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Dólar avança com tensão comercial Brasil-EUA e encontro de Trump com Zelensky

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O dólar abriu a segunda-feira (18) em alta, sendo negociado a R$ 5,413 por volta das 9h05, com valorização de 0,28%. Na sexta-feira (15), a moeda fechou em R$ 5,3983, queda de 0,35%. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o dia pouco movimentado, após ter encerrado o pregão anterior praticamente estável, aos 136.341 pontos.

Governo brasileiro envia resposta a investigação dos EUA

O mercado acompanha o envio, previsto para hoje, da resposta oficial do Brasil à investigação comercial aberta pelos Estados Unidos, a pedido do presidente Donald Trump. O processo, conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), motivou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, alegando questões como desmatamento, funcionamento do PIX e comércio popular na rua 25 de Março, em São Paulo.

O documento em elaboração pelo Itamaraty busca esclarecer os pontos levantados e demonstrar que as práticas brasileiras não prejudicam empresas americanas, ao mesmo tempo em que detalha medidas de preservação ambiental adotadas pelo país.

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Encontro de Trump com Zelensky e líderes europeus

Nesta segunda-feira, Donald Trump se reúne em Washington com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acompanhado de sete líderes europeus. O encontro ocorre dois dias após a reunião do norte-americano com Vladimir Putin, no Alasca, quando Trump mencionou avanços nas negociações sobre o conflito na Ucrânia.

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta manhã, apontou queda na previsão de inflação para 2025, agora em 4,95%, pela primeira vez abaixo de 5% neste ano. A estimativa permanece acima do teto da meta, de 4,5%.

Outras projeções do mercado financeiro se mantêm estáveis:

  • Crescimento do PIB em 2025: 2,21%
  • Selic: 15% ao ano
  • Dólar no final de 2025: R$ 5,60
  • Superávit comercial: US$ 65 bilhões
  • Investimentos estrangeiros diretos: US$ 70 bilhões

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, mostrou crescimento de 0,3% no segundo trimestre de 2025, frente a 1,5% registrado no primeiro trimestre, sinalizando desaceleração econômica.

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Mercados internacionais refletem incertezas

As bolsas europeias operam em leve queda, refletindo expectativa sobre o encontro entre Trump, Zelensky e líderes europeus. O STOXX 600 recuava 0,2%, enquanto o DAX alemão caía 0,3% e o FTSE britânico 0,1%.

Na Ásia, os índices chineses avançaram, registrando máximas históricas. O índice de Xangai subiu 0,85%, atingindo o maior nível desde agosto de 2015, o CSI300 avançou 0,88% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,37%.

Desempenho acumulado dos mercados
  • Dólar :
  • Semana: -0,69%
  • Mês: -3,62%
  • Novamente: -12,64%
  • Ibovespa:
  • Semana: +0,31%
  • Mês: +2,46%
  • Também: +13,35%

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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