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Demanda enfraquecida derruba preços dos ovos ao menor nível do ano, aponta Cepea

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Os preços dos ovos registraram forte recuo em outubro, alcançando o menor patamar do ano em todas as praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Segundo levantamento da instituição, a desvalorização foi observada tanto para ovos brancos quanto para os vermelhos, com destaque para Bastos (SP), principal polo produtor do país.

Bastos registra médias mensais mais baixas desde novembro de 2024

Em Bastos, as médias mensais das duas categorias de ovos atingiram os menores valores desde novembro de 2024, em termos reais — considerando o deflacionamento pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de agosto de 2025. O cenário confirma a tendência de retração no mercado, que vem sendo observada desde setembro.

Oferta elevada e consumo fraco pressionam o mercado

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a queda nas cotações se acentuou na segunda quinzena de outubro. O principal motivo foi o aumento na disponibilidade de produto no mercado interno, combinado à demanda enfraquecida, comportamento comum para o período do ano.

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Segundo mês seguido de desvalorização

Este é o segundo mês consecutivo de retração nos preços dos ovos, evidenciando o desequilíbrio entre oferta e procura. O setor agora monitora o comportamento do consumo no início de novembro, período em que o mercado tradicionalmente apresenta leve recuperação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país

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Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.

Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.

Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.

Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.

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Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.

A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.

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Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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