Cuiabá

Delineado pela primeira-dama Márcia Pinheiro, programa ‘O Cuiabaninho’ se torna lei na capital

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Voltado para crianças e adolescentes do sexo masculino, na faixa etária entre 6 e 12 anos, o projeto “O Cuiabaninho” tem como objetivo principal oferecer atividades esportivas, de lazer, arte e cultura. Idealizado pela gestão de Emanuel Pinheiro, o projeto agora se tornou lei municipal, conforme a publicação na edição da Gazeta Municipal desta segunda-feira (08), através da Lei Municipal nº 7.113 de 04 de julho de 2024. A iniciativa tem como principal articuladora a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, que sempre trabalhou pela replicação do modelo do programa Siminina, mas destinado a meninos, tendo a educação como alicerce e mediante atividades no contra-turno escolar.

“O Projeto ‘O Cuiabaninho’ visa tirar essas crianças e adolescentes do risco de vulnerabilidades. Nós, como poder público, devemos proporcionar e facilitar o acesso ao esporte, à cultura e ao lazer, mantendo-os ocupados no período em que não estão na escola”, disse o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

A primeira-dama Márcia Pinheiro destacou que se trata de mais um compromisso da gestão honrado. “Me debrucei ao longo de semanas para poder delinear um programa completo, preventivo, que possa atuar de forma pragmática, além de ser um instrumento que irá auxiliar na redução da evasão escolar”. Ela relembra ainda que o Siminina é um sucesso e atende a mais de 1,1 mil crianças e adolesentes com aulas de canto, ballet, fanfarra, inglês, artesanatos, entre outras atividades.

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A matrícula no projeto “O Cuiabaninho” deverá ser realizada, preferencialmente, no início do ano letivo, respeitando o número de vagas disponíveis.

É importante ressaltar que o público prioritário do projeto inclui crianças ou adolescentes em situação de isolamento, trabalho infantil, vivência de violência e/ou negligência, fora da escola ou com defasagem escolar superior a 2 anos, além daqueles em situação de acolhimento, em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto, egressos de medidas socioeducativas, em situação de abuso e/ou exploração caracterizados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em situação de rua, dentre outros.

“O Cuiabaninho” será distribuído por faixas etárias diferenciadas: para crianças de 6 a 9 anos, busca desenvolver atividades com as crianças, seus familiares e a comunidade, a fim de fortalecer vínculos e prevenir situações de exclusão social e de risco, especialmente violência doméstica e trabalho infantil.

Já para a faixa etária de 10 a 12 anos, o foco é a constituição de espaço de convivência, formação para a participação e cidadania, desenvolvimento do protagonismo e da autonomia, a partir dos interesses, demandas e potencialidades dessa faixa etária.

As exigências para a matrícula no programa serão regulamentadas pelo respectivo regimento interno e devem incluir, no mínimo, a apresentação dos seguintes documentos: certidão de nascimento da criança ou adolescente, número de Identificação Social (NIS), declaração de matrícula na escola, declaração de autorização dos pais ou responsáveis.

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A equipe do projeto “O Cuiabaninho” deverá realizar constantes avaliações dos participantes, promovendo os registros em livro próprio, conforme os termos do regimento interno.

O desligamento do participante do projeto “O Cuiabaninho” ocorrerá nos seguintes casos: solicitação dos pais ou responsáveis; mudança de domicílio da criança ou adolescente participante; quando o adolescente completar 13 anos de idade; registro de 15 faltas injustificadas ou por solicitação do Poder Judiciário, Ministério Público ou outro órgão competente.

“Assim como transformei em lei o uso dos uniformes nas escolas, esse projeto também exigirá da criança ou adolescente que se inscrever no ‘Cuiabaninho’ o uso do uniforme durante as atividades do projeto, composto por short verde, camiseta ou camisa verde clara com a logo do projeto e tênis. Essa é mais uma conquista e mais um compromisso firmado com a população cuiabana cumprido. Quero encerrar o meu mandato com projetos, ações e benfeitorias voltadas principalmente para as famílias de baixa renda. Aquelas que mais precisam e dependem do apoio do poder público. Esse é o nosso papel”, concluiu Pinheiro.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Projeto esportivo em Cuiabá aposta no futebol para transformar vidas de crianças

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O projeto Bom de Bola, Bom de Escola realizou, no início da noite desta sexta-feira, o lançamento das atividades no miniestádio do bairro Pedregal, em Cuiabá. O encontro reuniu alunos, familiares, professores e coordenadores para apresentar o funcionamento das aulas, os critérios de participação e a equipe responsável pelo acompanhamento de cerca de 600 alunos-atletas atendidos pelo programa, distribuídos em quatro polos da capital: Pedregal, Pedra 90, CPA IV e Três Barras, nesta sexta-feira (3).

Os treinamentos no Pedregal começam na próxima segunda-feira (6). A primeira semana será destinada à entrega de uniformes, organização das turmas, conferência de horários e dos tamanhos dos materiais esportivos. Durante o período de férias escolares, a coordenação informou que não haverá cobrança de frequência dos participantes que estiverem viajando ou impossibilitados de comparecer.

A comunicação com os alunos e responsáveis será feita exclusivamente por grupos de WhatsApp, onde serão repassadas informações sobre horários, eventuais alterações nas atividades e demais orientações do projeto.

Coordenador de projetos do Instituto Dourado e do Cuiabá Esporte Clube, Roney Schultze explicou que o projeto alia a prática esportiva à formação educacional e cidadã, tendo como principal objetivo promover inclusão social por meio do futebol.

“O futebol é uma importante ferramenta para alcançarmos objetivos sociais. Ele promove inclusão, integração e desenvolvimento, além de despertar o interesse das crianças. Nosso foco principal é formar cidadãos, sem deixar de oferecer oportunidades para que talentos sejam identificados e possam seguir carreira no esporte”, afirmou.

Segundo Schultze, o Instituto Dourado atua como braço social do Cuiabá Esporte Clube, sendo responsável pela gestão dos projetos sociais desenvolvidos em parceria com o clube.

Durante a reunião com pais e alunos, o coordenador também destacou que a permanência no projeto dependerá do comprometimento dos participantes tanto nos treinamentos quanto na escola. A frequência mínima exigida é de 75%, além da apresentação do boletim escolar e do acompanhamento da assiduidade nas aulas.

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“O talento é importante, mas a disciplina também. Vamos acompanhar a frequência escolar, o rendimento dos alunos e o comprometimento dentro do projeto. Queremos formar cidadãos e atletas responsáveis”, ressaltou.

Ele informou ainda que os participantes receberão uniforme completo, bolas e squeezes fornecidos por parceiros do projeto. Os materiais permanecerão com os alunos que cumprirem os critérios de participação e frequência estabelecidos.

Formação dentro e fora de campo

Professor do projeto, Yuri Melo explicou que a metodologia vai além do ensino dos fundamentos do futebol.

“O trabalho começa pelo desenvolvimento socioafetivo e motor dos alunos. Também acompanhamos o desempenho escolar, a frequência e o comportamento, sempre em parceria com as escolas e com as famílias. Nosso objetivo é formar cidadãos disciplinados. O desenvolvimento técnico acontece como consequência desse processo”, afirmou.

Segundo o professor, as categorias mais novas terão prioridade no desenvolvimento psicomotor, enquanto os alunos mais velhos passarão gradativamente pelo ensino dos fundamentos do futebol.

Também integrante da equipe técnica, o professor Odil Soares, ex-jogador profissional, destacou a importância da participação das famílias.

“Esperamos construir uma boa parceria entre professores, pais e alunos para contribuir na formação desses jovens. Nosso compromisso é oferecer o melhor trabalho possível durante todo o projeto”, disse.

O professor Moisés, formado em Educação Física, reforçou que o acompanhamento familiar será fundamental para a evolução dos participantes.

“Queremos que os pais acompanhem de perto o desenvolvimento dos filhos. Vamos trabalhar com dedicação, respeitando os sonhos de cada criança e incentivando seu crescimento dentro e fora do esporte”, afirmou.

Sonho de crescer no futebol

Entre os alunos, a expectativa para o início das atividades é grande. O estudante Pedro Henrique, que atua como zagueiro, afirmou que pretende aproveitar a oportunidade para buscar uma vaga nas categorias de base.

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“Meu sonho é entrar em um clube de base. Vou continuar estudando e treinando para isso”, disse.

O aluno Enzo Gabriel espera evoluir tecnicamente durante as aulas.

“Quero jogar bola e melhorar”, resumiu.

Já Davi Armando, de nove anos, acredita que o projeto poderá ajudá-lo a alcançar o sonho de atuar no futebol profissional.

“Quero crescer no futebol e um dia jogar na Europa. Acho que o projeto pode me ajudar porque tem professores bons e disciplina”, afirmou.

Expectativa das famílias

A servidora pública Edileide Vânia de Almeida Santos, mãe de um dos participantes, vê na iniciativa uma oportunidade de desenvolvimento para as crianças.

“A expectativa é muito grande. Esperamos que daqui saiam jovens com um futuro melhor e que o projeto ajude a desenvolver o potencial deles”, disse.

A diarista Ivonete Pereira de Lima, avó de um dos alunos, contou que incentiva o neto a participar de projetos esportivos.

“Ele sonha em ser jogador de futebol, e nós acreditamos que essas oportunidades podem abrir caminhos para o futuro dele”, afirmou.

Esporte como ferramenta de inclusão

Presente no lançamento, a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento social de crianças e adolescentes.

“O esporte ajuda a afastar crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade e incentiva a permanência na escola. O próprio nome do projeto reforça essa proposta: ser bom de bola, mas também ser bom de escola. Nosso objetivo é contribuir para a formação de cidadãos preparados para o futuro”, afirmou.

O lançamento no Pedregal foi o terceiro realizado pelo projeto. A programação será concluída neste sábado (4), às 9h, com o encontro de apresentação no polo do bairro Três Barras.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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