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Dólar e Ibovespa iniciam semana de olho em indicadores econômicos e risco fiscal nos EUA

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O mercado financeiro começa a semana acompanhando uma série de indicadores econômicos e políticos, tanto no Brasil quanto no exterior. Nesta segunda-feira (29), o dólar opera próximo da estabilidade, após recuar 0,47% na última sexta-feira, sendo cotado a R$ 5,3381. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, abre às 10h, após encerrar a semana passada com leve alta de 0,10%, aos 145.447 pontos.

Desempenho recente do dólar e do Ibovespa

  • Dólar: acumulado da semana (+0,33%), no mês (-1,55%), no ano (-13,62%).
  • Ibovespa: acumulado da semana (-0,29%), no mês (+2,85%), no ano (+20,92%).

O cenário reflete a atenção do mercado a fatores internos, como indicadores de inflação e empregos, e externos, como risco fiscal nos EUA.

Indicadores econômicos do Brasil

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (29), mostrou ajustes nas projeções de inflação:

  • 2025: de 4,83% para 4,81%
  • 2026: de 4,29% para 4,28%
  • 2027: mantida em 3,90%
  • 2028: mantida em 3,70%

As expectativas para o PIB permanecem estáveis, com crescimento de 2,16% em 2025 e 1,80% em 2026. Já a taxa Selic deve seguir em 15% ao ano até o fim de 2025, recuando para 12,25% em 2026 e 10,50% em 2027.

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Outros indicadores a serem divulgados hoje incluem o Caged às 14h30, com dados sobre empregos formais em agosto, e o resultado do Governo Central às 17h.

Agenda política e institucional

No âmbito político e institucional, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de evento do Itaú às 9h. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, abre o Encontro Firmus 2025 às 10h e integra painel do Itaú às 11h.

As falas de ambos podem impactar o mercado, especialmente em relação à política fiscal e monetária.

Cenário nos Estados Unidos

Nos EUA, investidores monitoram o risco de shutdown do governo. Destaques da agenda:

  • 11h: vendas pendentes de moradia
  • 14h30: discurso de John Williams (Fed)
  • 19h: fala de Raphael Bostic (Fed)

As declarações de dirigentes do Federal Reserve podem influenciar expectativas sobre a política monetária e a trajetória dos juros no país, afetando também o dólar global.

Bolsas globais
  • Wall Street: alta na sexta-feira com alívio de investidores após dados de inflação dentro do esperado. S&P 500 (+0,59%), Nasdaq (+0,44%) e Dow Jones (+0,66%).
  • Europa: recuperação nos índices, puxada por setores financeiro, industrial e siderúrgico. DAX (+0,87%), CAC 40 (+0,97%) e FTSE 100 (+0,77%).
  • Ásia: queda generalizada após semana de valorização. Xangai (-0,65%), Hang Seng (-1,35%), Nikkei (-0,87%), Kospi (-2,45%) e Taiex (-1,70%). Sydney foi exceção, com alta de 0,17%.
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Perspectivas para o mercado

A volatilidade deve se manter nos próximos dias, influenciada por dados econômicos domésticos, discursos de autoridades e risco fiscal nos EUA. No Brasil, o foco está em inflação e emprego; nos EUA, o mercado acompanha possíveis impactos de um shutdown e sinais do Fed sobre juros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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