Agro News

Demanda interna impulsiona preços do milho, que seguem firmes no mercado brasileiro

Publicado

Mercado de milho mantém firmeza nos preços no Brasil

O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com preços estáveis a mais altos em diversas praças do país. Segundo a Safras Consultoria, os produtores continuam ofertando o cereal de forma limitada, aguardando cotações mais atrativas. Por outro lado, os consumidores intensificaram as compras, especialmente em São Paulo, para atender às necessidades imediatas de demanda.

Em outras regiões, o ritmo de negociações segue mais moderado. Analistas da Safras & Mercado destacam que o setor acompanha de perto fatores como o comportamento dos contratos futuros do milho, a volatilidade cambial e a paridade de exportação, que influenciam diretamente as cotações internas.

Clima e câmbio seguem no radar dos produtores

No mercado doméstico, o foco também está nas condições climáticas e na evolução das lavouras das novas safras. O cenário internacional, por sua vez, traz atenção redobrada para os dados de exportações semanais dos Estados Unidos e os indicadores econômicos do país, que podem afetar o dólar e, consequentemente, o preço do cereal no Brasil.

Leia mais:  Friboi é hexacampeã em carnes e bicampeã em churrasco no Top of Mind 2025
Cotações do milho sobem em diferentes regiões

A média nacional da saca de 60 kg de milho foi cotada a R$ 65,27 no dia 19 de novembro, registrando alta de 0,82% frente aos R$ 64,74 da semana anterior, segundo a Safras Consultoria.

Confira o desempenho nas principais praças:

  • Cascavel (PR): R$ 62,00 — preço estável.
  • Campinas (SP/CIF): R$ 71,00 — alta de 1,43% ante os R$ 70,00 da semana anterior.
  • Mogiana (SP): R$ 69,00 — avanço de 2,99% em relação aos R$ 67,00 da última semana.
  • Rondonópolis (MT): R$ 62,00 — sem variação.
  • Erechim (RS): R$ 71,00 — estável.
  • Uberlândia (MG): R$ 65,00 — alta de 1,65%, frente aos R$ 64,00 anteriores.
  • Rio Verde (GO): R$ 60,00 — sem alterações.

De modo geral, o cenário aponta para estabilidade com viés de alta, impulsionado pela retomada do consumo e pela cautela dos produtores em liberar novos lotes.

Exportações brasileiras de milho crescem em novembro

As exportações de milho do Brasil seguem em bom ritmo neste mês. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país registrou uma receita de US$ 585,97 milhões em 10 dias úteis de novembro, com uma média diária de US$ 58,6 milhões.

Leia mais:  Reforma Tributária no Agronegócio: desorganização fiscal pode pesar mais que aumento de impostos para o produtor rural

No total, foram embarcadas 2,676 milhões de toneladas, com uma média de 267,6 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada ficou em US$ 219,00.

Em comparação a novembro de 2024, houve alta de 13,4% no valor médio diário exportado, crescimento de 7,6% no volume embarcado e valorização de 5,4% no preço médio da tonelada.

Perspectiva de curto prazo

Com o aumento da procura interna e as exportações aquecidas, o mercado do milho deve continuar sustentando preços firmes nas próximas semanas. A expectativa dos analistas é que a combinação de clima favorável, dólar volátil e demanda aquecida mantenha o cereal valorizado no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Dólar segue pressionado por inflação, juros e tensões no Oriente Médio

Publicado

O mercado de câmbio continua atento a uma combinação de fatores que deve influenciar diretamente o comportamento do dólar nos próximos dias. Entre os principais vetores estão os rumos da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, a persistência das pressões inflacionárias e as incertezas envolvendo um possível acordo de paz no Oriente Médio.

De acordo com análises da StoneX, a moeda norte-americana tende a permanecer sensível às mudanças de percepção dos investidores, em um ambiente marcado por elevada volatilidade e constantes ajustes nas expectativas globais.

Oriente Médio mantém mercados em alerta

As oscilações nas notícias relacionadas ao conflito no Oriente Médio seguem impactando os mercados financeiros internacionais. Informações divergentes sobre eventuais negociações de paz alternaram momentos de maior otimismo e períodos de cautela entre os investidores.

Quando aumentam as expectativas de um acordo, o apetite por ativos de risco tende a crescer. Por outro lado, sinais de impasse ou agravamento das tensões fortalecem a busca por proteção, favorecendo moedas consideradas mais seguras, como o dólar.

Leia mais:  Reforma Tributária no Agronegócio: desorganização fiscal pode pesar mais que aumento de impostos para o produtor rural

Esse cenário tem provocado movimentos rápidos no mercado cambial e ampliado a atenção dos agentes econômicos ao noticiário geopolítico.

Inflação brasileira reforça atenção sobre a Selic

No ambiente doméstico, a inflação voltou ao centro das preocupações dos investidores. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses alcançou 4,72%, permanecendo acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.

Além disso, os indicadores de núcleo da inflação apresentaram aceleração, sinalizando que as pressões sobre os preços continuam disseminadas na economia. O resultado reforça as expectativas de manutenção de uma política monetária mais restritiva por um período prolongado.

Para o mercado, a trajetória da inflação será determinante para as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), fator que influencia diretamente o fluxo de capital estrangeiro e a cotação do dólar frente ao real.

Dados dos EUA reduzem pressão, mas juros seguem no radar

Nos Estados Unidos, o núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou avanço de 0,2% em maio, resultado abaixo das projeções do mercado.

Leia mais:  Wine South America reforça compromisso com ESG e sustentabilidade na vitivinicultura

O dado trouxe algum alívio em relação às preocupações inflacionárias na maior economia do mundo, reduzindo parcialmente as apostas em uma postura mais agressiva do Federal Reserve (Fed).

Apesar disso, os investidores continuam monitorando atentamente os próximos indicadores econômicos e as sinalizações da autoridade monetária norte-americana sobre eventuais cortes de juros, uma vez que essas decisões têm impacto direto sobre o fluxo global de capitais e sobre a valorização do dólar.

Perspectiva para o câmbio

Com a inflação brasileira acima da meta, a política monetária dos Estados Unidos ainda cercada de incertezas e o cenário geopolítico permanecendo instável, o mercado de câmbio deve continuar operando com elevada sensibilidade às notícias.

Nesse contexto, a trajetória do dólar seguirá dependente da leitura dos indicadores econômicos, das decisões dos bancos centrais e da evolução das negociações envolvendo o conflito no Oriente Médio, fatores que continuarão determinando o humor dos investidores e os movimentos da moeda norte-americana no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana