Ministério Público MT

Curso de drones reforça atuação do MPMT no combate ao crime

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Segurança e Inteligência (CSI) e em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), realizou, entre os dias 14 e 16 de julho, na sede das Promotorias de Justiça da Capital, o curso “Operação de Aeronave Remotamente Pilotada: Drone – Asa Rotativa”.O curso foi oferecido a dez alunos, servidores do MPMT que integram o CSI, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Caeco), o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) e o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira).“Esse curso é importante porque ele representa um marco no avanço dos meios investigatórios e de inteligência. Hoje nós não podemos abrir mão da tecnologia para desempenhar bem a atividade e fim do Ministério Público. E o curso foi realizado de forma integrada com todos os órgãos do Ministério Público que atuam com a inteligência ou com a investigação e com outros parceiros externos também, como Cira e Defaz. Então é o uso da tecnologia para dar apoio ao enfrentamento de organizações criminosas e apoiar também os esforços de inteligência, tanto em nível tático quanto estratégico”, destacou o coordenador do CSI do MPMT, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus.Durante os três dias de capacitação, foram abordados os seguintes temas: introdução aos conceitos, processo evolutivo dos drones, legislação nacional aplicada ao uso de drones, órgãos competentes e boas práticas de voo. Também foram apresentados os drones disponíveis no mercado e realizada prática de voo com asa rotativa, em modo manual.A capacitação faz parte das ações desenvolvidas pelo CSI voltadas à segurança institucional.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

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A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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