Agro News

Custo alto e preços baixos freiam expansão do trigo no Paraná em 2026

Publicado

Perspectiva estagnada para o trigo paranaense

O plantio de trigo no Paraná deve manter-se estável em 2026, sem expectativa de aumento de área. A avaliação é do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em seu Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (5).

De acordo com o levantamento, os preços mais baixos e o custo elevado de produção são os principais entraves para o avanço da cultura no estado.

Preço da saca cai e reduz margem do produtor

Os valores pagos ao produtor caíram 14% em relação ao início de 2025, segundo a pesquisa de preços do Deral.

Em janeiro, o preço médio da saca de 60 kg foi de R$ 62,19, o que representa uma necessidade de 56 sacas por hectare para cobrir os custos atuais — quase o mesmo nível da produtividade média estadual de 57 sacas por hectare registrada em 2025.

Mesmo regiões com tecnologia mais avançada enfrentam dificuldades para atingir resultados que garantam rentabilidade. Na Regional de Ponta Grossa, por exemplo, apenas três das últimas dez safras superaram a marca de 56 sacas por hectare.

Leia mais:  Expozebu começa amanhã e quer movimentar R$ 200 milhões em leilões
Concorrência com o milho limita expansão do trigo

Outro fator que limita o crescimento da área de trigo no Paraná é a forte presença da segunda safra de milho, especialmente nas regiões mais tradicionais.

O Deral estima que o plantio do cereal já alcançou 12% dos 2,84 milhões de hectares previstos para 2026, o que deve representar um novo recorde histórico de área.

Mesmo com o ritmo de plantio mais lento, devido ao alongamento do ciclo das culturas de verão, não há expectativa de redução significativa na área do milho que possa beneficiar o trigo.

Relação de preços desfavorável ao cereal de inverno

A diferença entre os preços do trigo e do milho também desestimula os produtores. Atualmente, o trigo está apenas 15% mais caro que o milho, quando o ideal seria uma diferença próxima de 80% para tornar o cultivo de inverno mais atrativo.

Mesmo o pico de preços do trigo nos últimos 12 meses — R$ 79,99 em junho de 2025 — não foi suficiente para alcançar esse nível de competitividade. Dessa forma, o cultivo tende a se concentrar em regiões menos favoráveis ao milho.

Leia mais:  Ucrânia revisa para baixo safra de trigo 2026, mas produção segue no maior nível desde 2022
Mercado abastecido e volatilidade cambial em foco

O cenário global e o aumento das importações também contribuem para a estabilidade dos preços.

Em 2025, os moinhos paranaenses importaram 879 mil toneladas de trigo em grão, o maior volume da série histórica, aproveitando a queda das cotações internacionais.

Esse volume somou-se à safra estadual de 2,8 milhões de toneladas, além da alta oferta da Argentina e da safra mundial recorde, o que garante conforto para os compradores e reduz pressões por alta de preços no curto prazo.

O Deral observa que a volatilidade cambial é um dos poucos fatores com potencial de alterar o quadro atual. Apesar da valorização do real, tensões geopolíticas podem rapidamente mudar o cenário, afetando a competitividade e as margens dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

Publicado

O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

Leia mais:  São Martinho encerra safra 2025/26 com moagem de 21,67 milhões de toneladas de cana e resultados dentro das projeções
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

Leia mais:  Fertilizante natural reforça lavouras de soja e promove sustentabilidade no campo

O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana