Mato Grosso

Dois homens são presos por caça ilegal de animais silvestres em Cuiabá

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Dois suspeitos de praticarem caça ilegal na zona rural de Cuiabá foram presos pela Polícia Civil, durante diligências da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), nesta quinta-feira (27.06). A ação contou com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do 10º Batalhão da Polícia Militar.

Os homens de 53 e 74 anos foram autuados em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e munições, e por crime ambiental contra a fauna de caça predatória de animais silvestres.

Os policiais civis receberam denúncia relatando que pessoas estavam caçando animais protegidos por lei, para posteriormente comercializar as carnes, na Comunidade Santa Teresa, região do bairro Pascoal Ramos.

Com base nas informações, a equipe da Dema em conjunto com servidores da Sema e policiais militares, foram até o local para averiguação, e surpreenderam a dupla com três armas de fogo, sendo duas espingardas de calibre 22, uma espingarda de calibre 32, além de 31 munições intactas.

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Na momento da abordagem, um dos envolvidos foi surpreendido escarneando um cervo-do-pantanal, e nos fundos da casa foi apreendido o couro e cabeça do animal.

Dentro de um freezer foram localizadas mais animais de espécies diferentes, como jacaré, paca e porco do mato, totalizando aproximadamente 30 quilos de carnes.

Os dois homens foram detidos com todo material apreendido, e encaminhados até a Dema para esclarecimentos. Os conduzidos assumiram que estavam caçando ilegalmente para vender as carnes.

Ambos foram autuados por posse irregular de arma de fogo e munições, e crime ambiental contra a fauna de caça predatória de animais silvestres. Os presos pagaram a fiança e responderão ao inquérito em liberdade.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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