Mato Grosso

Polícia Civil prende homem que tentou matar esposa queimada em Campo Novo do Parecis

Publicado

A Polícia Civil agiu rapidamente e, após diligências ininterruptas, prendeu um homem, de 35 anos, acusado de tentar matar a esposa, de 46 anos, nessa quinta-feira (8.1), em Campo Novo do Parecis. A prisão ocorreu menos de 15 horas após o crime.

Por volta de 00h40min, a equipe policial foi acionada pelo hospital local, informando que uma mulher havia dado entrada na unidade de saúde com aproximadamente 40% do corpo queimado.

Uma equipe da Delegacia de Campo Novo do Parecis foi até o hospital e, em contato com a vítima, ela relatou que o autor das lesões seria seu marido, o qual teria ateado fogo em seu corpo. A vítima permaneceu sob cuidados médicos em razão da gravidade das queimaduras.

Em pesquisa aos sistemas policiais, foi possível verificar a existência de diversas ocorrências de violência doméstica envolvendo o casal, evidenciando um histórico de agressões anteriores.

Diante das informações, a Polícia Civil iniciou as buscas para localizar o suspeito, que inicialmente não foi encontrado. Contudo, com a continuidade do trabalho investigativo, a equipe conseguiu identificar seu paradeiro e efetuar a prisão no local de trabalho do suspeito.

Leia mais:  Corpo de Bombeiros localiza corpo de criança que se afogou no rio Jauru em Porto Esperidião

Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil e permanece à disposição da Justiça. O caso é apurado como tentativa de feminicídio, art. 121-A do CP, no contexto da Lei Maria da Penha, e as investigações seguem em andamento.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  "Essa escritura representa tudo para mim", declara moradora ao receber documento de casa onde mora há 35 anos

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Na Grécia, primeira-dama de MT recebe faixa preta de Jiu-Jitsu e título de embaixadora mundial do esporte

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana