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Cuiabá cede empate ao Atlético-GO e vê G4 da Série B se distanciar

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Em um confronto marcado por reviravoltas na Arena Pantanal, o Cuiabá ficou no empate em 2 a 2 com o Atlético-GO neste domingo, em partida válida pela 23ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O resultado impediu que a equipe mato-grossense encostasse no grupo dos quatro primeiros colocados, perdendo uma valiosa oportunidade de aproximação. Os gols do time da casa foram anotados por Bruno Alves e Alisson Safira, enquanto Dudu e Federico Martínez marcaram para os visitantes.

O jogo

A partida começou eletrizante, com o Atlético-GO abrindo o placar aos 13 minutos. Após lançamento de Jean Dias e cruzamento rasteiro de Guilherme Romão, Dudu apareceu para finalizar e colocar os visitantes em vantagem. A reação do Cuiabá foi quase imediata. Aos 18 minutos, em cobrança de escanteio de Matheusinho, Lucas Mineiro cabeceou, o goleiro Paulo Vítor defendeu, mas Bruno Alves estava atento no rebote para mandar a bola para as redes, empatando o jogo.

A intensidade se manteve na segunda etapa. Logo no primeiro minuto, o Cuiabá conseguiu a virada. Calebe lançou Matheusinho, que ajeitou para Alisson Safira finalizar com precisão, colocando o Dourado à frente. Apesar de ter o controle do jogo e pressionar em busca de ampliar, a equipe mandante não conseguiu converter suas chances. A persistência do Atlético-GO foi recompensada nos minutos finais. Aos 44, Lelê arriscou um chute de longa distância, Guilherme Nogueira espalmou, e Federico Martínez aproveitou o rebote para empatar, garantindo um ponto crucial para o Dragão.

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Implicações na Tabela e Próximos Desafios

Com o empate, o Cuiabá alcançou os 33 pontos, permanecendo na oitava posição da tabela, a três pontos do Criciúma, que atualmente fecha o G4. O Atlético-GO, por sua vez, soma 28 pontos e ocupa a 14ª colocação, mantendo uma distância confortável da zona de rebaixamento.

As duas equipes já têm seus próximos compromissos definidos pela 24ª rodada da Série B. O Cuiabá visitará a Ferroviária na Fonte Luminosa na próxima segunda-feira, 1º de setembro, às 21h30 (horário de Brasília). Já o Atlético-GO receberá o Amazonas neste domingo, às 16h, no Antônio Accioly.

Fonte: Esportes

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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular

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Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.

A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.

Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.

O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.

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Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.

Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.

Brazil's Taffarel and Alisson on November 28, 2022. (Photo by IMAGO / PA Images)

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O ídolo como treinador

Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.

Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.

Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.

Brazil's goalkeepers Alisson (L), Ederson (C) and Weverton (R) on January 29, 2022. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP via Getty Images)

Temporada difícil

A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.

Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.

O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.

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“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.

MORRISTOWN, NEW JERSEY - JUNE 04: Alisson #1of Brazil poses for a portrait during the official FIFA World Cup 2026 portrait session on June 04, 2026 in Morristown, New Jersey. (Photo by Sarah Stier - FIFA/FIFA via Getty Images)

Subindo no ranking

Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.

Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).

Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.

Fonte: Esportes

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