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Dólar hoje: câmbio oscila com tensões no Oriente Médio e expectativa por juros no Brasil e nos EUA

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O dólar iniciou esta quarta-feira (29) em leve oscilação frente ao real, refletindo um ambiente de cautela nos mercados globais. A moeda americana opera próxima da estabilidade, após ter encerrado a sessão anterior praticamente inalterada, cotada a R$ 4,9817.

O movimento do câmbio ocorre em meio a um cenário marcado por incertezas geopolíticas e decisões importantes de política monetária. As tensões envolvendo Estados Unidos e Irã mantêm o Oriente Médio no radar dos investidores, elevando a aversão ao risco e sustentando a demanda por ativos considerados mais seguros, como o dólar.

Ao mesmo tempo, o mercado financeiro acompanha com atenção as próximas definições de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, fatores que têm impacto direto sobre o fluxo de capitais e o comportamento do câmbio.

Cenário externo pressiona o dólar

No ambiente internacional, o dólar ganha suporte em momentos de instabilidade, especialmente diante de conflitos geopolíticos. A escalada de tensões no Oriente Médio reforça esse movimento, levando investidores a reduzirem exposição a mercados emergentes.

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Além disso, há expectativa em torno das decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Sinais sobre manutenção ou cortes de juros podem alterar significativamente o valor da moeda americana frente a outras divisas, incluindo o real.

Fatores internos também influenciam

No Brasil, o mercado acompanha os próximos passos do Banco Central em relação à taxa Selic. A trajetória dos juros domésticos segue como um dos principais determinantes do apetite estrangeiro por ativos brasileiros.

Com juros ainda elevados em comparação a economias desenvolvidas, o país continua atraente para o capital externo — o que ajuda a conter uma valorização mais forte do dólar.

Ibovespa acompanha cautela global

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou o pregão desta quarta-feira em linha com o cenário externo, após ter fechado a última sessão em queda de 0,51%, aos 188.619 pontos.

O desempenho da bolsa reflete a postura mais defensiva dos investidores, que aguardam maior clareza sobre o rumo da política monetária global e os desdobramentos geopolíticos.

Desempenho acumulado
  • Dólar:
    • Semana: -0,32%
    • Mês: -3,80%
    • Ano: -9,24%
  • Ibovespa:
    • Semana: -1,11%
    • Mês: +0,62%
    • Ano: +17,06%
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Perspectivas para o mercado

A tendência para o dólar no curto prazo segue atrelada ao noticiário internacional e às decisões de juros. Movimentos mais intensos podem ocorrer conforme novas sinalizações do Fed e do Banco Central do Brasil.

Para o agronegócio, o comportamento do câmbio continua sendo um fator estratégico, influenciando diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação de preços das commodities no mercado interno.

O cenário segue volátil, exigindo atenção redobrada dos agentes econômicos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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2º Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade reconhece 50 organizações e amplia alcance da repartição de benefícios

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, nesta quarta-feira (17/6), em Brasília (DF), a cerimônia de entrega dos troféus da 2ª edição do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade. A iniciativa reconheceu 50 organizações de povos indígenas, comunidades quilombolas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares, contemplados com R$ 50 mil cadaAo todo, foram destinados R$ 2,5 milhões provenientes do Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios (FNRB).   

O ministro do Meio de Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou o caráter simbólico da premiação e o reconhecimento dos povos e comunidades na conservação da biodiversidade brasileira 

“Trata-se de dar visibilidade e reconhecimento para brasileiras e brasileiros que nunca foram reconhecidos pelo papel que desempenham. Reconhecer a contribuição de povos indígenas, comunidades quilombolas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, na conservação, na produção, na inclusão social é fundamental. O Brasil é essa diversidade sociocultural que está aqui representada, afirmou.  

deputada federal, Marina Silvaressaltou a importância do prêmio como instrumento de valorização dos modos de vida que contribuem para a proteção da biodiversidade. É uma pequena semente, um reconhecimento pelo modo de vida que produz saber, conhecimento e contribui para a proteção e o uso sustentável da biodiversidade”, pontuou.  

Representando o Ministério dos Povos Indígenas, a secretária nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena, Ceiça Pitaguary, enfatizou que a agenda da biodiversidade está diretamente relacionada à garantia de direitos. “A agenda da biodiversidade não é apenas uma agenda ambiental. É uma agenda de direitos, de desenvolvimento sustentável, de valorização cultural, de combate às desigualdades e de construção de um futuro mais justo para todos e todas”.  

A ministra substituta da Igualdade Racial, Bárbara Souza, destacou a relação entre a iniciativa e a promoção da justiça socioambiental. O combate ao racismo também passa por reconhecer as comunidades que ajudam a manter a floresta em pé e destinar, para quem é de direito, os recursos da nossa biodiversidade”. 

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O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, ressaltou a relevância da premiação para o reconhecimento dos povos e comunidades tradicionais. É uma importante iniciativa de reconhecimento do trabalho de várias organizações, pessoas e lideranças, de reconhecimento dos povos e comunidades tradicionais para a conservação socioambiental nesse país”.   

Também participaram da cerimônia a secretária-executiva do MMA, Anna Flávia Franco; a secretária nacional de Bioeconomia, Carina Pimenta; e a representante dos guardiões de conhecimento tradicional associado e integrante do Comitê Gestor do FNRB, Cristiane Julião Pankararu. 

Um prêmio que ganhou escala  

Criado para reconhecer quem cuida da biodiversidade brasileira e dos conhecimentos tradicionais associados, o prêmio cresceu de forma expressiva entre a primeira e a segunda edição. As inscrições saltaram de 172, em 2025, para 323 organizações em 2026.  

O número de inscrições passou de 172, em 2025, para 323, em 2026. Já o total de organizações premiadas aumentou de 20 para 50. Os recursos destinados diretamente às organizações cresceram de R$ 900 mil para R$ 2,5 milhões, enquanto o valor individual de cada premiação passou de R$ 45 mil para R$ 50 mil. 

Ao todo, a segunda edição mobiliza R$ 3 milhões, incluindo R$ 500 mil destinados à organização da iniciativa, como custeio de passagens e hospedagem das delegações participantes. 

Para a secretária nacional de Bioeconomia, Carina Pimenta, os resultados demostram q a consolidação do prêmio como instrumento de repartição de benefícios. “Esse prêmio representa um marco histórico. Em 526 anos, a repartição de benefícios sempre foi uma necessidade. E, finalmente, a partir do ano passado, com a reestruturação do Fundo Nacional, ela se torna uma realidade. E nós temos que proteger, assegurar e garantir que ela seja cada vez mais potente no reconhecimento e na promoção do uso sustentável da nossa sociobiodiversidade e da proteção dos conhecimentos, saberes e valores que estão associados a ela”. 

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Repartição de benefícios  

O Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade é financiado pelo FNRB, criado em 2015 no âmbito da Lei do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (Lei nº 13.123/2015).  

O fundo tem como objetivo garantir que parte dos benefícios gerados pelo uso econômico da biodiversidade brasileira e dos conhecimentos tradicionais associados seja destinada aos povos e comunidades responsáveis pela conservação desse patrimônio.  

Com gestão paritária, o FNRB reúne representantes de povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultura familiar, comunidade científica e governo federal. Atualmente, o fundo dispõe de R$ 15,3 milhões. A primeira edição do prêmio, realizada em 2025, foi a primeira iniciativa financiada pelo mecanismo. 

Integrante do Comitê Gestor do FNRB e representante dos guardiões de conhecimento tradicional associado, Cristiane Julião Pankararu participou da entrega e ressaltou o alcance dos recursos para os territórios.  

“Conseguimos viabilizar os recursos do Fundo para essa premiação que é simbólica. Pode parecer pouco 50 mil reais, mas ele dignifica projetos e políticas nacionais não só para povos indígenas como para povos quilombolas. E esperamos que isso possa estimular outros coletivos sociais a construírem suas próprias políticas nacionais de gestão do território ambiental”.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected] 
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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