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Do Bioinsumo à IA: Conheça as Tendências Tecnológicas do Agronegócio em 2026

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O agronegócio brasileiro está prestes a entrar em uma nova era tecnológica. Com mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários distribuídos em um território superior a 850 milhões de hectares, o Brasil se consolida como uma das maiores potências agrícolas do mundo. No entanto, o desafio é claro: aumentar a produtividade preservando solo, água e biodiversidade. Para isso, a adoção de tecnologias inovadoras deixou de ser tendência e passou a ser condição essencial para manter a competitividade em 2026.

Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em biológicos, nutrição avançada e tecnologia de aplicação, destaca as cinco principais inovações que devem conduzir a agricultura brasileira nos próximos anos.

1. Bioinsumos inteligentes e soluções microbianas de alta performance

O uso de biológicos continua a ser uma das maiores revoluções do setor. Segundo Schiavo, a próxima etapa vai além da substituição de produtos químicos: “Estamos entrando na era dos bioinsumos inteligentes, com microrganismos selecionados por eficiência, estabilidade e integração com a nutrição da planta. O objetivo é potencializar a produtividade de forma segura e previsível”.

Produtos mais estáveis, combinados a tecnologias de aplicação que reduzem perdas, trazem ganhos reais tanto para pequenos quanto para grandes produtores.

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2. Agricultura regenerativa orientada por dados

O manejo regenerativo deixou de ser apenas um conceito e passou a ser uma prática consolidada, especialmente em cultivos extensivos. A tendência agora é unir regeneração e monitoramento digital.

“Com sensores de solo, carbono, umidade e microbiota, o produtor consegue tomar decisões precisas em tempo real, melhorar a estrutura física do solo e fortalecer a resiliência da lavoura”, explica Schiavo. Ferramentas de análise georreferenciada permitem decisões mais eficientes, diminuindo custos e aumentando a sustentabilidade.

3. Robótica compacta e máquinas autônomas para pequenos e médios produtores

A automação agrícola está se democratizando. Robôs compactos, tratores elétricos autônomos e veículos menores projetados para propriedades de 20 a 200 hectares começam a se popularizar.

“Essas tecnologias reduzem a dependência de mão de obra, otimizam operações e permitem uma rotina de campo mais precisa”, destaca Schiavo. Equipamentos modernos integram câmeras, sensores e algoritmos que ajustam rotas, velocidade e aplicação de insumos com precisão cirúrgica.

4. Sensores avançados e Inteligência Artificial para previsão de safra

Sensores de solo, folha, clima e atmosfera, combinados com Inteligência Artificial, devem se tornar estratégicos em 2026. Essas ferramentas permitem prever riscos de pragas, déficit hídrico e variações nutricionais por talhão.

“A IA interpreta dados que o olho humano não consegue perceber, antecipando decisões que evitam perdas de produtividade. Isso garante uso racional de insumos, maior sustentabilidade e segurança na gestão da lavoura”, reforça o CEO da Naval Fertilizantes.

5. Conectividade rural 5G e IoT de alta precisão

A expansão do 5G nas áreas rurais potencializa a agricultura digital. Máquinas, drones, sensores e softwares de gestão passam a funcionar de forma integrada, com baixa latência e maior estabilidade.

“A Internet das Coisas já existia no campo, mas a conectividade robusta permite que tudo converse melhor. O produtor ganha rastreabilidade, previsibilidade e controle operacional em tempo real”, explica Schiavo. Essa infraestrutura deve viabilizar sistemas de alerta precoce e automação remota de irrigação, nutrição e manejo.

Tecnologia e biologia caminham juntas

Para Schiavo, o papel dessas tecnologias não é substituir o conhecimento do produtor, mas ampliá-lo. “A inovação no campo só faz sentido quando melhora o resultado da lavoura, reduz riscos e fortalece a sustentabilidade. Em 2026, tecnologia e biologia vão caminhar juntas e isso será o motor do futuro da agricultura brasileira”, conclui.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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