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Dólar hoje abre em alta a R$ 4,96 com tensão no petróleo e foco no cenário econômico brasileiro

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O dólar iniciou esta segunda-feira (4) em leve alta frente ao real, refletindo o cenário externo mais pressionado e a expectativa por novos dados da economia brasileira. Na abertura dos negócios, a moeda norte-americana avançava 0,26%, sendo cotada a R$ 4,96.

O movimento ocorre após uma semana de queda consistente. Na última quinta-feira, o dólar recuou 0,99%, encerrando a R$ 4,95 — o menor nível desde março de 2024, quando havia fechado a R$ 4,93. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou alta de 1,39%, aos 187.318 pontos no último pregão.

Cenário externo pressiona câmbio

Os mercados globais iniciam a semana sob influência das tensões no Oriente Médio, que vêm impulsionando os preços do petróleo no mercado internacional. O avanço da commodity reacende preocupações com a inflação global, o que tende a fortalecer o dólar frente a moedas emergentes, como o real.

Esse ambiente de maior aversão ao risco costuma provocar movimentos de ajuste nos mercados financeiros, especialmente em países exportadores e dependentes de fluxo externo de capital.

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Agenda doméstica entra no radar

No Brasil, investidores acompanham de perto a agenda econômica, que inclui divulgação de indicadores e possíveis anúncios do governo com impacto fiscal. A condução da política econômica e as expectativas para juros e inflação seguem no centro das atenções.

A abertura do Ibovespa está prevista para as 10h, com o mercado acionário reagindo tanto ao ambiente internacional quanto aos desdobramentos internos.

Desempenho recente do mercado

Apesar da leve alta no início da semana, o dólar acumula queda relevante nos últimos períodos:

  • Semana: -0,92%
  • Mês: -4,38%
  • Ano: -9,78%

Já o Ibovespa apresenta desempenho positivo no acumulado anual, mesmo com oscilações recentes:

  • Semana: -1,78%
  • Mês: -0,06%
  • Ano: +16,28%
Tendência segue atrelada a fatores globais e fiscais

A trajetória do dólar no curto prazo deve continuar sensível ao comportamento dos preços do petróleo, às tensões geopolíticas e à política monetária internacional. No cenário doméstico, o rumo das contas públicas e a credibilidade das medidas econômicas serão determinantes para o câmbio.

Para o agronegócio, a oscilação da moeda segue sendo um fator estratégico, impactando diretamente a competitividade das exportações e o custo de insumos dolarizados.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Açúcar fecha semana em alta nas bolsas internacionais e sinaliza recuperação nos preços

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O mercado global de açúcar encerrou a semana em alta, consolidando um movimento de recuperação nas principais bolsas internacionais. A valorização foi observada tanto em Nova York quanto em Londres, refletindo ajustes positivos ao longo da curva futura e maior firmeza nos preços externos.

Nova York registra ganhos consistentes

Na bolsa de Nova York, os contratos do açúcar bruto apresentaram avanço ao longo da semana. O vencimento julho/26 fechou cotado a 14,95 cents de dólar por libra-peso, com valorização de 0,34 cent.

Na mesma tendência, o contrato outubro/26 subiu para 15,39 cents/lbp, enquanto o março/27 avançou para 16,21 cents/lbp. Os contratos de prazos mais longos também registraram ganhos, indicando um movimento de recomposição dos preços no mercado internacional.

Londres acompanha valorização

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco seguiu o mesmo ritmo de alta. O contrato agosto/26 foi negociado a US$ 446,50 por tonelada, com ganho de US$ 7,60.

Já o vencimento outubro/26 avançou para US$ 446,70 por tonelada, enquanto o dezembro/26 encerrou cotado a US$ 449,40, com alta de US$ 8,60. Os demais contratos também apresentaram valorização, reforçando o viés positivo no cenário externo.

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Mercado interno segue pressionado

No Brasil, o mercado físico não contou com atualização do indicador do açúcar cristal branco em São Paulo na sexta-feira (1º), em função do feriado do Dia do Trabalho.

A última referência disponível, datada de 30 de abril, aponta a saca de 50 quilos a R$ 97,91. O valor representa queda de 1,91% no dia e recuo acumulado de 7,16% no mês.

O movimento de baixa no mercado interno ainda reflete a pressão típica do início da safra, período marcado pelo aumento da oferta e maior disponibilidade do produto no mercado físico.

Cenário exige atenção do setor

Apesar da recuperação nas bolsas internacionais, o mercado brasileiro segue atento ao avanço da safra e ao comportamento da oferta nas próximas semanas. A combinação entre maior produção e dinâmica externa será determinante para a formação dos preços no curto prazo.

O cenário reforça a importância de monitoramento constante por parte dos agentes do setor, especialmente diante da volatilidade dos mercados globais e das condições de comercialização no mercado doméstico.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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