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Dólar avança com foco em decisões de juros no Brasil e nos EUA; Ibovespa recua no início do pregão

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Dólar hoje: moeda sobe com cautela do mercado global

O dólar opera em leve alta nesta quarta-feira (18), refletindo a cautela dos investidores diante das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, além das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Por volta das 10h26, a moeda norte-americana avançava 0,46%, cotada a R$ 5,2230. O movimento indica uma postura mais defensiva do mercado, à espera de definições sobre os rumos dos juros nas principais economias.

Na sessão anterior, o dólar havia fechado em queda de 0,58%, a R$ 5,1991.

Ibovespa hoje: bolsa recua com cenário de incerteza

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em queda no mesmo período. Às 10h26, o índice recuava 0,40%, aos 179.690 pontos.

O desempenho negativo reflete a combinação de fatores externos, como a expectativa pelas decisões do Federal Reserve (Fed), e internos, incluindo a condução da política monetária pelo Banco Central do Brasil.

Na véspera, o índice havia registrado alta de 0,30%, encerrando aos 180.410 pontos.

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Juros no Brasil e nos EUA movimentam o mercado

As atenções dos investidores estão voltadas para as decisões de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

No cenário internacional, o mercado acompanha os próximos passos do Federal Reserve, em meio a dúvidas sobre o ritmo de cortes ou manutenção das taxas. Já no Brasil, as expectativas giram em torno das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), que podem impactar diretamente o câmbio e a bolsa.

Esse ambiente de incerteza tende a aumentar a volatilidade dos ativos, influenciando tanto o dólar quanto o desempenho do Ibovespa.

Tensões no Oriente Médio pressionam ativos

Outro fator que pesa sobre o humor dos investidores é a escalada das tensões no Oriente Médio, que eleva a aversão ao risco global.

Em momentos como esse, ativos considerados mais seguros, como o dólar, tendem a se valorizar, enquanto mercados emergentes, como o Brasil, podem sofrer maior pressão.

Desempenho acumulado do dólar
  • Semana: -2,17%
  • Mês: +1,27%
  • Ano: -5,28%

Apesar da alta no dia, o dólar ainda acumula queda na semana e no ano, indicando um movimento recente de valorização do real frente à moeda americana.

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Desempenho acumulado do Ibovespa
  • Semana: +1,55%
  • Mês: -4,44%
  • Ano: +11,97%

O Ibovespa segue com desempenho positivo no acumulado do ano, mesmo com a volatilidade recente observada no mercado.

Perspectiva: volatilidade deve continuar no curto prazo

O cenário atual indica que os mercados devem seguir voláteis no curto prazo, com investidores reagindo a novos dados econômicos, decisões de política monetária e desdobramentos geopolíticos.

A trajetória do dólar e do Ibovespa continuará diretamente ligada às sinalizações dos bancos centrais e ao ambiente externo, especialmente em relação à inflação e ao crescimento global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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