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Demanda por frango abatido deve crescer no início de 2026, apesar de preços pressionados no Nordeste

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O mercado brasileiro de carne de frango iniciou 2026 com preços variando entre estabilidade e leves altas em algumas regiões, segundo dados da Safras & Mercado. De acordo com o analista Fernando Iglesias, a virada de ano trouxe recuperação pontual em determinados cortes, especialmente no Sudeste.

Iglesias explica que o primeiro trimestre costuma ser um período de aumento no consumo da proteína, já que os consumidores tendem a optar por carnes mais acessíveis após as festas de fim de ano. “A demanda se direciona para opções mais baratas, e o frango ganha destaque nesse cenário”, afirma.

Contudo, ele ressalta que o Nordeste enfrenta um cenário mais delicado. “Os preços na região estão muito fragilizados devido à ampla oferta de produto”, destaca o analista.

Frango vivo e abatido seguem tendências distintas no curto prazo

Enquanto o frango vivo apresenta viés de novas quedas nos preços, o frango abatido encontra um cenário mais equilibrado, dependente do ritmo de consumo interno. As variações entre regiões refletem diferenças na oferta e na capacidade de absorção do mercado doméstico.

Em Minas Gerais, o preço do quilo vivo permaneceu em R$ 5,10, enquanto em São Paulo recuou de R$ 5,30 para R$ 5,20. Nas integrações de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as cotações seguiram estáveis em R$ 4,65, e no Paraná, em R$ 5,00.

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Já nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, os preços apresentaram quedas mais acentuadas. No Mato Grosso do Sul, o quilo vivo manteve-se em R$ 5,20, enquanto em Pernambuco e Ceará houve forte retração, de R$ 7,40 para R$ 6,00 e de R$ 7,50 para R$ 6,20, respectivamente. No Pará, o recuo foi de R$ 8,20 para R$ 6,50.

Preços dos cortes de frango variam no atacado e na distribuição

No atacado paulista, os preços dos cortes congelados apresentaram oscilações ao longo da semana. O quilo do peito subiu de R$ 10,50 para R$ 10,75, a coxa caiu de R$ 7,70 para R$ 7,60, e a asa avançou de R$ 10,60 para R$ 11,00.

Na distribuição, o peito teve elevação de R$ 10,70 para R$ 11,00, a coxa recuou de R$ 7,90 para R$ 7,80 e a asa valorizou-se de R$ 10,80 para R$ 11,20.

Nos cortes resfriados, o comportamento foi semelhante. No atacado, o peito subiu de R$ 10,60 para R$ 10,85, a coxa caiu de R$ 7,80 para R$ 7,70 e a asa aumentou de R$ 10,70 para R$ 11,10. Na distribuição, o peito atingiu R$ 11,10, enquanto a coxa recuou para R$ 7,90 e a asa subiu para R$ 11,30.

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Exportações de carne de frango fecham 2025 com leve retração

As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis totalizaram US$ 825,1 milhões em dezembro de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No mês, o Brasil embarcou 469,9 mil toneladas, com média diária de 21,3 mil toneladas e preço médio de US$ 1.756 por tonelada.

Comparando com dezembro de 2024, houve alta de 8% no valor médio diário e crescimento de 13,7% na quantidade embarcada, embora o preço médio tenha recuado 5%.

No acumulado de 2025, as exportações totalizaram US$ 8,81 bilhões, uma queda de 2,9% em relação ao ano anterior, quando o país atingiu US$ 9,08 bilhões.

Perspectiva para o setor

A expectativa é de que o primeiro trimestre de 2026 mantenha o ritmo de recuperação do consumo interno, impulsionado pela busca por proteínas mais acessíveis. Apesar das dificuldades regionais, especialmente no Nordeste, o cenário geral aponta para estabilidade com viés de alta no frango abatido, enquanto o frango vivo pode enfrentar ajustes de preços negativos no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Primeiro ano de ProPatinhas e SinPatinhas tem 1,3 milhão de cães e gatos registrados gratuitamente em 98,3% dos municípios

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O Governo do Brasil celebra, nesta sexta-feira (17/4), o primeiro ano do Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas) e do Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas). No período, 1.305.529 animais foram registrados gratuitamente na plataforma – 795.859 cães (61%) e 509.670 gatos (39%) –, que já está presente em 98,3% dos municípios brasileiros (5.475 de 5.569), integrando 1.044.385 tutores, entre pessoas físicas e jurídicas, além de quase mil organizações da sociedade civil e 2.697 médicos-veterinários. 

Lançadas no Palácio do Planalto (DF) em 17 de abril de 2025 com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as iniciativas consolidam uma política pública estruturante voltada à proteção e ao bem-estar animal no paísRepresentam uma mudança de paradigma na gestão ambiental brasileira ao integrar a proteção dos animais domésticos à biodiversidade, à saúde pública e à agenda de desenvolvimento sustentável.  

Criado para fortalecer a proteção e o manejo ético de cães e gatos, o ProPatinhas instituiu uma política nacional inédita e integrada voltada ao controle populacional, à redução do abandono e à promoção do bem-estar animal. Paralelamente, o SinPatinhas modernizou a gestão da fauna doméstica ao criar um sistema nacional e gratuito de cadastro que ajuda a localizar animais perdidos, combater maus-tratos e apoiar a formulação de políticas públicas.  

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Além do registro gratuito, o SinPatinhas permite a emissão do RG Animal e da carteira de saúde com validade nacional, identificação por QR Code, consulta por microchip e transferência eletrônica de responsabilidade. A ferramenta também possibilita a negativação de responsáveis por maus-tratos e o acompanhamento da destinação de recursos públicos, promovendo mais transparência e eficiência na gestão.  

Os estados com mais animais domésticos registrados no SinPatinhas são São Paulo (346.668), Rio de Janeiro (115.247), Paraná (106.898) e Minas Gerais (93.550).

Os nomes mais utilizados para cães são Mel (12.825), Luna (9.565), Amora (8.283), Nina (6.915) e Thor (6.422). Para gatos, são Nina (4.785), Mel (4.514), Luna (4.241), Lua (3.344) e Mia (3.209).

“Não se trata apenas de um cadastro. O SinPatinhas é uma ferramenta estruturante que organiza a política pública de proteção animal no Brasil, fortalece a guarda responsável e dá segurança jurídica às relações entre pessoas e animais. Ao integrar informação, transparência e rastreabilidade, o sistema enfrenta diretamente o abandono e os maus-tratos e permite, pela primeira vez, planejar e executar políticas com base em dados reais.”, explica a diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do MMA, Vanessa Negrini.  

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Salto em castrações e investimentos   

O controle populacional ético, priorizado no Plano Plurianual Participativo (PPA), recebeu investimentos federais de R$ 236,9 milhões entre 2023 e 2026. O aporte viabilizou 252 parcerias e proporcionou a entrega de 675.855 castrações gratuitas em todo o país até o final de 2025, crescimento de 3.450% em relação ao período de 2021 a 2022, quando cerca de 19 mil procedimentos haviam sido realizados sem uma estratégia nacional estruturada. 

Instituído pelo Decreto nº 12.439/2025, o ProPatinhas organiza o controle populacional com base em princípios como senciência, saúde única, educação e participação social. O programa oferece apoio técnico e financeiro para que estados e municípios implementem ações como microchipagem, esterilização cirúrgica, registro e formação de gestores, ampliando a proteção de cães e gatos, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. O SinPatinhas é uma das principais entregas no âmbito do ProPatinhas. 

Acesse aqui o site do SinPatinhas 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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