Cuiabá

Cuiabá vistoria mais 334 mil imóveis e registra queda nos casos de arboviroses

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou nesta quinta-feira (16) o Boletim Epidemiológico nº 13/2026, referente à 14ª Semana Epidemiológica do ano. Os dados indicam uma redução significativa nos casos de arboviroses na capital, consolidando um cenário mais favorável em comparação com 2025.

De acordo com o levantamento da Diretoria de Vigilância em Saúde, a dengue apresentou uma queda de 63,5% nas notificações em relação ao mesmo período do ano passado. A média semanal caiu de 124,4 casos em 2025 para 45,4 em 2026. Já a chikungunya registrou uma redução ainda mais acentuada, de 99,2%, com a média passando de 722,9 para apenas 5,9 casos semanais.

“A redução expressiva dos casos de dengue e chikungunya em Cuiabá é resultado de um trabalho contínuo e estratégico das nossas equipes de vigilância e atenção à saúde, aliado ao fortalecimento das ações de campo. Já ultrapassamos a marca de 334 mil imóveis vistoriados neste ano, o que demonstra o empenho da gestão no enfrentamento ao mosquito. No entanto, é fundamental reforçar que esse resultado também depende da colaboração da população. Cada cidadão tem um papel decisivo na eliminação de criadouros. Seguimos vigilantes, ampliando as ações de prevenção, assistência e vacinação para proteger a saúde dos cuiabanos”, destacou a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon.

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Nas últimas cinco semanas epidemiológicas, a tendência de queda tem se mantido. Somente na Semana Epidemiológica 14, foram registrados 20 novos casos de dengue e apenas um de chikungunya.

O balanço atualizado das arboviroses em Cuiabá aponta:

– Dengue: 636 casos notificados, sendo 226 confirmados, com incidência de 24,4 casos por 100 mil habitantes

– Chikungunya: 83 notificações, com 77 casos confirmados e incidência de 5,9

– Zika: 5 casos notificados, com 1 confirmação e incidência de 0,14

Em relação à gravidade, foi confirmado um óbito por dengue no município, enquanto outro segue em investigação. Não há registro de mortes por chikungunya ou zika neste ano.

As ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti seguem intensificadas pela Vigilância em Zoonoses. Em 2026, os números já demonstram a amplitude do trabalho realizado pelas equipes:

– 334.987 Imóveis vistoriados

– 38.362 Depósitos de água tratados

– 11.555 focos do mosquito eliminados mecanicamente

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate às arboviroses depende da participação ativa da população, principalmente na eliminação de recipientes que acumulam água parada.

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Outro destaque é a vacinação contra a dengue com o imunizante Qdenga, disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em esquema de duas doses.

A orientação das autoridades de saúde é que, ao apresentar sintomas como febre, dores no corpo ou manchas na pele, a população evite a automedicação e procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação adequada.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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