Mato Grosso

Detran-MT monitora serviços prestados pelas empresas credenciadas para garantir transparência e segurança

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O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) monitora, diariamente, as empresas credenciadas que realizam serviços de vistoria e estampagem de placas veiculares, além das aulas práticas e teóricas de direção. A cada mês, são monitoradas aproximadamente 10 mil aulas, 1.500 vistorias veiculares e 1.000 serviços de estampagem de placas.

Segundo o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, o monitoramento visa garantir transparência e segurança nos serviços prestados pelos credenciados, assegurando que todos sigam as diretrizes normativas do órgão.

Atualmente, o Detran-MT conta com 126 empresas de estampagem, 62 de vistoria e 03 de telemetria, além de 300 Centros de Formação de Condutores credenciados junto ao órgão.

“No processo de habilitação, monitoramos aulas em simulador, aulas teóricas e práticas, além das provas teóricas realizadas nas agências municipais. No processo de veículos, monitoramos as vistorias realizadas e a estampagem de placas”, detalhou a gerente de Monitoramento do Detran-MT, Cléia Pereira de Souza.

A gerente explica ainda que eventuais irregularidades detectadas resultam em relatórios enviados aos setores competentes para as devidas providências.

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Além disso, o Detran-MT realiza provas de conceito periódicas com as empresas de vistoria e estampagem para identificar possíveis falhas e garantir conformidade com os padrões técnicos e regulatórios exigidos. De acordo com a coordenadora de Credenciamento, Danielle Bastos, o compromisso do Detran-MT é manter a transparência e o cumprimento rigoroso das normas, promovendo um ambiente de confiança e igualdade entre todos os credenciados.

Processo de Vistoria: O serviço de vistoria pelas empresas credenciadas começa com a validação facial, em tempo real, do vistoriador e do condutor do veículo. São realizadas também leituras eletrônicas da placa, do chassi (OCR) e do número do motor. O sistema do Detran-MT registra ainda a geolocalização do local e horário da vistoria, garantindo o monitoramento e a confiabilidade do serviço.

Estampagem de Placas: Em 2022, o Detran-MT regulamentou o uso de um sistema informatizado para auxiliar na fiscalização e no gerenciamento do emplacamento em Mato Grosso. Esse sistema, já implementado pelas 126 empresas credenciadas, permite rastrear a Placa de Identificação Veicular (PIV), identificar o estampador, o veículo estampado, o proprietário, o local de emplacamento e o cumprimento de obrigações fiscais, como a emissão de Nota Fiscal. Isso proporciona maior segurança na fiscalização e na execução do serviço.

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Telemetria: O sistema de telemetria permite o monitoramento de aulas práticas por meio de validação fotográfica e biométrica de instrutor e aluno. Além disso, utiliza GPS nos veículos das autoescolas para acompanhar o percurso realizado pelo aluno, garantindo o cumprimento do trajeto obrigatório para a formação.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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