caso a inflação continue controlada. Essa decisão impacta diretamente o custo do crédito agrícola e os investimentos na produção de algodão, influenciando decisões de financiamento e investimentos tecnológicos nas lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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