Mato Grosso

Desenvolvimento econômico em MT é impulsionado com liberação de R$ 18,5 bilhões pelo FCO

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Mato Grosso disponibilizou R$ 18,55 bilhões em contratos de financiamento por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), entre 2019 e novembro de 2024, impulsionando a economia em todas as regiões do Estado. As informações são da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e do Relatório Circunstanciado do Banco do Brasil.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, observa que o FCO tem um papel importante de promoção do desenvolvimento regional, o que leva à geração de empregos e fortalecimento da economia local. Empresários e produtores rurais têm a possibilidade de modernizar o seu negócio, fazendo expansões.

“Os dados da Sudeco evidenciam o alcance e a relevância do FCO para o Estado de Mato Grosso. Esses números representam novos empregos, maior competitividade para as empresas locais e avanços para a nossa agricultura e pecuária. É um recurso que ajuda no crescimento sustentável do nosso Estado”, destaca César Miranda.

Nos cinco anos, os recursos apresentaram um aumento de 58,78% do valor contratado durante o período. Em 2019 foram liberados R$ 2,4 bilhões, com redução para R$ 2,2 bilhões em 2020 e aumento para R$ 3,4 bilhões em 2021. Já de janeiro a novembro de 2024 o financiamento atingiu seu maior valor, chegando a R$ 3,9 bilhões.

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Conforme a Sudeco, o FCO realizou 36.856 operações em Mato Grosso entre o período de 2019 a novembro de 2024, e um crescimento de 23% no número de contratos. Foram 6.133 operações em 2019, 4.845 em 2020, 5.013 em 2021, 6.682 em 2022, 6.639 em 2023 e 7.544 até novembro de 2024.

Além disso, todos os municípios mato-grossenses foram beneficiados com operações do FCO para o desenvolvimento tanto nos segmentos empresarial e rural.

Como funciona o FCO

O FCO Empresarial financia implantação, ampliação e a modernização de empreendimentos industriais e agroindustriais, capital de giro associado e capital de giro dissociado para amparar gastos relativos à administração do negócio/empreendimento. O programa tem o teto de R$ 20 milhões por tomador, através de linhas de financiamento de desenvolvimento industrial, infraestrutura econômica, desenvolvimento do turismo regional, desenvolvimento dos setores comercial e de serviços e ciência, tecnologia e inovação.

Já o FCO rural busca incentivar a interiorização do desenvolvimento e ampliar as oportunidades de emprego, com a utilização de tecnologias mais avançadas, de forma a proporcionar melhoria de renda e de produtividade. Ele tem o teto de R$ 15 milhões por tomador, ofertando crédito através de linhas de financiamento de desenvolvimento rural: FCO Verde, FCO Irrigação, FCO Leite, e FCO Armazenagem. Também há condições diferenciadas através do FCO Mulheres Empreendedoras, FCO Pantanal e Cerrado e FCO Quilombo, conforme a programação anual de financiamento.

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Em Mato Grosso, as instituições financeiras credenciadas que estão operando com FCO no Estado são o Banco do Brasil, Sicredi e o Bancoob. As solicitações de financiamento acima de R$ 1 milhão passam pelo crivo do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Codem), presidido pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda. As propostas de financiamento solicitadas abaixo deste valor não necessitam de carta-consulta, apenas de proposta de financiamento junto à instituição financeira.

Dentre os requisitos gerais para obtenção dos recursos para financiamento estão: desenvolver atividades nos estados do Centro-Oeste, apresentar documentos cadastrais e comprovante de saúde financeira, apresentar projeto de investimento e apresentar as garantias, como aval, fiança, Fundo de Aval às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FAMPE), Fundo de Aval Garantidor do Estado de Mato Grosso (MT GARANTE), Fundo de Garantia de Operações (FGO), entre outros.

*Sob supervisão de Débora Siqueira

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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