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Exportações brasileiras de açúcar somam 3 milhões de toneladas em novembro e mantêm ritmo elevado após forte desempenho em outubro

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Portos brasileiros registram movimentação de 3 milhões de toneladas de açúcar

As exportações brasileiras de açúcar seguem em ritmo acelerado neste final de ano. De acordo com levantamento da agência marítima Williams Brasil, o line-up — relação de navios programados para embarque — indica que 80 embarcações aguardavam para carregar açúcar nos portos do país na semana encerrada em 5 de novembro, contra 86 navios na semana anterior.

O volume total previsto para exportação é de 3,059 milhões de toneladas, um leve aumento em relação à semana anterior, quando estavam programadas 2,993 milhões de toneladas.

Santos e Paranaguá lideram embarques nacionais de açúcar

O Porto de Santos (SP) concentra a maior parte dos embarques, com 1,87 milhão de toneladas de açúcar programadas para saída. Em seguida, aparece o Porto de Paranaguá (PR), responsável por 767 mil toneladas. Outros terminais também participam da operação:

  • São Sebastião (SP): 142,4 mil toneladas;
  • Imbituba (SC): 37,9 mil toneladas;
  • Maceió (AL): 126,5 mil toneladas;
  • Recife (PE): 56,5 mil toneladas;
  • Suape (PE): 37 mil toneladas.
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As cargas são compostas majoritariamente por açúcar VHP (2,78 milhões de toneladas), seguido pelo Cristal B150 (151,3 mil toneladas), TBC (40 mil toneladas) e VHP em sacas (17 mil toneladas).

O relatório da Williams considera navios já atracados, em fundeio ou com chegada prevista até 31 de dezembro, indicando que os embarques devem seguir firmes até o fim de 2025.

Desempenho em outubro reforça força do açúcar brasileiro no comércio exterior

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 4,2 milhões de toneladas de açúcar e melaços em outubro, o equivalente a uma receita total de US$ 1,669 bilhão. O preço médio foi de US$ 396,90 por tonelada, com embarques diários de cerca de 191 mil toneladas.

Apesar da alta nos volumes, houve queda de 5,8% na receita média diária em comparação com outubro de 2024, quando o valor obtido foi de US$ 80,5 milhões por dia.

Em contrapartida, o volume exportado cresceu 12,8%, superando as 169,5 mil toneladas diárias registradas no mesmo mês do ano anterior. A redução de 16,5% no preço médio — de US$ 475,20 para US$ 396,90 por tonelada — refletiu a maior oferta global e o recuo nas cotações internacionais.

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Volume sobe, mas receita recua com queda dos preços internacionais

Na comparação anual, o Brasil exportou 12,7% mais açúcar em outubro de 2025 do que no mesmo mês de 2024, quando os embarques somaram 3,73 milhões de toneladas. Entretanto, a receita total diminuiu 5,8%, passando de US$ 1,540 bilhão para US$ 1,669 bilhão, influenciada diretamente pela desvalorização dos preços no mercado internacional.

Mesmo com o recuo nas cotações, o desempenho das exportações reforça o papel estratégico do Brasil como maior fornecedor global de açúcar, sustentado pela alta competitividade logística e pela eficiência portuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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