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Desacelerar para salvar vidas: Semana Nacional de Trânsito foca no dia a dia do cidadão

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A pressa não pode custar vidas. Pensando nisso, o Ministério dos Transportes, por meio da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), promove a Semana Nacional de Trânsito 2025. Com o tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida”, a mobilização reforça que cada escolha no trânsito impacta diretamente a vida de milhões de brasileiros, seja no trajeto para o trabalho, na travessia até a escola ou no acesso ao posto de saúde.

Com uma frota superior a 127,2 milhões de veículos em circulação no país, a mobilização por um trânsito mais seguro se torna cada vez mais urgente. Em 2025, foram registrados mais de 453 mil sinistros, que resultaram em cerca de 7,5 mil mortes, conforme dados do Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito (Renaest).

“A segurança viária começa com escolhas conscientes no dia a dia, mas depende também de ações concretas por parte do poder público. Não podemos tratar os sinistros como rotina. É preciso integrar educação, fiscalização e infraestrutura para transformar o trânsito em um espaço mais eficiente para todos”, afirma o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão.

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Mais do que números, o objetivo da campanha é lembrar que, por trás de cada sinistro, existem vidas interrompidas, famílias impactadas e direitos violados. Reduzir a velocidade, respeitar a sinalização e adotar comportamentos seguros não são apenas obrigações legais, mas gestos de cuidado com quem compartilha o mesmo espaço urbano ou rodoviário.

Segurança que impacta vidas

Por trás desses dados, estão trabalhadores que perderam sua principal fonte de renda, mães que não voltaram para casa e jovens com futuros paralisados. A campanha provoca uma reflexão coletiva: como queremos viver, nos deslocar e cuidar uns dos outros?

A proposta é incentivar gestores públicos e autoridades locais a repensarem os limites de velocidade e adotarem soluções centradas nas pessoas, especialmente as mais vulneráveis, como pedestres, ciclistas e motociclistas.

Intervenções simples, como a instalação de faixas elevadas, redutores de velocidade ou travessias bem sinalizadas, podem garantir que uma criança chegue à escola com segurança ou que um idoso atravesse a rua com tranquilidade.

Educação que transforma

Ao longo do ano, a Senatran intensificou ações educativas com foco na gestão da velocidade e na proteção dos motociclistas, que representam cerca de 40% das vítimas de sinistros no país, segundo o DataSUS.

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Entre as iniciativas realizadas estão:

  • A 1ª Semana Nacional de Prevenção a Sinistros com Motociclistas;
  • A Conferência Nacional de Segurança no Trânsito – Protegendo Vidas Sobre Duas Rodas, realizada em Brasília, com participação de especialistas e gestores públicos;
  • O Pit Stop de Segurança de Motociclistas, em parceria com o Detran-DF e a Abraciclo, com revisão gratuita de motos, orientações sobre comportamento seguro e atividades interativas voltadas à preservação da vida.

Responsabilidade compartilhada

A abertura do evento contou com debates que incluíram especialistas do Japão e da Tailândia, que compartilharam experiências bem-sucedidas em segurança viária com foco no uso de motocicletas, modal predominante em vários países asiáticos e com desafios semelhantes aos do Brasil.

A campanha segue com ações educativas em todo o país até 25 de setembro, envolvendo escolas, órgãos de trânsito, entidades civis e o setor produtivo.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Atendimento aos povos indígenas: terceira edição do curso mobiliza profissionais da segurança dos estados da Amazônia Legal

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Brasília, 17/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta quarta-feira (17), a terceira edição do Curso de Atendimento aos Povos Indígenas, voltado aos profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Criada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a formação busca aprimorar o trabalho das forças de segurança no atendimento às populações indígenas, promovendo uma abordagem baseada no respeito aos direitos humanos, na sensibilidade cultural e na compreensão das especificidades dos diferentes povos, com atenção especial aos territórios da Amazônia Legal.

Desenvolvido em parceria com a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o curso reúne conhecimentos técnicos e boas práticas para qualificar a atuação dos agentes públicos diante dos desafios enfrentados nos territórios indígenas, principalmente aqueles relacionados ao crime organizado e às violações de direitos.

Durante o lançamento, a diretora de Ensino e Pesquisa, Michele Ramos, ressaltou que a ação traduz o compromisso permanente do Governo Federal com a proteção dos povos indígenas, destacando a importância da articulação institucional para consolidar o trabalho.

“O curso traduz o compromisso do MJSP com a proteção dos povos indígenas e a segurança dos seus territórios. Compreendemos que o papel das forças de segurança é central para a garantia dos direitos dessas populações. Esta formação foi construída a muitas mãos, com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do CNJ, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e da Força Nacional. É fruto da troca de boas práticas e do fortalecimento de caminhos para uma atuação cada vez mais qualificada”, afirmou.

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A secretária da Senad, Marta Machado, destacou que a capacitação é estratégica para fortalecer a presença do Estado em regiões onde o tráfico de drogas e outros crimes impactam diretamente as comunidades indígenas.

“A qualificação para um enfrentamento mais eficiente é fundamental. A terceira edição do curso demonstra que esta é uma ação permanente do Ministério. Precisamos de profissionais preparados, com sensibilidade cultural e compromisso com os direitos humanos. Os desafios enfrentados nessas regiões são cada vez mais complexos. O tráfico de drogas se articula com outras atividades ilegais que afetam profundamente os povos indígenas, e a resposta do Estado precisa ser qualificada, baseada em inteligência, fortalecimento comunitário e integração institucional”.

Marta Machado explicou ainda que cada território indígena possui uma dinâmica própria, e compreender essas particularidades é essencial para reduzir os impactos da criminalidade. “Temos aprendido que não é possível enfrentar desafios complexos com políticas isoladas”.

Representando a presidência da Funai, Léia Bezerra do Vale, enfatizou que a qualificação dos profissionais é uma demanda histórica das comunidades indígenas.

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“Desde 2006, quando realizávamos seminários sobre a Lei Maria da Penha, as mulheres indígenas já demonstravam a necessidade de agentes públicos preparados para compreender suas especificidades. O Brasil possui mais de 390 povos indígenas, com diferentes etnias, línguas e culturas. Muitas vezes, essas pessoas chegam a uma delegacia e não conseguem ser compreendidas. Ter profissionais capacitados e sensíveis para atender essa população é fundamental”, concluiu.

Na sequência, o diretor da Amazônia e Meio Ambiente da PF ministrou uma aula magna sobre as particularidades do atendimento aos povos indígenas.

A nova edição do Curso de Atendimento aos Povos Indígenas reforça a estratégia do Ministério da Justiça e Segurança Pública de investir na formação continuada dos profissionais do Susp, promovendo um trabalho cada vez mais integrado, qualificado e alinhado aos princípios da cidadania, da diversidade cultural e da proteção dos direitos fundamentais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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