Tribunal de Justiça de MT

Desembargadora Clarice Claudino e equipe apresentam ferramenta de gestão ClarIA aos demais gabinetes

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Foto horizontal que mostra uma sala de aula com diversas pessoas sentadas em carteiras e olhando para o telão, onde se projeta a imagem da desembargadora Clarice Claudino, que participou por videoconferência da apresentação da ferramenta ClarIA.Assessores de gabinetes de diversos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) se reuniram nesta segunda-feira (20), na Escola dos Servidores do Poder Judiciário, para conhecer a ferramenta de gestão de gabinete desenvolvida e utilizada pela desembargadora Clarice Claudino da Silva e sua equipe, a ClarIA.

Trata-se de um framework com inteligência artificial criado para lidar com os desafios vivenciados diariamente em um gabinete judicial, como volume crescente de acervo processual, a triagem desses processos, a fragmentação das comunicações internas, o retorno de ações judiciais, dentre outros.
A desembargadora Clarice Claudino participou de forma on-line da reunião, agradecendo a todos os presentes pelo interesse em conhecer a ferramenta, destacando que ela surgiu com o propósito de servir e pensar a gestão de gabinete.
“A tecnologia por si só não transforma as instituições. O que realmente transforma é a capacidade das pessoas de aprender. A renovação e a inovação residem na nossa disposição, enquanto seres humanos, de abandonar os modelos que já não respondem às nossas demandas. Os desafios do gabinete são cada vez mais gigantescos, o que exige de nós resiliência”, disse.
A magistrada reforçou ainda que a ferramenta ClarIA surgiu para ser instrumento de fortalecimento da inteligência humana. “Sempre acreditamos que as atividades repetitivas, mecânicas e operacionais sejam realizadas pela máquina para que as pessoas se dediquem à atividade jurisdicional. Desenvolvida sob essa premissa, a ClarIA foi pensada para organizar conhecimentos, preservar a memória do gabinete, aumentar a segurança das informações e oferecer aos assessores melhores condições para exercerem suas atividades jurisdicionais. Ela não reduz o protagonismo humano, ela amplia a capacidade humana, pois abre tempo para pensar, dialogar e decidir”, enfatizou Clarice Claudino.
Um dos assessores do gabinete da desembargadora, Wellington Corrêa, explicou o que é a metodologia de trabalho ClarIA. “É um framework que comporta toda a parte de gestão do gabinete. Tem inteligência artificial, mas não para confeccionar o voto, e sim para auxiliar o assessor na confecção do voto. Então nós temos uma base de dados que são os processos julgados pela desembargadora, pela Primeira Câmara de Direito Privado, pela Sessão que ela participa. Com isso, a possibilidade da IA oscilar é quase zero porque nós trabalhamos com a nossa base de dados, o que facilita o trabalho do assessor”, afirma.
Conforme Wellington, a melhoria no fluxo de trabalho já é observada com a produtividade do gabinete, que aumentou em quase 140% em relação ao ano passado. Entre janeiro e junho de 2025, o gabinete produziu 1.190 processos julgados. No mesmo período deste ano, já com implantação da ferramenta, foram julgadas 2.837 ações.
Diante da possibilidade de outros gabinetes aderirem ao ClarIA, a chefe de gabinete do desembargador Jones Gattass, Viviane Lima, afirma que já utiliza a metodologia e obteve resultados interessantes. “Quando nós chegamos ao tribunal, a desembargadora Clarice gentilmente nos cedeu o sistema ClarIA e nós implementamos no gabinete. É um sistema de fácil manuseio, onde fica tudo armazenado ali, com segurança total, você pode acessar de onde estiver qualquer voto, comunicação com o desembargador, pode fazer toda a pauta de julgamento. É muito importante ter esse sistema de gestão. É um sistema muito produtivo e que será muito proveitoso para todos os gabinetes que se interessarem em utilizá-lo”, avalia.
Referência em transformação digital – O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é destaque nacional na elaboração de inovações tecnológicas que impactam positivamente na prestação de serviços judiciais à sociedade.
Exemplo disso é a plataforma de inteligência artificial generativa LexIA, criada para auxiliar magistrados e servidores na triagem de processos e elaboração de minutas (sentenças, despachos e votos), eliminando tarefas repetitivas e agilizar o trabalho, sempre sob supervisão humana. O projeto Hanna, voltado ao juízo de admissibilidade de recursos, também desponta nesse cenário, funcionando como um filtro antes de o processo seguir para análise do mérito nos tribunais superiores.
Na primeira instância, o OmnIA é uma solução estratégica construída a partir de um amplo universo de dados institucionais, que reúne ferramentas de Business Intelligence (BI) e analytics relacionadas à cadeia produtiva do Judiciário mato-grossense.
“O ClarIA vem para somar com o Lexia, somar com as melhores IAs que existem no mercado e até mesmo com o PJe, porque a gente faz interação entre os sistemas”, comenta o assessor de gabinete Wellington Corrêa

Autor: Celly Silva

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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